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Maior caverna natural do mundo em volume foi descoberta por acaso no Vietnã, ficou perdida por quase duas décadas e hoje impressiona com galerias de até 200 metros, espaço para um prédio de 40 andares, floresta tropical, rio subterrâneo, nuvens e um clima próprio formado no interior da montanha
Escrito por Caio Aviz
Publicado em 03/08/2026 às 15:26
Atualizado em 03/08/2026 às 15:27
Curiosidades
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Escondida no Parque Nacional Phong Nha-Kẻ Bàng, a Sơn Đoòng possui galerias gigantescas, vegetação, nuvens internas e um ecossistema singular.
A Sơn Đoòng, considerada a maior caverna natural do mundo em volume, reúne características raramente encontradas no mesmo ambiente subterrâneo.
Localizada no Vietnã, próximo à fronteira com o Laos, a formação abriga um rio, uma floresta tropical e condições atmosféricas próprias.
Alguns trechos ultrapassam 200 metros de altura e alcançam aproximadamente 150 metros de largura. Por isso, comportariam um edifício de cerca de 40 andares.
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A caverna integra o Parque Nacional Phong Nha-Kẻ Bàng. A UNESCO reconhece a região como Patrimônio Mundial desde julho de 2003.
Descoberta acidental ocorreu em 1990
A história da Sơn Đoòng começou em 10 de dezembro de 1990. Naquele dia, o morador Hồ Khanh procurava madeira de agar na floresta.
Durante o percurso, ele encontrou uma abertura entre as rochas. Uma corrente de ar frio saía do local, acompanhada pelo barulho de água corrente.
Khanh decidiu não avançar e deixou a região. Posteriormente, porém, não conseguiu localizar novamente a entrada da caverna.
Somente anos depois, o morador reencontrou o caminho e conduziu uma equipe internacional de espeleólogos ao local.
Em 7 de abril de 2009, integrantes da Equipe Britânico-Vietnamita de Exploração de Cavernas entraram na Sơn Đoòng.
Uma semana depois, em 14 de abril, o grupo anunciou que havia identificado a maior caverna conhecida do planeta.
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Dimensões superaram recordes anteriores
As medições revelaram o maior corredor subterrâneo contínuo já documentado. Dessa forma, a Sơn Đoòng superou a Deer Cave, localizada em Bornéu, na Malásia.
A fama da caverna não depende apenas de seu comprimento. Sobretudo, o enorme volume das galerias sustenta o reconhecimento internacional.
Segundo a Oxalis Adventure, algumas passagens possuem espaço suficiente para acomodar um prédio de aproximadamente 40 andares.
A UNESCO também destaca a Sơn Đoòng por apresentar o maior corredor de caverna documentado considerando diâmetro e continuidade.
Posteriormente, o Guinness World Records e a revista National Geographic reforçaram o reconhecimento da formação vietnamita.
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Caio Aviz
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Floresta tropical cresceu sob o teto da caverna
A Sơn Đoòng também chama a atenção pela floresta tropical desenvolvida em seu interior.
Ao longo do tempo, desabamentos naturais abriram grandes claraboias no teto. Assim, luz solar, chuva e ar alcançaram determinadas áreas subterrâneas.
Gradualmente, árvores, bambus, musgos e outras plantas ocuparam os espaços iluminados. Uma dessas regiões recebeu o nome de “Jardim do Éden”.
Atualmente, a vegetação forma um ambiente denso. Além disso, insetos, aves e pequenos animais vivem nas áreas internas da caverna.
Rio subterrâneo ainda modifica as galerias
Pesquisadores estimam que a Sơn Đoòng começou a se formar entre dois e cinco milhões de anos atrás.
Durante esse período, o rio Rào Thương encontrou falhas nas rochas calcárias e escavou grandes passagens subterrâneas.
O curso d’água continua atravessando a caverna. Consequentemente, ele amplia galerias e modifica lentamente a paisagem interna.
Outro fenômeno ocorre quando o ar quente e úmido encontra o ar frio das passagens subterrâneas.
A diferença de temperatura cria um microclima próprio. Como resultado, neblina e nuvens podem surgir dentro da caverna.
Visitação controlada busca preservar o ecossistema
As expedições turísticas começaram em agosto de 2013. Entretanto, o acesso permanece rigorosamente limitado pelas autoridades vietnamitas.
Apenas cerca de mil visitantes recebem autorização anualmente, entre janeiro e agosto. Além disso, uma única operadora conduz as expedições.
A jornada exige preparo físico, caminhadas pela selva, travessias de rios, acampamentos e acompanhamento de profissionais especializados.
Dessa maneira, o controle procura preservar um ambiente formado por galerias monumentais, floresta tropical, rio subterrâneo e condições climáticas próprias.
Você teria coragem de atravessar rios, acampar sob a terra e explorar uma caverna com floresta tropical, nuvens e galerias de 200 metros?
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

