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Ana Hickmann e Edu Guedes dicidem comprar uma fazenda com mais de 150 anos no interior de São Paulo, preservam pisos, portas, janelas e paredes antigas durante a reforma e transformam a histórica Fazenda São Bento na Casa Gialla, novo projeto rural do casal
Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 12/08/2026 às 22:00
Atualizado em 12/08/2026 às 22:01
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Ana Hickmann e Edu Guedes adquiriram em 2024 uma fazenda histórica no interior de São Paulo, preservaram elementos centenários do casarão e transformaram a antiga Fazenda São Bento na Casa Gialla, projeto que une moradia, culinária, paisagismo e memória arquitetônica.
Em 2024, Ana Hickmann e Edu Guedes começaram a apresentar ao público um projeto que ia além da compra de uma nova casa.
O casal adquiriu a antiga Fazenda São Bento, no interior de São Paulo, um imóvel rural com mais de 150 anos de história, e decidiu restaurar o casarão preservando parte relevante de suas características originais. A propriedade passou a ser chamada de Casa Gialla.
A transformação continuou durante 2025 e 2026. Pisos, portas, janelas, armários e outros elementos antigos passaram por recuperação, novos espaços foram incorporados e o entorno ganhou paisagismo e soluções de acessibilidade.
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Em maio de 2026, Ana e Edu passaram a primeira noite na propriedade depois da reforma, enquanto a decoração ainda estava sendo concluída.
Fazenda São Bento tem uma história que atravessa mais de 150 anos
Quando apresentaram o imóvel, Ana e Edu o descreveram como uma construção com mais de 150 anos. Reportagens mais recentes passaram a indicar aproximadamente 180 anos para a residência, o que coloca sua origem em meados do século XIX.
A propriedade era conhecida historicamente como Fazenda São Bento. Embora o casal tenha adotado Casa Gialla como nome do novo projeto, a denominação antiga não desapareceu completamente: ao mostrar a primeira noite no local em maio de 2026, Ana voltou a se referir à residência como “Casa Gialla, a Fazenda São Bento”.
O imóvel mantém traços de uma construção rural de outra época. Durante o primeiro tour público, apareceram grandes portas, paredes espessas, pisos antigos, mobiliário incorporado à construção e uma cozinha cuja estrutura original ainda estava preservada.
Casal decidiu restaurar o casarão em vez de apagar seus elementos históricos
O processo apresentado por Ana e Edu não foi tratado como uma simples reforma estética. Desde os primeiros vídeos, os dois afirmaram que pretendiam conservar elementos antigos e recuperar aquilo que ainda pudesse continuar fazendo parte da residência.
Entre os componentes incluídos na restauração estavam portas e janelas antigas, além dos pisos e de peças de madeira existentes no casarão.
Em janeiro de 2025, por exemplo, Ana mostrou as janelas do grande salão sendo recuperadas durante uma das etapas da obra.
A estratégia permitiu combinar partes antigas com alterações necessárias à nova utilização do imóvel. Quartos foram planejados para receber banheiros e funcionar como suítes, enquanto outros ambientes ganharam instalações modernas sem eliminar completamente a configuração histórica do casarão.
Paredes grossas e armários antigos sobreviveram dentro da cozinha
Uma das áreas que mais chamou atenção durante o tour inicial foi a cozinha. Edu Guedes destacou as paredes espessas da construção, característica tradicionalmente associada à redução da transferência de calor para o interior das casas antigas.
O ambiente também conservava armários antigos e parte de sua organização original. Em vez de eliminar imediatamente esses elementos, o casal incluiu a cozinha no processo geral de avaliação e preservação do imóvel.
A existência de uma cozinha histórica ganhou ainda mais significado no novo uso da propriedade. Ana e Edu criaram um projeto conjunto voltado justamente para conteúdos de culinária, decoração e vida no campo, utilizando a Casa Gialla também como cenário das produções.
Casa Gialla nasceu também como um projeto profissional do casal
Em agosto de 2024, Ana Hickmann e Edu Guedes anunciaram o projeto Casa Gialla di Ana Edu, que ganhou marca própria e canal de conteúdo.
A proposta apresentada reunia receitas, decoração e registros da vida dos dois na fazenda.
O nome vem do italiano: “gialla” significa “amarela”. A escolha foi associada pelo casal à herança cultural e à proposta de aproximar tradição e elementos contemporâneos dentro do novo espaço.
