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Para escapar do aumento de 19% no aluguel, casal reformou uma embarcação antiga e passou a viver com a filha em uma casa flutuante
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 06/08/2026 às 18:40
Atualizado em 06/08/2026 às 18:41
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Após o aluguel subir 19%, família comprou um barco de 13,1 metros por US$ 14 mil e passou a viver com menos de US$ 400 mensais
O aumento de 19% no aluguel de um apartamento com aproximadamente 89 metros quadrados fez Jane e Tony procurarem uma alternativa de moradia. O casal já havia vivido em um veleiro antes de ter filhos e decidiu considerar novamente a vida sobre a água.
A história foi publicada por faircompanies, site especializado em arquitetura, moradia e estilo de vida, em 21 de setembro de 2013. A mudança não ocorreu apenas por romantismo, mas pela combinação entre memória afetiva, custo mensal e desejo de continuar perto da água.
Dessa vez, a decisão envolvia também a filha do casal, que tinha cinco anos. Por isso, a embarcação precisou receber reparos e adaptações para funcionar como uma casa flutuante para três pessoas.
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O aluguel que mudou os planos da família
Jane e Tony viviam em um apartamento convencional quando o proprietário aumentou o aluguel em 19% de uma só vez. O reajuste alterou o orçamento familiar e fez o casal repensar o modelo de moradia.
Antes do nascimento da filha, os dois já tinham experimentado viver em um veleiro. A experiência havia deixado uma lembrança positiva e mostrou que a vida em uma embarcação poderia ser mais do que uma aventura temporária.
A nova decisão, porém, exigia cuidados diferentes. O barco precisaria acomodar uma criança, guardar os objetos da família e oferecer condições para uma rotina doméstica contínua.
Mais de 40 barcos foram analisados
A procura começou em anúncios na internet. Jane e Tony avaliaram mais de 40 barcos antes de encontrar uma embarcação que reunisse tamanho, preço e possibilidade de reforma.
A escolha recaiu sobre uma Chris Craft Corinthian de 13,1 metros. O modelo tinha espaço suficiente para abrigar a família e permitia reorganizar o interior para atender às necessidades de uma casa.
A análise de tantas opções também ajudou o casal a comparar o estado de conservação das embarcações. A compra não poderia considerar apenas o preço inicial, pois um barco antigo poderia exigir reparos antes de receber moradores.
US$ 14 mil por uma nova casa
A Chris Craft Corinthian foi comprada por US$ 14 mil. A embarcação tinha 46 anos e precisava de trabalho antes de ser usada como residência.
Jane e Tony fizeram os reparos necessários e reorganizaram o espaço interno. O objetivo era transformar os ambientes disponíveis em áreas para dormir, guardar pertences e realizar as tarefas comuns de uma família.
Em uma casa flutuante, o armazenamento precisa ser planejado com cuidado. Cada armário, gaveta e área livre assume importância, porque não existe o mesmo espaço encontrado em um apartamento convencional.
A embarcação também contava com internet e televisão a cabo, aproximando a rotina da família de uma moradia tradicional.
Como funciona o banheiro e o fornecimento de energia
O barco não tinha um vaso sanitário com descarga convencional. A família utilizava um banheiro elétrico, que precisava ser esvaziado por bombeamento aproximadamente uma vez por mês.
Assista o vídeo
A energia elétrica e a água estavam incluídas no valor pago pela vaga. Isso permitia manter os equipamentos domésticos funcionando sem a necessidade de instalar um sistema independente de abastecimento.
O custo mensal para manter a embarcação atracada ficava em menos de US$ 400. O pagamento incluía a permanência no local, além do fornecimento de água e eletricidade.
A economia, entretanto, vinha acompanhada de limitações. O banheiro exigia manutenção periódica e o espaço reduzido obrigava a família a evitar acúmulo de objetos.
Criar uma criança em uma casa flutuante
A filha de cinco anos mudou a forma como o casal precisava organizar a embarcação. A circulação, o armazenamento e a divisão dos espaços passaram a exigir atenção constante.
A proximidade da água também tornava a segurança uma preocupação diária. Em uma moradia desse tipo, os pais precisam estabelecer cuidados claros para a circulação da criança e para o uso das áreas externas.
A rotina escolar exigia organização dos materiais e dos horários. Como a casa tinha ambientes compactos, os objetos da menina precisavam permanecer guardados sem bloquear a passagem ou comprometer o uso de outras áreas.
A convivência em um espaço menor também aproximava os moradores. A família compartilhava grande parte do dia no mesmo ambiente e precisava adaptar hábitos que seriam mais simples em uma residência maior.
Uma alternativa ao aluguel convencional
faircompanies, site especializado em arquitetura, moradia e estilo de vida, registrou que o casal escolheu o barco para evitar despesas elevadas e manter uma forma de vida com a qual já tinha afinidade.
A mudança mostrou que uma embarcação antiga poderia assumir a função de casa quando recebesse os reparos necessários. O investimento inicial foi de US$ 14 mil, e o custo mensal ficou abaixo de US$ 400.
A família não encontrou uma solução sem dificuldades. O banheiro exigia bombeamento, o armazenamento era limitado e a presença de uma criança aumentava a necessidade de organização e segurança.
Mesmo assim, Jane e Tony conseguiram trocar o aluguel de um apartamento de aproximadamente 89 metros quadrados por uma casa flutuante de 13,1 metros, mantendo a proximidade com a água e reduzindo as despesas mensais.
Você trocaria um apartamento convencional por uma casa flutuante para pagar menos e viver de outra maneira? Compartilhe sua opinião nos comentários.
Fonte
faircompanies
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

