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Caminhão Scania começa a colocar e recolher cones pela cabine em menos de 10 segundos e reduz o risco enfrentado por equipes que movimentam 400 peças por turno
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 05/08/2026 às 11:27
Indústria
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A máquina de colocar cones instalada em um caminhão Scania reduz o risco de atropelamento, evita esforço repetitivo, protege equipes na M25 e movimenta centenas de peças em poucos segundos durante obras rodoviárias
Na M25, na Inglaterra, um caminhão Scania passou a colocar e recolher cones pela cabine em menos de 10 segundos. A operação reduz o tempo em que os trabalhadores permanecem na traseira do veículo, expostos a carros em alta velocidade. A iniciativa foi divulgada por Balfour Beatty, empresa internacional especializada em obras e serviços de infraestrutura rodoviária.
Ao longo de um turno, uma equipe pode movimentar aproximadamente 400 cones. A tarefa reúne risco de atropelamento, ruído intenso, gases dos veículos e movimentos repetitivos que aumentam o desgaste físico dos sinalizadores.
Como o caminhão Scania coloca cones pela cabine
O equipamento chamado FALCON ACLM foi instalado sobre um caminhão Scania de entrada baixa. O mecanismo movimenta os cones por comandos feitos dentro da cabine, eliminando a necessidade de colocar e recolher cada peça manualmente na parte traseira.
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A máquina executa a colocação e o recolhimento em menos de 10 segundos por cone. Com isso, a equipe passa menos tempo exposta ao fluxo de veículos durante a montagem da sinalização temporária.
Os cones continuam sendo usados para separar a área de manutenção do espaço ocupado pelos veículos. A diferença está na forma de executar a tarefa, que passa a depender de um mecanismo controlado pelo operador.
Até cinco toneladas deixam de ser levantadas manualmente
Em 2022, a Balfour Beatty iniciou a implantação do equipamento na rede da M25. O sistema pode evitar o levantamento manual de até cinco toneladas de equipamentos por turno.
A redução do esforço físico ajuda a proteger músculos, articulações, tendões e ossos. O benefício se torna mais importante em jornadas com centenas de movimentos semelhantes.
O trabalho continua exigindo atenção, mas a máquina retira uma das etapas mais pesadas da rotina. O operador controla o mecanismo sem precisar permanecer na traseira do caminhão para movimentar os cones.
Por que o trabalho dos sinalizadores é perigoso
A colocação de cones ocorre próxima a veículos em alta velocidade. Por isso, o risco de atropelamento permanece como uma das principais preocupações durante obras e serviços de manutenção em rodovias.
A exposição não envolve apenas acidentes. O ruído dos veículos, os gases liberados pelos motores e a repetição de levantamentos tornam o trabalho mais desgastante ao longo do turno.
A retirada do trabalhador da traseira exposta reduz o contato direto com o tráfego. A máquina atua justamente nesse ponto, mantendo a sinalização e diminuindo a presença humana em uma área de risco.
A máquina elimina empregos ou muda as funções
A tecnologia não elimina a equipe responsável pela sinalização. Ela assume uma tarefa específica e permite que os trabalhadores sejam direcionados para outras atividades de gestão do tráfego.
Não existe divulgação de um número fechado de operadores por equipe. A informação segura é que a operação continua humana, feita a partir da cabine, enquanto outros profissionais permanecem responsáveis pelas tarefas que o equipamento não executa.
Balfour Beatty, empresa britânica de infraestrutura e serviços rodoviários, colocou o sistema em operação na rede da M25 para reduzir a exposição dos trabalhadores em vias de alta velocidade.
O FALCON ACLM também não é inteligência artificial. O equipamento não funciona como um veículo totalmente autônomo e depende de comando humano para realizar a colocação e o recolhimento dos cones.
O que limita a adoção da tecnologia no Brasil
No Brasil, cones fazem parte da sinalização temporária usada em áreas de obras e manutenção rodoviária. A colocação manual mantém o trabalhador próximo ao tráfego durante a montagem e a retirada das peças.
Uma eventual adoção de tecnologia semelhante exigiria avaliação das regras locais, caminhão compatível e treinamento para a operação. O equipamento poderia cuidar da movimentação dos cones, mas não substituiria o planejamento da obra nem todas as tarefas de controle do tráfego.
A experiência da M25 também mostra que a automação precisa ser direcionada a uma atividade bem definida. O sistema reduz o esforço e a exposição, mas não resolve sozinho todos os riscos presentes em uma rodovia em funcionamento.
O caminhão Scania equipado com o FALCON ACLM transforma uma tarefa repetitiva e perigosa em uma operação controlada pela cabine. A colocação de cones fica mais rápida, enquanto os trabalhadores permanecem afastados da traseira exposta ao tráfego.
O principal resultado está na redução do esforço físico e do tempo de exposição a veículos em alta velocidade. A máquina não substitui os sinalizadores, mas muda a posição e a forma como eles participam do trabalho.
Você acredita que proteger trabalhadores de rodovias deve ser prioridade para acelerar a adoção de máquinas como essa no Brasil?
Fonte
Balfour Beatty
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