Assim, a propriedade passou a cumprir mais de uma função. Além de futura residência e refúgio familiar, tornou-se cenário de gravações e parte de um projeto comercial conjunto desenvolvido pelos dois apresentadores.
Reforma manteve móveis e detalhes que já pertenciam ao casarão
Na sala de jantar, uma grande mesa de madeira com dez lugares já fazia parte do ambiente quando Ana e Edu mostraram a propriedade.
Os dois chegaram a discutir diante das câmeras se manteriam o acabamento escuro do móvel durante a transformação.
Também foram encontrados móveis embutidos e outros detalhes que haviam permanecido no casarão ao longo do tempo.
A restauração, portanto, não começou com um espaço vazio, mas com diferentes camadas da história material da propriedade ainda presentes.
Ao mesmo tempo, o casal incorporou peças novas. Em 2026, Ana mostrou grandes lustres instalados na propriedade e contou que um deles havia sido presente de Edu, evidenciando a combinação entre o acervo antigo e a decoração escolhida para a nova fase da casa.
Área externa ganhou centenas de novas mudas e reaproveitamento de tijolos antigos
A intervenção não ficou restrita ao casarão. Em julho de 2026, Ana mostrou o avanço do projeto paisagístico e participou diretamente do plantio de centenas de mudas destinadas aos jardins da Casa Gialla.
Entre as espécies mencionadas estavam moreias, SunPatiens brancas e cerca de 360 mudas de lírio-da-praia azul. A vegetação também foi planejada para aumentar a privacidade e integrar visualmente os diferentes espaços externos.
Até materiais encontrados no próprio terreno passaram a ser reaproveitados. Tijolos antigos da fazenda foram destinados à construção de uma estrutura para drenagem da água da chuva, evitando que parte desse material histórico fosse simplesmente descartada durante a modernização.
Acessibilidade entrou no planejamento dos novos espaços
Uma das intervenções recentes envolveu a ligação entre um novo salão de convivência e o jardim. Ana explicou que o acesso recebeu uma pequena rampa para permitir a circulação de pessoas com diferentes condições de mobilidade.
A área externa também exigiu atenção ao comportamento da água da chuva. Como o terreno possui diferenças de nível, o projeto incluiu uma canaleta destinada a conduzir o escoamento e diminuir problemas de acúmulo de água e erosão.
Essas alterações mostram a outra dimensão da restauração: preservar uma construção do século XIX não significa mantê-la exatamente como estava.
A propriedade precisou receber adaptações contemporâneas para funcionar como residência e espaço de convivência sem apagar todos os elementos encontrados originalmente.
Primeira noite na Casa Gialla aconteceu somente em maio de 2026
Depois de um longo período de obras, o casal finalmente passou a primeira noite na propriedade em maio de 2026. Ana mostrou a sala de televisão parcialmente montada e revelou que vários detalhes da decoração ainda estavam pendentes.
Edu aproveitou a ocasião para preparar um churrasco, enquanto Ana mostrou aos seguidores algumas das peças recém-instaladas. Mesmo nessa fase, a Casa Gialla ainda não podia ser considerada um projeto completamente finalizado, já que diferentes áreas continuavam recebendo intervenções.
O casal também mantém residência na capital paulista. Dessa forma, a Casa Gialla não representa simplesmente o abandono da vida urbana, mas a criação de uma segunda base no interior, associada à família, ao trabalho e ao projeto que passaram a construir juntos desde 2024.
Fazenda histórica também foi escolhida para marcar uma nova etapa da família
A propriedade ganhou ainda outra função simbólica: Ana e Edu decidiram realizar ali a celebração do casamento.
As reformas chegaram inclusive a interferir no cronograma inicialmente imaginado para a cerimônia, porque o casal queria esperar que o espaço estivesse preparado.
Em 2026, a cerimônia estava prevista para acontecer na própria fazenda. Assim, o imóvel comprado no início da relação deixou rapidamente de ser apenas uma aquisição imobiliária e passou a concentrar diferentes projetos pessoais e profissionais dos dois.
Assista o vídeo
A trajetória da Casa Gialla resume esse contraste: um casarão rural com mais de 150 anos, carregado de portas, janelas, pisos, paredes e mobiliário de outra época, foi incorporado à vida de um casal de apresentadores sem ser completamente descaracterizado.
O que antes era a histórica Fazenda São Bento passou a funcionar como casa, cenário de conteúdo, espaço gastronômico, jardim em transformação e ponto central de uma nova etapa da família.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

