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Um meteorito de 20 mil toneladas mudou o relevo do Tocantins e criou uma cratera de 13,7 quilômetros que ainda pode ser vista do espaço
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 26/07/2026 às 01:16
Meio Ambiente
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Fenômeno ocorrido há cerca de 300 milhões de anos deformou rochas da Bacia Sedimentar do Parnaíba e deu origem à Serra da Cangalha.
Um evento geológico de grandes proporções transformou definitivamente a paisagem onde hoje fica o município de Campos Lindos, no norte do Tocantins.
Há aproximadamente 300 milhões de anos, um meteorito estimado em 20 mil toneladas liberou uma enorme quantidade de energia sobre a região.
O corpo celeste teria se desfeito antes de alcançar completamente o solo, mas a força provocada pelo fenômeno deformou as rochas locais.
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Essa alteração deu origem à Serra da Cangalha, uma das maiores crateras de impacto conhecidas no território brasileiro.
A estrutura possui 13,7 quilômetros de diâmetro, elevações superiores a 400 metros e anéis concêntricos ainda visíveis em imagens de satélite.
Explosão deformou rochas no norte do Tocantins
O geólogo Fernando de Morais, professor da Universidade Federal do Tocantins, explicou que o meteorito se desfez antes de tocar o solo.
Mesmo fragmentado, o objeto liberou energia suficiente para modificar as rochas que formam a Bacia Sedimentar do Parnaíba.
Os anéis encontrados no relevo revelam a dimensão da força envolvida nesse antigo fenômeno geológico.
Essas marcas podem ser comparadas às ondas formadas quando uma pedra cai sobre a superfície da água.
A energia se espalhou a partir do ponto central e criou círculos sucessivos, que permaneceram registrados na paisagem.
Estrutura foi descoberta durante projeto nacional
A Serra da Cangalha começou a ser estudada na década de 1970, durante o Projeto Radam Brasil.
Pesquisadores classificaram inicialmente a formação apenas como um domo geológico.
Análises posteriores identificaram deformações nas rochas compatíveis com uma estrutura associada ao impacto de um meteorito.
O local passou, então, a ser reconhecido como um importante monumento geológico brasileiro.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional avaliou, em 2012, a possibilidade de proteger oficialmente a área.
A proposta considerava transformar a Serra da Cangalha em patrimônio nacional ou paisagem cultural.
O processo analisado pelo Iphan, porém, não chegou a ser concluído.
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Viviane Alves
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Anéis concêntricos podem ser vistos do espaço
A dimensão da cratera pode ser observada com maior clareza por meio de imagens aéreas e registros produzidos por satélite.
Os 13,7 quilômetros de extensão formam um desenho circular marcado por diferentes anéis concêntricos.
A estrutura também apresenta montanhas com mais de 400 metros de altura ao redor da região central.
Esse conjunto torna a Serra da Cangalha uma formação singular dentro do território nacional.
A paisagem permanece preservada pela natureza, segundo o prefeito de Campos Lindos, Romeu Kalugin.
Trilhas, cachoeiras e caverna cercam a cratera
A importância científica da Serra da Cangalha também despertou interesse pelo turismo na região.
Visitantes podem percorrer trilhas de aproximadamente três quilômetros pelos anéis formados no relevo.
Cachoeiras localizadas dentro da estrutura ampliam os atrativos naturais encontrados na área.
A recém-descoberta Caverna do Meteoro também passou a integrar os pontos de interesse do monumento.
Voos de paramotor permitem observar do alto o tamanho da cratera e a distribuição dos anéis concêntricos.
A administração de Campos Lindos trabalha com proprietários das áreas para facilitar o acesso e estimular projetos turísticos.
Nome nasceu da tradição dos moradores
O nome Serra da Cangalha surgiu a partir da aparência da formação vista lateralmente.
Moradores observaram que o relevo lembrava uma cangalha, tipo de sela utilizada tradicionalmente em animais de carga.
A denominação não possui origem científica, mas foi incorporada pela população local ao longo do tempo.
O nome permanece associado à gigantesca estrutura geológica criada no norte do Tocantins há centenas de milhões de anos.
Você teria coragem de percorrer as trilhas e conhecer de perto uma cratera formada por um meteorito? Deixe sua opinião!
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

