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Esqueça o Corolla Cross: novo Chery Tiggo 7 Pro PHEV 2027 tem autonomia declarada para sair de São Paulo e chegar a Porto Alegre sem parar, com 279 cv, 37,2 kgfm, 68 km só no elétrico, bateria de 18,4 kWh e 1.200 km de autonomia por R$ 209.990
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 08/08/2026 às 09:03
Atualizado em 08/08/2026 às 09:11
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O Chery Tiggo 7 Pro PHEV 2027 estreou em junho com a plataforma Super Hybrid, 279 cv de potência combinada, bateria de 18,4 kWh e autonomia combinada declarada acima de 1.200 km. O preço de lançamento era R$ 189.990 e hoje o SUV aparece em R$ 209.990 no site da própria fabricante.
Um híbrido plug-in que roda até 68 quilômetros sem gastar uma gota de gasolina e passa de 1.200 quilômetros somando tanque e bateria. É essa a proposta do Chery Tiggo 7 Pro PHEV 2027, lançado pela CAOA Chery em 1º de junho de 2026 e hoje anunciado no site oficial da marca a partir de R$ 209.990 na cor preta, com acréscimo de R$ 2.000 nas demais cores.
O número da autonomia total é o que muda a rotina de quem viaja. A distância rodoviária entre São Paulo e Porto Alegre gira em torno de 1.100 quilômetros, o que cabe dentro do alcance combinado declarado pela fabricante. Autonomia de homologação, no entanto, não é garantia de estrada, e o resultado real depende de velocidade, carga, relevo, ar condicionado e estado de carga da bateria.
O que é a plataforma Super Hybrid
O sistema batizado de CAOA Chery Super Hybrid, ou CCSH, é o coração do lançamento. Ele combina um motor 1.5 turbo com injeção direta, dois motores elétricos, transmissão híbrida dedicada DHT e bateria de 18,4 kWh, em uma estrutura que mistura aço de ultra resistência com componentes em alumínio.
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A divisão de trabalho entre os motores é reveladora. O 1.5 turbo entrega 135 cv e 20,4 kgfm, enquanto o motor elétrico dianteiro sozinho tem 204 cv, segundo a ficha técnica publicada pela Webmotors. Na prática, o motor a combustão atua boa parte do tempo mais como gerador do que como tração, arranjo que o portal Auto+ TV apontou ao comparar o conjunto com o usado pelo Jaecoo 7. É isso que explica a resposta imediata de torque na saída.
O gerenciamento é contínuo. A fabricante informa que o sistema analisa parâmetros de condução em tempo real para ajustar entrega de potência, regeneração de energia, consumo e autonomia conforme o estilo do motorista e as condições de tráfego, alternando entre modos elétrico, híbrido paralelo, híbrido em série e regenerativo.
Os números que interessam na ficha técnica
A potência combinada declarada é de 279 cv, com 365 Nm de torque, equivalentes a 37,2 kgfm. O catálogo do iCarros registra aceleração de 0 a 100 km/h em 6,8 segundos para a versão híbrida plug-in, desempenho de carro esportivo em um SUV médio de família.
O consumo equivalente chega a 38,6 km/l na cidade e 30,3 km/l na estrada, e a autonomia exclusivamente elétrica é de até 68 quilômetros pelo ciclo do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular. Consumo equivalente não é consumo de gasolina: a métrica incorpora a energia elétrica gasta na conta, e por isso os números soam altos demais para quem está acostumado a ler a etiqueta de um carro a combustão. Para uso urbano com recarga diária, os 68 km cobrem o deslocamento típico de quem mora e trabalha na mesma cidade.
As dimensões variam conforme a fonte consultada. O Tiggo 7 Pro PHEV 2027 aparece com 4.513 mm de comprimento, 1.862 mm de largura, 1.696 mm de altura e porta malas de 475 litros no catálogo do iCarros, enquanto a Webmotors informa 4,55 metros de comprimento, 1,86 metro de largura, 1,69 metro de altura, entre eixos de 2,67 metros e bagageiro de 484 litros. A capacidade do tanque também divide as fontes, com 51 litros no iCarros e 60 litros na Webmotors.
Recarga rápida e o carro como tomada
Uma das novidades em relação à geração anterior é o carregamento rápido em corrente contínua. A fabricante informa que o modelo vai de 30% a 80% de bateria em cerca de 20 minutos, o que torna viável recarregar durante uma parada de viagem em vez de deixar o carro plugado a noite inteira.
