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Primeira da família a falar inglês e estudar fora, brasileira supera quase 33 mil candidatos e conquista estágio no Banco Mundial
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 12/08/2026 às 17:27
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Primeira da família a falar inglês, estudar fora e alcançar a pós-graduação, jovem de Bauru conquistou uma das 120 vagas de estágio no Banco Mundial após disputar seleção com quase 33 mil candidatos ao todo
Natural de Bauru, no interior de São Paulo, Gabrielle Hayashi Santos conquistou uma das 120 vagas de estágio no Banco Mundial disputadas por quase 33 mil candidatos. Primeira da família a falar inglês, ter pós-graduação e estudar fora, ela chegou à instituição após uma trajetória construída com bolsas de estudo e intercâmbios.
Estágio no Banco Mundial veio após bolsas e experiências no exterior
Formada em Relações Internacionais, Gabrielle começou a se interessar por intercâmbios ainda no ensino médio. Naquele momento, porém, acreditava que estudar fora não fazia parte de sua realidade financeira.
A perspectiva mudou quando começou a pesquisar oportunidades e descobriu que bolsas de estudo poderiam abrir caminhos até mesmo para universidades internacionais.
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Durante o ensino médio, conseguiu bolsas para cursos no exterior ligados a liderança, desenvolvimento jovem e empreendedorismo.
As primeiras oportunidades também encontraram resistência dentro de casa. Gabrielle contou ao g1 que sua mãe tinha receio de deixá-la viajar sozinha por ser muito nova e chegou a desconfiar dos programas apresentados.
Com o tempo, a família conheceu melhor as iniciativas. Já na graduação, Gabrielle conseguiu uma bolsa para estudar no Canadá e passou a acumular experiências internacionais.
Depois, fez outros intercâmbios, chegou ao mestrado na Alemanha e realizou um estágio na Unesco durante esse processo.
Trajetória familiar torna conquista ainda mais distante do ponto de partida
Gabrielle é a primeira pessoa da família a falar inglês, estudar fora e chegar à pós-graduação. O contraste aparece também na trajetória dos pais.
Seu pai deixou os estudos ainda no ensino fundamental para trabalhar e ajudar a família. Segundo o relato da estudante, ele recolheu latinhas para vender, chegou a comercializar lugares em fila de hospital e trabalhou como caminhoneiro e mecânico.
Ele voltou a estudar quando Gabrielle tinha seis anos e conseguiu concluir o ensino médio.
A mãe, farmacêutica, cresceu em uma pequena cidade agrícola do interior de Mato Grosso. Depois, mudou-se para Bauru para estudar na mesma universidade em que a filha viria a se formar anos mais tarde.
O contato anterior da família com experiências internacionais estava principalmente relacionado a parentes descendentes de japoneses que viajavam ao Japão para trabalhar em fábricas e enviar recursos para casa.
Processo teve currículo, carta, prova e entrevista em painel
Conseguir o estágio no Banco Mundial exigiu várias etapas. Gabrielle explicou que o processo seletivo do qual participou costuma ser aberto duas vezes por ano.
Primeiro, os candidatos enviaram currículo e carta de apresentação. No documento, era necessário explicar o interesse pela oportunidade, de que forma poderiam contribuir e por que eram adequados à vaga.
Na etapa seguinte, Gabrielle realizou uma prova baseada em situações práticas, com perguntas quantitativas e de raciocínio. Segundo ela, o teste foi uma das fases mais tensas porque não havia um preparatório específico.
Depois, veio a entrevista, normalmente realizada em painel, com até quatro representantes fazendo perguntas ao candidato.
Gabrielle considera que um currículo preparado para a oportunidade, com palavras-chave adequadas, e uma carta que relacionava seus interesses à missão do Banco Mundial ajudaram durante a seleção.
Inglês ainda aparece como uma das principais barreiras
Gabrielle está no Banco Mundial desde maio e trabalha com um chefe e uma diretora brasileiros. Para ela, outras pessoas também podem buscar oportunidades semelhantes, desde que conheçam melhor os caminhos disponíveis.
Entre as maiores dificuldades, ela aponta a fluência em inglês, exigida pelo trabalho, e a pouca familiaridade de muitos brasileiros com cartas de apresentação usadas em processos internacionais.
Segundo Gabrielle, tutoriais, vídeos disponíveis na internet e ferramentas de inteligência artificial podem ajudar candidatos a compreender a estrutura desses documentos por meio de modelos e exemplos.
Um de seus objetivos agora é mostrar que brasileiros também podem construir carreira dentro de organismos internacionais.
Para Gabrielle, conhecer as estratégias necessárias e planejar a trajetória são partes fundamentais desse caminho.
Esta matéria foi elaborada com base em informações do g1, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.
Fonte
https://g1.globo.com/goog
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

