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Homem constrói Casa de Garrafas de dois andares com 48 mil recipientes coloridos no Azerbaijão, transforma fachada em memorial ao irmão desaparecido na Segunda Guerra Mundial e cria uma das residências mais incomuns de Ganja, erguida entre 1966 e 1967 e hoje procurada por turistas
Escrito por Carla Teles
Publicado em 27/07/2026 às 22:36
Curiosidades
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Construída por Ibrahim Jafarov entre 1966 e 1967, a Casa de Garrafas reúne 48 mil recipientes de diferentes tamanhos e cores, pedras do mar, retratos familiares e uma dedicatória ao soldado desconhecido, transformando uma residência central de Ganja em memorial privado, curiosidade arquitetônica e atração visitada no Azerbaijão até hoje.
A Casa de Garrafas foi construída por Ibrahim Jafarov entre 1966 e 1967, na cidade de Ganja, no Azerbaijão. Com dois andares e paredes decoradas por 48 mil garrafas coloridas, a residência foi concebida como homenagem ao irmão Yusif, que desapareceu durante a Segunda Guerra Mundial e nunca retornou do serviço militar.
As informações constam nas páginas institucionais do Azerbaijan Travel e do projeto Silk Road Tourism, consultadas em julho de 2026. Os conteúdos apresentam a história, a localização e as características arquitetônicas do edifício, mas não indicam uma data individual de publicação para as páginas utilizadas como fontes.
Ibrahim Jafarov transformou a própria casa em memorial
A construção nasceu de uma história familiar marcada pela ausência. Ibrahim Jafarov dedicou o imóvel à memória do irmão Yusif, desaparecido enquanto servia durante a Segunda Guerra Mundial. A residência deixou de ser apenas um espaço doméstico e passou a carregar uma mensagem pública de lembrança.
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Retratos dos dois irmãos foram incorporados ao teto da casa, reforçando o caráter pessoal do projeto. A homenagem não foi apresentada como um monumento oficial, mas como uma obra criada pelo próprio morador para preservar uma memória que atravessou décadas.
Casa de Garrafas foi erguida com 48 mil recipientes
As paredes da Casa de Garrafas são revestidas com aproximadamente 48 mil garrafas de diferentes tamanhos e cores. Dispostas em padrões ornamentais, elas formam desenhos que alteram a aparência da fachada conforme a incidência da luz.
O projeto também utilizou pedras marinhas, ampliando a variedade de texturas da construção. Materiais comuns e descartáveis foram reorganizados como elementos arquitetônicos, criando uma fachada difícil de confundir com qualquer residência convencional.
Construção de dois andares surgiu entre 1966 e 1967
A casa foi erguida durante um período relativamente curto, entre 1966 e 1967. Apesar da quantidade de recipientes utilizados e da complexidade decorativa, Ibrahim Jafarov conseguiu concluir uma residência de dois pavimentos em uma área central de Ganja.
A obra foi realizada durante o período soviético, quando construções residenciais tendiam a seguir padrões mais uniformes. Segundo o material do Silk Road Tourism, erguer uma casa tão singular em meio à valorização institucional da padronização não teria sido uma tarefa simples.
Fachada da Casa de Garrafas combina arquitetura, memória e arte popular
As garrafas não foram aplicadas de maneira aleatória. Cores, formatos e fundos de vidro foram posicionados para criar composições ornamentais que envolvem janelas, paredes e outros elementos da fachada.
Esse trabalho aproximou a residência da arte popular e da arquitetura autoral. A força visual da casa depende menos do valor dos materiais e mais da maneira como eles foram combinados, transformando recipientes cotidianos em mosaicos permanentes.
Mensagem homenageia o soldado desconhecido
Na parte posterior do edifício, uma inscrição em russo transmite uma mensagem de homenagem ao soldado desconhecido da pátria. O texto amplia o significado da casa para além da história particular de Ibrahim e Yusif.
A dedicatória relaciona o desaparecimento do irmão à memória de milhares de combatentes que nunca retornaram. A Casa de Garrafas funciona, assim, como memorial familiar e representação coletiva das perdas provocadas pela guerra.
Localização central facilita a chegada dos visitantes
O imóvel está localizado no cruzamento das ruas Huseyn Javid e Gambar Huseynli, em Ganja. De acordo com o guia turístico consultado, a caminhada a partir do centro da cidade leva aproximadamente entre cinco e dez minutos.
Essa posição tornou a construção facilmente acessível a moradores e viajantes. Mesmo sendo uma residência, a fachada incomum passou a integrar o circuito de curiosidades arquitetônicas procuradas por quem visita a cidade.
Casa de Garrafas tornou-se uma atração de Ganja
A Casa de Garrafas é apresentada pelo portal oficial de turismo do Azerbaijão como um dos edifícios mais incomuns de Ganja. Visitantes procuram o local principalmente para observar os detalhes da fachada e registrar fotografias.
O interesse turístico cresceu sem retirar completamente o caráter residencial e memorial da construção. A casa permanece ligada à história da família Jafarov, embora também tenha se transformado em patrimônio visual reconhecido fora da comunidade local.
Materiais não tradicionais deram identidade ao edifício
O uso de recipientes de vidro como revestimento diferencia a casa de construções feitas apenas com tijolos, reboco ou pedra. As garrafas formam superfícies coloridas e reflexivas, modificando a percepção do prédio ao longo do dia.
A escolha também demonstra como materiais considerados pouco nobres podem assumir funções decorativas duradouras. O resultado não depende de tecnologia sofisticada, mas de repetição, planejamento manual e imaginação aplicada à construção civil.
Obra preserva a memória de quem não voltou da guerra
Assista o vídeo
A história da residência ajuda a explicar por que ela continua despertando atenção tantos anos depois. O impacto não está apenas nas 48 mil garrafas, mas na tentativa de transformar o desaparecimento de uma pessoa em algo visível e permanente.
Ao associar memória familiar, arquitetura e reaproveitamento de materiais, Ibrahim Jafarov criou uma obra difícil de enquadrar em uma única categoria. A casa é simultaneamente residência, memorial, atração turística e expressão artística construída por iniciativa particular.
Casa incomum atravessa gerações no Azerbaijão
Décadas após sua conclusão, a Casa de Garrafas continua sendo apontada como uma das construções de dois andares mais visitadas de Ganja. A preservação da fachada mantém viva tanto a criatividade do construtor quanto a homenagem feita ao irmão desaparecido.
A obra mostra como uma história pessoal pode modificar a paisagem de uma cidade e conquistar significado coletivo. Você visitaria uma residência construída com 48 mil garrafas ou considera que o valor maior está na história familiar preservada por trás da fachada? Conte nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