O outro recurso é a função V2L, sigla para Vehicle to Load, que permite usar a energia armazenada na bateria para alimentar equipamentos externos com saída em 220V. O veículo passa a funcionar como uma grande bateria portátil, aplicável a acampamentos, obras, feiras ou quedas de energia em casa. A CAOA Chery não divulga a potência máxima disponível nessa saída.
Versão única e a lista de itens de série
A estratégia comercial abandona a escada de versões. O Tiggo 7 Pro PHEV chega em configuração única topo de linha, sem opção de entrada simplificada e sem pacotes opcionais para acessar a experiência completa.
Entre os itens estão Head Up Display, câmera HD 540 graus, painel curvo integrado de 24,6 polegadas, carregador de celular por indução de 50W, bancos dianteiros esportivos com ajustes elétricos, ventilação, aquecimento, memória e função welcome seat para o motorista, compartimento no console central com refrigeração e aquecimento, iluminação ambiente personalizável, teto solar panorâmico, som Sony com oito alto falantes e vidros acústicos nas portas dianteiras e no para brisa. A garantia é de 7 anos ou 150.000 km para o veículo e 8 anos ou 150.000 km para a bateria de tração, conforme o certificado divulgado pela marca.
Sete airbags e o pacote MAX DRIVE
O conjunto de assistência à condução leva o nome MAX DRIVE e reúne frenagem autônoma de emergência, controle de cruzeiro adaptativo, mitigação de colisão secundária, assistente de permanência em faixa, monitoramento de ponto cego, alerta de abertura de portas, monitoramento e frenagem de tráfego cruzado traseiro e assistente inteligente de mudança de faixa.
A contagem de airbags é de sete: dois frontais, dois laterais, dois de cortina e um central posicionado entre motorista e passageiro. O airbag central é o item novo em relação à geração anterior e reduz o choque entre os ocupantes dos assentos dianteiros em colisões laterais. Não há resultado de teste de impacto do Latin NCAP divulgado para esta configuração.
A tal calibração brasileira
A CAOA Chery dá destaque à adaptação do conjunto às condições nacionais e afirma manter estrutura local de Engenharia e Pesquisa e Desenvolvimento dedicada a esse trabalho, com colaboração entre os times do Brasil e da China e milhares de quilômetros rodados em diferentes regiões, climas e tipos de pavimento.
Os itens citados como alvo do ajuste são suspensão, respostas do conjunto híbrido, transições entre os modos elétrico e híbrido, conforto acústico, gerenciamento eletrônico e comportamento dinâmico. É o tipo de afirmação que só a avaliação prática confirma ou desmente, porque a fabricante não divulga metodologia, dados de teste ou parâmetros comparativos.
O preço que subiu, subiu e depois caiu
Aqui está a parte que exige mais atenção de quem for à loja. Os R$ 189.990 do anúncio de junho eram condição especial de lançamento, e não preço de tabela. A trajetória depois disso foi de alta: o valor passou a R$ 199.990 ao fim da ação promocional e chegou a R$ 219.990, conforme levantamento do portal Falando de Carros.
Há cerca de duas semanas veio o movimento contrário. A CAOA Chery reposicionou a versão híbrida plug-in em R$ 209.990, uma redução de R$ 10 mil, sem mexer no pacote de equipamentos. O site oficial da marca informa que a condição vale até 31 de agosto de 2026 ou enquanto durarem os estoques, com o valor válido para a cor preta e acréscimo de R$ 2.000 nas demais. Dentro da própria linha 2027, o Tiggo 7 Sport está em R$ 147.990, o Pro Hybrid Max Drive em R$ 181.990 e o Pro Max Drive, só a combustão, em R$ 184.990, segundo a mesma apuração.
No mesmo anúncio de junho, a CAOA Chery apresentou o Tiggo 8 Pro PHEV, SUV de sete lugares que compartilha a plataforma CCSH. Os números são diferentes e vale não misturar: 70 km de autonomia elétrica, 36,1 km/l de consumo equivalente na cidade, nove airbags, 4,73 metros de comprimento e porta malas que chega a 1.930 litros com os assentos rebatidos.
O Tiggo 7 Pro PHEV entra em um debate que ficou concreto no Brasil: vale pagar mais por um híbrido plug-in, que exige tomada e planejamento de recarga, ou o híbrido convencional resolve sem mudar a rotina de ninguém? Os 68 km elétricos só compensam para quem tem onde carregar.
Conta nos comentários: por R$ 209.990, você colocaria esse SUV na garagem ou preferiria um modelo mais barato com motor a combustão e revenda mais previsível? E quem já tem um plug-in, a conta fechou na prática ou a economia de combustível ficou abaixo do prometido?
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

