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Segurança de hospital trabalha na linha de frente durante a pandemia, aprende a acalmar situações tensas e abandona a formação policial a um semestre do fim para cursar Enfermagem, voltar ao mesmo prédio como enfermeiro e atender pacientes de gastroenterologia e oncologia com experiência adquirida na recepção do hospital
Escrito por Carla Teles
Publicado em 01/08/2026 às 22:30
Curiosidades
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O segurança de hospital Taylor Penman deixou a formação policial a um semestre do fim, graduou-se em enfermagem em agosto de 2024 e voltou ao Hospital M Health Fairview St. John’s como enfermeiro, usando comunicação, escuta e serenidade para apoiar pacientes de gastroenterologia, oncologia e suas famílias em momentos difíceis.
Taylor Penman começou a trabalhar como segurança de hospital no M Health Fairview St. John’s durante a pandemia de Covid-19, depois que o distrito escolar onde atuava suspendeu as atividades. Anos mais tarde, ele abandonou a formação policial, concluiu a graduação em enfermagem em agosto de 2024 e retornou ao mesmo hospital, em outubro daquele ano, agora responsável diretamente pelo cuidado de pacientes.
As informações foram publicadas pelo M Health Fairview em 5 de maio de 2025. A instituição relatou como Penman aproveitou habilidades desenvolvidas na segurança, como comunicação, controle emocional e capacidade de acalmar situações tensas, para trabalhar como enfermeiro nas áreas de gastroenterologia e oncologia.
Fechamento das escolas levou ao hospital
Antes de atuar na saúde, Penman trabalhava em um distrito escolar. Quando as escolas fecharam durante a pandemia, ele precisou procurar uma nova oportunidade profissional.
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A vaga surgiu na equipe de segurança do Hospital M Health Fairview St. John’s. O emprego que inicialmente deveria atender a uma necessidade imediata acabou mudando completamente sua trajetória profissional.
Turno noturno começou em período de crise
Penman trabalhava durante a noite na recepção do hospital, justamente quando as instituições de saúde enfrentavam restrições, incertezas e pressão provocadas pela Covid-19.
Como segurança de hospital, ele ajudava a controlar o acesso ao prédio e a aplicar as regras destinadas a reduzir a circulação de pessoas. O trabalho exigia firmeza, mas também sensibilidade para lidar com familiares preocupados.
Restrições de visitas provocavam conflitos
Durante a pandemia, muitos parentes não podiam entrar para visitar pacientes internados. Embora as medidas fossem adotadas para proteger pacientes e funcionários, elas provocavam reações emocionais intensas.
Penman compreendia a frustração das famílias, mas precisava fazer cumprir as orientações. Ele aprendeu a reconhecer a dor por trás da irritação sem abandonar as regras de segurança.
Comunicação ajudava a acalmar pessoas
Ao longo do trabalho, Penman percebeu que tinha facilidade para conversar com pessoas em sofrimento ou em situações relacionadas à saúde mental.
Em vez de responder à tensão com confronto, ele procurava ouvir, explicar e reduzir o nível de agitação. Essa capacidade de manter a calma tornou-se uma das características mais importantes de seu trabalho.
Desempenho levou à promoção
A atuação de Penman chamou a atenção de Joe Max, gerente regional de segurança da Fairview Health Services.
Segundo o gestor, ele se consolidou como uma liderança dentro do departamento e foi promovido a chefe de segurança. A promoção mostrou que suas habilidades iam além da vigilância física do hospital.
Formação policial estava quase concluída
Enquanto trabalhava como segurança de hospital, Penman estudava para se tornar policial. Faltava apenas um semestre para terminar a formação.
Seu objetivo inicial era seguir uma profissão que permitisse ajudar outras pessoas. Entretanto, a convivência diária com pacientes e profissionais de enfermagem fez com que ele reconsiderasse o caminho escolhido.
Contato com enfermeiros revelou outra vocação
Penman observava o trabalho das equipes de enfermagem e percebia como esses profissionais acompanhavam pacientes em momentos de medo, dor e incerteza.
Ele concluiu que poderia cumprir seu desejo de ajudar de maneira mais compatível com suas habilidades interpessoais. A enfermagem passou a parecer uma extensão natural do trabalho que já realizava ao acalmar pessoas no hospital.
Mudança ocorreu perto do fim do curso
Abandonar a formação policial quando faltava apenas um semestre significava deixar para trás um caminho quase concluído.
Mesmo assim, Penman decidiu priorizar a profissão com a qual passou a se identificar. A mudança não ocorreu por falta de interesse em servir, mas por uma nova compreensão sobre como desejava oferecer ajuda.
Universidade recebeu o novo estudante
Penman candidatou-se ao curso de enfermagem da Universidade Concordia, em Saint Paul. A formação exigiu que ele aprendesse procedimentos clínicos, fundamentos científicos e práticas de cuidado.
Sua experiência anterior não substituía o conhecimento técnico necessário, mas oferecia uma base importante para o relacionamento com pacientes. Comunicação, observação e controle emocional continuaram presentes durante a graduação.
Graduação foi concluída em agosto de 2024
Penman terminou o curso de enfermagem em agosto de 2024. A conquista marcou o encerramento de uma transição iniciada ainda durante a pandemia.
A formação permitiu que o antigo segurança de hospital passasse a atuar diretamente na assistência clínica. Ele deixou de proteger apenas o ambiente para também participar dos cuidados oferecidos dentro dele.
Retorno ocorreu dois meses depois
Em outubro de 2024, Penman conseguiu uma vaga como enfermeiro no Hospital M Health Fairview St. John’s, o mesmo local onde havia trabalhado na recepção e na segurança.
