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Eyke Cardoso, estudante do interior do Pará, saiu de Ourilândia do Norte para representar o Brasil na Olimpíada Europeia de Física, marcou 9,70 na prova experimental, conquistou bronze na Suécia e garantiu vaga para disputar outra competição internacional de astronomia no Vietnã
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 27/07/2026 às 15:33
Atualizado em 27/07/2026 às 15:34
Curiosidades
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Eyke Cardoso, de Ourilândia do Norte, superou a distância dos grandes centros, acumulou dezenas de premiações científicas e agora se prepara para representar o Brasil em uma olimpíada internacional no Vietnã.
O estudante paraense Eyke Cardoso de Souza Torres conquistou medalha de bronze na Olimpíada Europeia de Física de 2026, na Suécia, após alcançar 15,10 pontos e igualar a maior nota experimental registrada por um brasileiro na competição.
Natural de Ourilândia do Norte, no sul do Pará, Eyke competiu em Gotemburgo como integrante da equipe brasileira. Seu desempenho mais expressivo apareceu justamente na parte prática, na qual obteve 9,70 pontos.
O resultado final publicado pela organização da EuPhO coloca Eyke na 74ª posição geral. Ele somou ainda 2,60 pontos no primeiro problema teórico e 2,80 no segundo, encerrando a participação com 15,10 pontos.
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A pontuação mínima necessária para receber bronze foi de 11,40. Ao todo, a competição distribuiu 23 medalhas de ouro, 37 de prata, 51 de bronze e 34 menções honrosas.
Nota experimental igualou marca brasileira de 2021
Eyke obteve a segunda maior pontuação total entre os cinco brasileiros relacionados no resultado oficial. Eduardo Yuji Shashike terminou uma posição acima, em 73º lugar, com 15,20 pontos.
A maior diferença apareceu na prova experimental. Os 9,70 pontos colocaram Eyke à frente dos outros integrantes da delegação nacional nessa etapa específica.
A marca, entretanto, não representa um recorde brasileiro isolado. O resultado oficial da EuPhO de 2021 mostra que o brasileiro Bruno Makoto Tanabe de Lima também alcançou 9,70 pontos na parte experimental daquela edição.
Dessa forma, Eyke igualou a maior pontuação experimental brasileira identificada nos resultados da competição. A conquista é compartilhada com Bruno, que em 2021 terminou a olimpíada com 23 pontos no total.
Os outros brasileiros presentes na EuPhO 2026 também receberam bronze. Tiago Rocha Morais de Santiago somou 14,10 pontos, Gabriel Mendes Freitas alcançou 13,10 e Caio Yamashita Risseto terminou com 12,90.
Trajetória começou com uma menção honrosa
A chegada de Eyke ao torneio europeu foi precedida por uma sequência de resultados em olimpíadas escolares. Ele estuda no Primeiro Mundo Pará, instituição localizada em Ourilândia do Norte e integrante da Inspira Rede de Educadores.
De acordo com a cronologia divulgada pela Rede Inspira, a trajetória competitiva começou em 2022, quando o aluno recebeu uma menção honrosa na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, a OBMEP.
No ano seguinte, foram sete premiações. Entre elas estava uma medalha de ouro nacional na OBMEP. Eyke também obteve resultados em competições como a Olimpíada Canguru de Matemática, a Olimpíada do Oceano e a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica.
A participação avançou em 2024, quando, segundo a instituição, ele chegou a 28 premiações em diferentes áreas. A lista incluiu novos ouros na OBMEP, na Canguru de Matemática, na OBA e na Olimpíada Paraense de Química, além de prata na Olimpíada Brasileira de Física.
Na seletiva brasileira de astronomia daquele ciclo, Eyke ficou em 15º lugar nacional. Ele cursava a primeira série do ensino médio e, conforme a escola, foi o único estudante dessa série entre os 15 primeiros colocados.
Ouro latino-americano abriu caminho internacional
Em 2025, Eyke ampliou sua participação para torneios internacionais. O estudante conquistou ouro na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica, a OLAA, resultado apresentado pela escola como sua primeira medalha fora do circuito nacional.
Naquele período, sua participação já abrangia matemática, física, astronomia, química, robótica, oceanografia e educação financeira. A instituição contabilizou 32 resultados somente durante 2025.
Depois do bronze conquistado na Suécia, o próximo compromisso internacional será na astronomia. Eyke foi selecionado para representar o Brasil na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica de 2026, programada para acontecer no Vietnã.
A nova classificação coloca o estudante paraense em duas delegações científicas brasileiras no mesmo ano: a da Olimpíada Europeia de Física e a da competição internacional de astronomia.
Ao comentar sua participação na EuPhO, Eyke atribuiu o resultado a uma trajetória construída com estudo, disciplina, apoio e preparação. Para o estudante, representar o país também significa levar o nome do Pará a espaços internacionais de excelência científica.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

