Em entrevista ao vivo ao ac24horas na segunda noite da Expoacre, neste domingo (2), o pré-candidato ao governo e ex-prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, abordou diversos temas como a convenção que oficializou sua candidatura, a formação da chapa, a indefinição sobre o segundo nome ao Senado, seu projeto econômico para o estado e as expectativas para os próximos 10 anos.
Sobre a convenção realizada na última sexta-feira, no ginásio do SESI, Bocalom celebrou o público. “Eu nunca fiz uma convenção que desse esvaziada. Nunca”, afirmou. Segundo ele, o resultado surpreendeu quem duvidava de sua capacidade de mobilização. “No fundo, até esses dias atrás, Bocalom era um patinho feio. Quase me deixaram sem partido para ser candidato”, disse, agradecendo ao PSDB por tê-lo acolhido.
Sobre a definição do segundo nome ao Senado, Bocalom confirmou Eduardo Velloso como seu primeiro voto, mas admitiu indefinição quanto ao segundo, diante da situação do nome de Gladson Camelí e da posição do prefeito Alysson Bestene. “Eu acredito que vamos ter segundo voto, sim”, disse. Ele explicou que sempre teve Márcio Bittar e Gladson como pré-candidatos, mas ponderou sobre a incerteza jurídica de uma das candidaturas. “Se nós tivermos as duas candidaturas, não tem outro jeito, eu vou ter que navegar ali naquele meio entre os dois.”
No campo econômico, Bocalom defendeu foco na agricultura familiar, que segundo ele foi abandonada. “Nós precisamos de um governo que olhe pra agricultura familiar”, disse. Ele projetou mais de 30 mil agricultores familiares gerando renda no estado e comparou o potencial do Acre ao de Rondônia. “Nós temos um clima muito melhor que Rondônia para produzir”, afirmou.
O pré-candidato também citou dados que atribuiu à Caixa Econômica, segundo os quais 23 mil famílias teriam deixado o Bolsa Família entre 2023 e 2026. Ele afirmou não ser contra o programa. “Não sou contra Bolsa Família, sempre falei isso, já fui mal interpretado”, disse, ressaltando que o benefício é “a salvação” em certos casos, mas que, sua intenção é gerar empregos para que muitas famílias deixem de depender do beneficio.
Ao projetar o futuro, Bocalom demonstrou confiança no lema que defende há décadas, o “Produzir para Empregar”. “Eu tenho certeza absoluta que daqui a 10 anos o Acre vai estar muito diferente do que nós temos hoje”, afirmou, dizendo sonhar com muitas famílias saindo da linha da miséria por meio do trabalho e da produção.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

