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Ciclone bomba chega ao Brasil e liga sinal de alerta nacional: confira quais estados serão afetados pelo fenômeno
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 06/08/2026 às 12:04
Atualizado em 06/08/2026 às 12:20
Ciência e Tecnologia, Curiosidades
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Previsão de mudanças rápidas no tempo mantém parte do país sob atenção, com instabilidade, ventos fortes e avanço de ar frio. O sistema deve evoluir sobre o Atlântico Sul e provocar efeitos diferentes entre as regiões afetadas ao longo dos próximos dias.
O avanço de um ciclone extratropical intenso coloca áreas do Centro-Sul do Brasil sob alerta nesta quinta-feira (06), com previsão de tempestades, granizo, descargas elétricas e rajadas de vento principalmente no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o centro-sul gaúcho está sob aviso vermelho de grande perigo para tempestades, enquanto áreas do Sul, de Mato Grosso do Sul e de São Paulo aparecem nos níveis laranja ou amarelo.
A formação do sistema estava prevista para começar às 9h de 6 de agosto de 2026, a partir de uma faixa alongada de baixa pressão sobre o norte da Argentina e o Paraguai, com deslocamento posterior em direção ao litoral gaúcho.
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Estados afetados pelo ciclone extratropical
Entre as regiões sob aviso laranja de perigo estão o Rio Grande do Sul, o centro-oeste de Santa Catarina, o oeste e o sul do Paraná e o sul de Mato Grosso do Sul, onde são esperados os impactos mais relevantes.
Já no Sudeste, a instabilidade deve aumentar em São Paulo, enquanto o sul de Minas Gerais e o Rio de Janeiro podem registrar chuva nesta quinta-feira, com manutenção de trovoadas e condições adversas durante a sexta-feira (07).
Para o litoral sul paulista, o boletim do Inmet prevê aviso laranja de vendaval na sexta-feira, além de avisos amarelos em outras áreas de São Paulo, no sul mineiro e no território fluminense, devido ao risco de ventos e tempestades.
Próximas à divisa com o Paraná, áreas de Mato Grosso do Sul devem receber as primeiras instabilidades antes de uma intensificação prevista para a tarde, quando o tempo severo poderá avançar pelo centro-sul do estado e permanecer até sexta-feira.
Temporais, granizo e ventos fortes no Sul
Desde as primeiras horas da quinta-feira, chuva e trovoadas devem atingir trechos entre Paraná e Santa Catarina, enquanto as instabilidades ganham força durante a tarde e se espalham pela Região Sul, acompanhadas por possibilidade de granizo nos três estados.
Durante a noite, o risco de queda de granizo permanece no Rio Grande do Sul, ao mesmo tempo que a chuva com trovoadas continua nos demais setores, antes de o sistema começar a se afastar gradualmente na sexta-feira.
Mesmo com o deslocamento do ciclone, a instabilidade ainda deve permanecer sobre o Paraná e o oeste catarinense, enquanto a circulação atmosférica intensifica os ventos no centro-leste gaúcho, no leste de Santa Catarina e no litoral sul paulista.
Embora as rajadas mais fortes sejam esperadas sobre o Oceano Atlântico, nas proximidades do centro do sistema, o Inmet indica possibilidade de ventos superiores a 60 km/h na faixa costeira e em partes do Sul entre 6 e 8 de agosto.
Além dos vendavais, o modelo meteorológico aponta potencial elevado para queda de granizo e formação de linhas de instabilidade, estruturas capazes de produzir temporais concentrados e frentes de rajada durante o avanço da frente fria pelo território brasileiro.
Como se forma um ciclone bomba
Conhecido como “ciclone bomba”, o fenômeno representa a intensificação acelerada de um sistema de baixa pressão, processo tecnicamente chamado de ciclogênese explosiva ou bombogênese, cuja confirmação depende da redução efetivamente observada na pressão atmosférica ao longo de sua evolução.
Conforme o modelo COSMO utilizado pelo Inmet, a pressão central poderia cair para aproximadamente 967 hectopascais na sexta-feira e chegar perto de 941 hectopascais no sábado (08), uma redução estimada em cerca de 26 hectopascais no intervalo de 24 horas.
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Apesar de essa variação ser compatível com a bombogênese, o instituto ressalta que a classificação definitiva depende da análise do comportamento real do sistema, evitando que uma estimativa produzida pelos modelos meteorológicos seja apresentada antecipadamente como confirmação do fenômeno.
Na fase de maior intensidade, prevista para sábado, a pressão poderia se aproximar de 940 hectopascais, enquanto o ciclone avançaria para sudeste sobre o Atlântico Sul e começaria a se afastar progressivamente da faixa costeira da América do Sul.
Por isso, acompanhar a pressão atmosférica durante a formação do sistema será fundamental para verificar se a intensificação atenderá aos critérios técnicos usados na classificação de um ciclone bomba, ainda que as projeções indiquem condições favoráveis ao processo.
Frente fria provoca queda nas temperaturas
Depois da passagem do ciclone e da frente fria associada, uma área de alta pressão deve avançar sobre a Argentina e a Região Sul, favorecendo a entrada de ar frio e uma queda acentuada das temperaturas durante os dias seguintes.
Primeiro, a mudança deve ser percebida no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná, com redução das temperaturas já na sexta-feira, enquanto o ar mais frio poderá alcançar posteriormente áreas do Centro-Oeste e do Sudeste.
Na retaguarda da frente fria, o ingresso da nova massa de ar deve provocar declínio mais expressivo das temperaturas máximas nos três estados do Sul, conforme a circulação do ciclone se desloca sobre o Atlântico e perde influência sobre o continente.
Como a trajetória, a velocidade de intensificação e a localização dos temporais podem mudar conforme os modelos são atualizados, a orientação é acompanhar os avisos oficiais do Inmet e as comunicações das defesas civis estaduais e municipais durante todo o episódio.
Com alertas simultâneos para tempestades, granizo, vendavais e queda de temperatura, sua cidade está preparada para enfrentar os efeitos mais intensos previstos durante a passagem desse sistema?
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

