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Fundada em 1582 no coração do Rio, Santa Casa restaura capela usada pela Família Imperial, recupera salão com retratos dos apóstolos e prepara acervo de quatro séculos para receber o público
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 30/07/2026 às 13:48
Notícias Corporativas
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Santa Casa do Rio revitaliza espaços históricos, transforma antiga farmácia em museu e moderniza hospital que atende cerca de 13 mil pacientes por mês.
Um dos patrimônios médicos e arquitetônicos mais antigos do Brasil passa por uma ampla transformação no Centro do Rio de Janeiro.
Fundada em 1582, a Santa Casa de Misericórdia do Rio iniciou a restauração de ambientes históricos preservados durante mais de quatro séculos.
As intervenções começaram em março, após a posse da nova direção da irmandade, e incluem capela, salão nobre, corredores e uma antiga farmácia.
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Parte desse conjunto deverá ser aberta ao público depois da conclusão das obras, financiadas por doações e editais de incentivo à cultura.
A iniciativa pretende unir preservação histórica, modernização hospitalar e retomada da tradição acadêmica da instituição.
Patrimônio histórico aparece logo na entrada
O atendimento médico tornou a Santa Casa conhecida por diferentes gerações.
O prédio, porém, também guarda um importante conjunto de arquitetura, arte religiosa e objetos ligados à história da medicina brasileira.
Colunas de mármore, um lustre dourado e uma escultura do padre José de Anchieta aparecem logo na entrada.
Anchieta é apontado como um dos idealizadores das Santas Casas no Brasil.
Pinturas de antigos benfeitores também permanecem expostas nos corredores, registrando pessoas que ajudaram financeiramente a irmandade.
Capela usada pela Família Imperial será revitalizada
A capela histórica está entre os espaços mais emblemáticos incluídos no projeto.
Durante o século XIX, o ambiente foi utilizado quase exclusivamente pela Família Imperial.
Elementos ornamentais dourados, um altar detalhado e uma claraboia esculpida continuam preservados.
A iluminação natural entra pela abertura superior e destaca o interior do espaço religioso.
A direção pretende retomar as missas aos domingos.
O público, contudo, será reduzido, pois a capela possui somente 18 lugares.
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Viviane Alves
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Salão nobre preserva símbolos religiosos
O salão nobre, localizado no segundo andar, também passa por recuperação.
O piso está sendo restaurado, enquanto os principais elementos históricos permanecem preservados.
O ambiente mantém:
- Uma mesa de reuniões com 20 lugares;
- Um pequeno altar com a imagem de Jesus;
- Uma pintura da Santa Ceia;
- Retratos dos 12 apóstolos;
- Quadros de antigos benfeitores.
A restauração busca preservar a identidade arquitetônica do edifício, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan.
Antiga farmácia será transformada em museu
Uma antiga farmácia localizada no térreo ganhará uma nova finalidade.
O espaço será convertido em um pequeno museu dedicado à trajetória médica e farmacêutica da Santa Casa.
Frascos, instrumentos e substâncias usados na fabricação de medicamentos em diferentes épocas estão sendo catalogados.
Uma nova farmácia hospitalar também será instalada ao lado do museu.
O atendimento será destinado exclusivamente aos pacientes da instituição.
Gestão quer recuperar tradição acadêmica
O plano de revitalização é conduzido por gestores voluntários nomeados em março pelo provedor Francisco Horta.
A equipe reúne o médico Ricardo Cavalcanti, diretor-geral do hospital, e os advogados Mauricio Osthoff e Juliana de Simone.
A administração pretende recuperar o prestígio histórico da Santa Casa sem comprometer as características originais do prédio.
Outro objetivo envolve o fortalecimento das atividades acadêmicas.
Em 1856, o hospital recebeu a Escola de Anatomia, Medicina e Cirurgia.
A escola é considerada o embrião da atual Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Atividades das faculdades Souza Marques e Gama Filho também foram realizadas no local durante o século XX.
Novas parcerias com universidades deverão estimular pesquisas, estágios e atividades de ensino.
Hospital receberá centro de diagnóstico por imagem
A modernização também alcançará a infraestrutura hospitalar.
Catracas eletrônicas serão instaladas para reforçar o controle de acesso e a segurança de pacientes, visitantes e profissionais.
Um novo centro de diagnóstico deverá reunir equipamentos de:
- Raios X;
- Ultrassom;
- Mamografia;
- Densitometria óssea;
- Tomografia;
- Ressonância magnética.
A Santa Casa atende atualmente cerca de 13 mil pacientes por mês e mantém mais de 30 serviços de saúde.
As consultas custam entre R$ 100 e R$ 150.
Programas de especialização também funcionam nas áreas de Cirurgia Plástica, Cirurgia Geral, Clínica Médica, Oftalmologia, Ginecologia e Psicologia Oncológica.
Preservação e modernização caminham juntas
A revitalização pretende aproximar o público de um patrimônio construído durante mais de quatro séculos.
Arquitetura, objetos religiosos, instrumentos médicos e espaços acadêmicos ajudam a contar parte da história da assistência social no Brasil.
O desafio da instituição será modernizar o atendimento sem apagar as marcas históricas que permanecem no edifício desde o período colonial.
Você acredita que prédios históricos ligados à saúde deveriam receber mais investimentos para restauração e abertura ao público? Deixe sua opinião!
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

