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A China construiu uma bateria gravitacional de 148 metros que levanta 12.672 blocos de 25 toneladas para guardar energia, mas a torre de 35 pavimentos ainda passa por ajustes antes da entrada em produção, enquanto a responsável prepara a conexão gradual à rede elétrica
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 03/08/2026 às 13:36
Ciência e Tecnologia
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Construída ao lado de um parque eólico em Rudong, a torre de 148 metros foi projetada para armazenar 100 MWh ao elevar 12.672 blocos de 25 toneladas, sem depender de lítio ou reservatórios de água, mas ainda passa por ajustes e preparação para conexão gradual à rede elétrica.
Instalação de 35 pavimentos construída em Rudong foi projetada para armazenar 100 MWh sem usar baterias de lítio ou reservatórios de água e poderá fornecer até 25 MW durante quatro horas.
Uma torre de 148 metros construída em Rudong, na China, foi projetada para armazenar 100 MWh ao elevar milhares de blocos de 25 toneladas, mas a empresa responsável informou em 2026 que a instalação ainda passava por ajustes antes da produção.
Localizado na província de Jiangsu, nas proximidades de um parque eólico e da rede elétrica nacional, o projeto utiliza a gravidade para armazenar parte da eletricidade produzida por fontes renováveis.
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Em vez de guardar energia por meio de reações químicas, o sistema usa eletricidade excedente para elevar grandes massas dentro da estrutura. Quando a rede precisa receber energia, os blocos descem de maneira controlada e movimentam geradores.
A instalação foi projetada para atingir potência máxima de 25 megawatts e capacidade de 100 megawatts-hora. Na prática, as especificações permitem entregar a potência nominal por aproximadamente quatro horas, caso o sistema seja plenamente comissionado.
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Fabio Lucas Carvalho
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Torre de 35 pavimentos supera a altura de muitos prédios
A estrutura possui 148 metros de altura e aproximadamente 110 metros de largura por 120 metros de comprimento. A área ocupada pelo edifício chega a cerca de 13,2 mil metros quadrados, dimensão próxima à de dois campos de futebol.
Embora algumas publicações tenham descrito a torre como uma construção de 40 andares, uma reportagem de campo do People’s Daily em Jiangsu informa que o edifício possui 35 pavimentos.
Os oito pisos superiores e os oito inferiores funcionam como áreas de armazenamento das massas gravitacionais. Ao todo, a instalação reúne 12.672 blocos, cada um com aproximadamente 25 toneladas.
A movimentação ocorre por meio de 96 equipamentos de elevação, organizados em 48 unidades. Cada módulo trabalha com dois canais, nos quais diferentes blocos podem ser posicionados conforme os ciclos de carga e descarga.
O controle precisa coordenar simultaneamente o deslocamento vertical e a posição das massas. Essa organização busca manter o equilíbrio da estrutura e ajustar o funcionamento do sistema às condições da rede elétrica.
Blocos aproveitam resíduos industriais e materiais descartados
As massas não são descritas pelas fontes chinesas apenas como blocos tradicionais de concreto. Elas podem incorporar cinzas provenientes da incineração de resíduos, restos de construção, rejeitos de mineração, cinzas de carvão e fibras de vidro.
O aproveitamento desses materiais permite transformar resíduos pesados em parte do meio de armazenamento. Diferentemente das células eletroquímicas, os blocos guardam energia exclusivamente por permanecerem em determinada altura.
Quando há eletricidade disponível, motores elevam as massas. A energia elétrica é transformada em energia potencial gravitacional. Durante a descida, o processo é invertido, e o movimento controlado aciona os geradores.
O armazenamento não depende de lítio nem de dois reservatórios de água em alturas diferentes, como ocorre nas hidrelétricas reversíveis. Ainda assim, o projeto exige uma grande estrutura, sistemas mecânicos, controles eletrônicos e conexão com a rede.
Eficiência superior a 80% permanece como referência do projeto
A página técnica da Energy Vault, empresa responsável pela tecnologia EVx, apresenta Rudong como um sistema de 25 MW e 100 MWh, com duração de quatro horas.
A companhia projeta eficiência de ida e volta superior a 80%. Esse indicador representa a parcela da eletricidade utilizada para elevar os blocos que poderá ser recuperada posteriormente durante a descida.
A Energy Vault também estima vida operacional de 35 anos. Segundo a empresa, o meio gravitacional não sofre a mesma perda de capacidade observada em materiais eletroquímicos e não apresenta autodescarga enquanto as massas permanecem elevadas.
Essas características, porém, são projeções de desempenho e vida útil. Motores, cabos, elevadores, componentes eletrônicos e outras partes da instalação continuam sujeitos a manutenção e desgaste.
A própria página da Energy Vault ainda classifica o projeto como em comissionamento. Portanto, as capacidades de 25 MW, 100 MWh e quatro horas representam as especificações técnicas da instalação, e não a comprovação de operação comercial contínua.
Empresa ainda prepara conexão gradual e entrada em produção
O primeiro conjunto de unidades de carga e descarga completou um teste em 4 de maio de 2024. O procedimento demonstrou a movimentação dos blocos e a conversão entre energia elétrica e gravitacional em parte do sistema.
O relatório anual de 2025 da China Tianying, publicado em abril de 2026, informa que o projeto havia entrado na etapa de ajuste dos equipamentos e preparação anterior à conexão.
A empresa chinesa afirma que diferentes tecnologias passaram por melhorias, atualizações e otimizações destinadas a elevar a segurança e a confiabilidade da instalação. O documento também registra a preparação para uma conexão à rede realizada em etapas.
A China Tianying declarou que trabalhava para colocar o sistema em produção o quanto antes, mas não apresentou no relatório uma data definitiva para o início da operação comercial.
A torre de Rudong, portanto, representa uma aplicação real e de grande escala do armazenamento gravitacional. A estrutura está construída e partes do sistema já foram testadas, mas a documentação mais recente ainda a coloca no caminho entre o comissionamento técnico e a produção efetiva.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