O retorno a um ambiente conhecido trouxe maior confiança durante o início da nova carreira. Embora as responsabilidades fossem diferentes, o prédio, as equipes e parte da rotina já faziam parte de sua história.
Familiaridade reduziu insegurança inicial
Profissionais recém-formados precisam lidar com procedimentos, decisões e situações clínicas que ainda não vivenciaram de maneira independente.
Para Penman, começar em um hospital conhecido diminuiu parte dessa incerteza. Ele já compreendia a dinâmica da instituição e conhecia o comportamento esperado em momentos de pressão.
Trabalho passou a envolver gastroenterologia
Como enfermeiro, Penman passou a atender pacientes da área de gastroenterologia. Esses cuidados podem envolver internações, exames, tratamentos e situações desconfortáveis para pacientes e familiares.
A experiência como segurança de hospital ajudou principalmente na forma de abordar pessoas ansiosas. Ele já havia aprendido que explicações claras e uma postura serena podem reduzir conflitos e medo.
Oncologia exige presença emocional
Penman também passou a trabalhar com pacientes de oncologia, área marcada por diagnósticos, tratamentos e decisões capazes de provocar forte impacto emocional.
Nessas situações, nem sempre existe uma resposta capaz de aliviar imediatamente a preocupação. O enfermeiro percebeu que permanecer próximo e ouvir pode ser tão importante quanto encontrar palavras.
Silêncio tornou-se ferramenta de cuidado
Durante a graduação, professores ensinaram que o silêncio pode exercer um papel relevante no atendimento.
Penman confirmou essa ideia na prática. Em determinados momentos, ele simplesmente permanece ao lado dos pacientes, sem tentar preencher cada pausa ou oferecer uma frase pronta.
Escuta substitui respostas automáticas
Algumas pessoas não esperam explicações complexas, mas a confirmação de que não estão enfrentando sozinhas uma internação ou tratamento.
Ao ouvir sem interromper, Penman oferece espaço para que pacientes expressem medo, dúvida ou frustração. A ausência de uma resposta imediata não significa falta de cuidado.
Experiência em crises continua presente
As técnicas utilizadas quando era segurança de hospital permanecem em sua rotina como enfermeiro. Entre elas estão falar com clareza, observar sinais de tensão e evitar reações impulsivas.
Essas competências ajudam tanto no contato com pacientes quanto na relação com familiares. O objetivo deixou de ser controlar uma ocorrência e passou a incluir acolhimento, orientação e cuidado clínico.
Colegas também recebem apoio
A presença calma de Penman não beneficia apenas os pacientes. Segundo sua gerente, Megan Wagner, sua postura ajuda a equipe durante situações desafiadoras ou estressantes.
O ambiente hospitalar pode exigir respostas rápidas e cooperação entre diferentes profissionais. Manter a serenidade contribui para que decisões sejam tomadas sem ampliar a tensão.
Habilidades interpessoais foram reconhecidas
A gerente afirmou que as competências desenvolvidas na segurança aprimoram o cuidado oferecido por Penman aos pacientes e às famílias.
Ele recebe elogios durante visitas realizadas pela equipe. A maneira como conversa e demonstra gentileza faz com que algumas pessoas imaginem que ele possui mais tempo de experiência na enfermagem.
Paciente acreditou que ele era experiente
Um paciente elogiou o apoio recebido durante a internação e demonstrou surpresa ao descobrir que Penman era um enfermeiro recém-formado.
A avaliação indicou que sua experiência anterior produziu habilidades difíceis de medir apenas pelo tempo de atuação clínica. A segurança na comunicação transmitia a impressão de uma carreira mais longa.
Vocação permaneceu ligada à ajuda
Quando pretendia seguir a carreira policial, Penman já afirmava que desejava ajudar pessoas. A mudança para a enfermagem não alterou esse objetivo central.
O que mudou foi a maneira de colocá-lo em prática. Ele encontrou no cuidado diário uma forma de acompanhar pessoas durante alguns dos períodos mais difíceis de suas vidas.
Trajetória uniu profissões diferentes
Assista o vídeo
Segurança e enfermagem possuem atribuições distintas, mas a história de Penman mostra que algumas competências podem atravessar as duas áreas.
Controle emocional, escuta, atenção ao ambiente e comunicação respeitosa serviram primeiro para evitar crises e, depois, para fortalecer o cuidado clínico.
Distintivo deu lugar ao uniforme
Ao retornar ao St. John’s, Penman passou a ocupar o mesmo hospital sob uma nova responsabilidade. O distintivo de segurança foi substituído pelo uniforme de enfermagem.
A mudança representa uma transformação profissional construída dentro do próprio local de trabalho. O hospital onde ele encontrou um emprego temporário durante a pandemia tornou-se o lugar onde consolidou uma nova carreira.
História mostra valor das habilidades transferíveis
Nem toda mudança de profissão significa começar completamente do zero. Experiências anteriores podem fornecer competências relevantes para uma nova área.
No caso de Penman, os anos como segurança de hospital contribuíram para sua capacidade de ouvir, acalmar e apoiar pacientes. O conhecimento clínico veio da graduação, mas a maneira de lidar com pessoas já havia sido desenvolvida na recepção.
Cuidado também depende de presença
A trajetória reforça que a assistência hospitalar não se resume a procedimentos e equipamentos. Pacientes e famílias também precisam de profissionais capazes de permanecer presentes em momentos delicados.
Penman encontrou na enfermagem a profissão que procurava quando decidiu trabalhar para ajudar outras pessoas. Você acredita que habilidades de comunicação e controle emocional deveriam receber mais atenção na formação dos profissionais de saúde? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

