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A União Soviética construiu um submarino tão gigante que parecia uma cidade submersa que levava mísseis nucleares, pesava 48 mil toneladas, e media 175 metros
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 01/08/2026 às 20:36
Curiosidades
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Criado pela União Soviética na Guerra Fria, gigante de 175 metros usava dois reatores, operava sob o gelo do Ártico e permaneceu em serviço até fevereiro de 2023, sem ter seu recorde superado por concorrentes
O submarino classe Typhoon, criado pela União Soviética durante a Guerra Fria, alcançava cerca de 175 metros de comprimento, 23 metros de largura e deslocava aproximadamente 48 mil toneladas quando submerso. Mesmo após a retirada do último exemplar, em fevereiro de 2023, nenhum outro submarino superou sua escala.
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Submarino classe Typhoon tinha estrutura com vários cascos internos
Oficialmente chamado de Projeto 941 Akula pelos soviéticos, o modelo recebeu da Organização do Tratado do Atlântico Norte o nome de classe Typhoon.
Suas dimensões eram comparáveis às de um grande edifício colocado horizontalmente sobre o mar.
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O deslocamento submerso de aproximadamente 48 mil toneladas representa a quantidade de água deslocada pela embarcação.
Para comparação, um submarino norte-americano da classe Ohio desloca cerca de 18.750 toneladas quando está sob a água.
A diferença ajuda a dimensionar o projeto soviético. Em vez de utilizar apenas um grande casco de pressão, o submarino classe Typhoon reunia vários cascos internos protegidos por uma cobertura externa.
Dois cascos principais ficavam posicionados lado a lado. Essa solução aumentava a largura da embarcação, ampliava sua resistência e oferecia condições internas menos apertadas para uma tripulação de aproximadamente 160 pessoas.
Submarino foi criado para transportar 20 mísseis nucleares
O primeiro exemplar da classe foi lançado em 1980, durante o período de forte tensão militar entre Estados Unidos e União Soviética.
O objetivo era transportar mísseis balísticos com ogivas nucleares e permanecer escondido durante missões prolongadas.
Cada unidade possuía 20 silos instalados à frente da torre de comando. Eles armazenavam os grandes mísseis R-39, cujas dimensões ajudaram a determinar o tamanho extraordinário do submarino.
A embarcação também foi preparada para operar sob o gelo do Ártico. Nessa região, poderia permanecer protegida da vigilância inimiga e romper camadas congeladas caso precisasse realizar um eventual lançamento.
Além dos 175 metros de comprimento e 23 metros de largura, o submarino alcançava profundidade operacional estimada em 400 metros.
Sua velocidade máxima submersa era de 27 nós, equivalente a aproximadamente 50 quilômetros por hora.
Dois reatores nucleares garantiam meses de operação
A propulsão era fornecida por dois reatores nucleares, que alimentavam turbinas conectadas a eixos independentes.
O sistema permitia movimentar a embarcação mesmo com seu deslocamento de milhares de toneladas.
A energia nuclear também possibilitava permanecer no mar por meses. A autonomia era limitada principalmente pela quantidade de mantimentos disponível para a tripulação, e não pela necessidade frequente de combustível.
Os múltiplos cascos aumentavam a capacidade de sobrevivência em caso de danos. Superfícies de controle auxiliavam a navegação sob o gelo e nas condições severas encontradas no norte da Rússia.
O tamanho, porém, também elevava os custos de operação, manutenção e modernização. Essas despesas ganharam maior peso após o fim da União Soviética e a redução dos recursos destinados à estrutura militar herdada pela Rússia.
Último exemplar deixou o serviço em fevereiro de 2023
Seis submarinos da classe Typhoon foram concluídos no estaleiro de Severodvinsk. Após a Guerra Fria, algumas unidades foram desmontadas, enquanto os mísseis usados originalmente se aproximavam da obsolescência.
O Dmitry Donskoy permaneceu em atividade por mais tempo. Ele foi adaptado para testes do míssil Bulava e também utilizado em atividades de apoio e cerimônias.
A retirada oficial do Dmitry Donskoy, em fevereiro de 2023, encerrou a carreira operacional da classe. Apesar disso, o submarino classe Typhoon continua sendo o maior da história quando considerado seu deslocamento submerso de aproximadamente 48 mil toneladas.
Esta matéria foi elaborada com base nas informações do material-base fornecido, com dados, números e descrições preservados conforme o conteúdo consultado.
Fonte
https://catracalivre.com.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

