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No fundo do mar de uma ilha japonesa, pirâmide incrível de 100 metros de comprimento e 25 metros de altura, com paredes, plataformas e degraus intriga mergulhadores e divide especialistas
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 01/08/2026 às 11:24
Atualizado em 01/08/2026 às 11:25
Ciência e Tecnologia
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Estrutura submersa próxima à ilha de Yonaguni mede 100 metros de comprimento e 25 metros de altura, enquanto geólogos debatem se seus degraus surgiram naturalmente ou receberam alguma modificação feita por seres humanos
A pirâmide de Yonaguni, encontrada em águas rasas no extremo sudoeste do Japão, mede aproximadamente 100 metros de comprimento, 60 metros de largura e 25 metros de altura. Com degraus, paredes e terraços aparentemente planejados, a formação divide especialistas entre uma possível intervenção humana e processos naturais de fratura, terremotos e erosão marinha.
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Pirâmide de Yonaguni impressiona pelas formas geométricas
Conhecido oficialmente como Yonaguni Underwater Monument, o local fica próximo à ilha de Yonaguni, em Okinawa.
A formação retangular pode ser observada durante mergulhos, embora as fortes correntes da região possam exigir experiência dos visitantes.
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O bloco principal apresenta patamares planos, paredes quase verticais e sucessivos degraus. Essas características fazem a estrutura parecer uma construção monumental ou as ruínas de uma antiga civilização submersa.
A Japan National Tourism Organization apresenta Yonaguni como uma formação localizada em águas rasas.
A descrição oficial mantém aberta a dúvida sobre sua origem, tratando o monumento tanto como uma maravilha natural quanto como possível vestígio modificado por seres humanos.
Terraços alimentam hipótese de intervenção humana
A possibilidade de participação humana foi defendida principalmente por Masaaki Kimura, geólogo marinho ligado à Universidade de Ryukyu.
Para ele, determinados terraços, canais, plataformas e ângulos seriam regulares demais para terem surgido somente pela ação da natureza.
Essa interpretação se apoia nas áreas planas e nas linhas que lembram caminhos ou partes de uma estrutura arquitetônica.
Entretanto, não foram reconhecidos no local artefatos como ferramentas, cerâmicas ou restos estruturais que comprovem uma ocupação humana.
A ausência dessas evidências enfraquece o reconhecimento da formação como sítio arqueológico. Fotografias, ângulos de observação e a expectativa de encontrar ruínas também podem ampliar a impressão de que as formas foram planejadas.
Geologia explica degraus e paredes retas
Robert Schoch, da Boston University, afirmou ter estudado Yonaguni durante vários mergulhos. Sua conclusão é que o monumento possui origem principalmente natural, explicada pela composição das rochas e pelas condições geológicas da região.
Segundo essa interpretação, camadas sedimentares podem se romper em linhas relativamente retas.
Falhas, pressão tectônica, terremotos e erosão marinha favorecem quebras em planos horizontais e verticais, criando degraus, paredes e superfícies aparentemente construídas.
Formação permanece sem reconhecimento arqueológico
Apesar de sua aparência, a pirâmide de Yonaguni não é reconhecida pela arqueologia como uma pirâmide ou cidade submersa.
O debate permanece concentrado na diferença entre formas visualmente arquitetônicas e evidências científicas de construção humana.
Com 100 metros de extensão e 25 metros de altura, o monumento continua conhecido justamente por essa incerteza.
Mesmo quando explicado como uma formação natural, Yonaguni mostra como fraturas e erosão podem transformar rochas submersas em estruturas semelhantes a grandes ruínas.
Esta matéria foi elaborada com base em informações da Japan National Tourism Organization, da National Geographic e nas análises atribuídas aos geólogos Masaaki Kimura e Robert Schoch, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.
Fonte
https://revistaoeste.com/
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

