5 min de leitura
Aos 71 anos, diretor de Avatar e Titanic, James Cameron vive em uma fazenda de cerca de 5 mil acres entre lago e oceano na Nova Zelândia, onde cultiva alimentos orgânicos e chegou a criar uma floresta com 143 variedades de frutas
Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 14/08/2026 às 00:27
Curiosidades
Canal
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Diretor de Avatar e Titanic, James Cameron trocou a Califórnia pela Nova Zelândia e mantém uma propriedade rural de cerca de 5 mil acres com produção orgânica, cânhamo, vegetais e um projeto experimental que chegou a reunir 143 tipos e variedades de frutas.
Em 2026, James Francis Cameron, diretor de Avatar, Titanic e O Exterminador do Futuro, vive permanentemente na Nova Zelândia aos 71 anos. A mudança definitiva aconteceu em 2020, mas sua relação com o país começou décadas antes e ganhou dimensão concreta em 2011, quando ele e a esposa, Suzy Amis Cameron, compraram uma grande propriedade rural.
Em um perfil publicado pela GQ, a fazenda foi descrita com 5 mil acres, equivalentes a aproximadamente 2.023 hectares, com o oceano de um lado, um lago do outro e montanhas ao fundo.
Ali, Cameron passou a combinar sua vida no cinema com agricultura, produção de alimentos e experimentos ambientais que chegaram a incluir uma floresta alimentar com 143 tipos de frutas, maçãs, peras e berries.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
Fazenda de 5 mil acres equivale a mais de 2 mil hectares
A dimensão da propriedade é um dos elementos que mais chama atenção. Os 5 mil acres citados pela GQ correspondem a cerca de 2.023 hectares, uma área suficiente para transformar o terreno em uma operação rural de grande escala, e não apenas em uma residência de campo.
A paisagem também foge do padrão de uma propriedade convencional. Segundo a reportagem, a área fica a leste de Wellington e possui oceano de um lado, lago do outro e montanhas ao longe, cenário que ajudou a estabelecer a nova base familiar do cineasta na Nova Zelândia.
Cameron comprou a fazenda em 2011 e passou anos dividindo seu tempo entre diferentes países. Em agosto de 2020, durante a pandemia, ele e a família decidiram transformar a Nova Zelândia em residência permanente, decisão que o diretor reafirmou publicamente em entrevista divulgada em janeiro de 2026.
Diretor de Avatar passou de Hollywood para uma rotina ligada à agricultura
A propriedade não foi mantida apenas como refúgio particular. A GQ registrou que Cameron e Suzy cultivavam cânhamo e vegetais orgânicos, inserindo a fazenda em um projeto mais amplo ligado à produção de alimentos e à agricultura de menor impacto ambiental.
Um diretório de produtores da Nova Zelândia, com informações verificadas pela última vez em dezembro de 2025, identifica a Cameron Family Farms como uma operação orgânica na região de South Wairarapa. Entre seus produtos aparecem vegetais frescos, nozes, cânhamo, linhaça e diferentes óleos vegetais.
A mesma fonte registra práticas de compostagem, utilização de fertilizantes orgânicos e experiências voltadas à melhoria da saúde do solo. Parte das matérias-primas também é transformada em produtos processados, como óleos de oliva, linhaça, cânhamo e noz.
Experimento agrícola chegou a reunir 143 tipos e variedades de frutas
Um dos projetos mais incomuns surgiu quando Cameron decidiu testar uma espécie de floresta alimentar.
Segundo relatou à GQ, aproximadamente 25 acres, pouco mais de 10 hectares, foram destinados a árvores e cultivos combinados entre si.
O experimento chegou, segundo Cameron, a produzir 143 diferentes tipos, espécies ou variedades de frutas, incluindo diferentes maçãs, peras e berries.
A ideia era substituir a lógica de uma monocultura por um ambiente agrícola muito mais diversificado, semelhante em aparência a uma floresta produtiva.
O resultado era visualmente impressionante, mas surgiu um problema decisivo: o modelo não funcionou comercialmente como planejado.
O próprio diretor reconheceu que a experiência agrícola não se mostrou economicamente viável, mostrando que nem mesmo um projeto com grande investimento estava imune às limitações práticas da agricultura.
Floresta poderia produzir alimentos para cerca de mil pessoas
Depois de perceber que o experimento não funcionaria como empreendimento comercial, Cameron chegou a considerar uma alternativa radical: abrir a área para que pessoas entrassem e colhessem gratuitamente o que estivesse disponível.
Na avaliação feita pelo próprio cineasta à GQ, a produção daquela floresta poderia potencialmente alimentar cerca de mil pessoas.
A ideia, porém, esbarrou novamente na geografia: a propriedade estava distante demais dos grandes centros populacionais para transformar o acesso gratuito aos alimentos em uma solução prática.
O episódio mostra uma característica importante da fazenda de Cameron. Além de produzir alimentos, parte da propriedade funcionou como laboratório agrícola, no qual diferentes sistemas de cultivo foram colocados em prática e posteriormente avaliados de acordo com produtividade, logística e viabilidade econômica.
Vegetais, nozes, cânhamo e óleos fazem parte da produção rural
A diversidade não desapareceu com a experiência da floresta alimentar. A Cameron Family Farms continua listada como produtora de vegetais orgânicos, nozes, cânhamo e linhaça, além de matérias-primas transformadas posteriormente em óleos.
Há ainda um pomar de nogueiras em processo de conversão orgânica e produção associada a mel, cera de abelha, ervas e cosméticos naturais.
A estrutura demonstra que a propriedade ultrapassou a função residencial e desenvolveu diferentes cadeias de produção rural.
Os produtos também chegaram ao consumidor por meio de operações associadas, como a Food Forest Organics.
A lógica conecta cultivo, processamento e comercialização, aproximando a fazenda de um empreendimento agroalimentar diversificado, embora em uma escala muito diferente daquela dos grandes negócios cinematográficos comandados por Cameron.
James Cameron tornou a Nova Zelândia sua residência permanente em 2020
A ligação com o país é anterior à fazenda. Cameron contou que visitou a Nova Zelândia pela primeira vez em 1994 e ficou interessado em viver ali algum dia.
Depois da compra da propriedade em 2011, ele continuou viajando entre a Nova Zelândia e os Estados Unidos durante anos.
Assista o vídeo
A mudança definitiva ocorreu em agosto de 2020. Em janeiro de 2026, já aos 71 anos, o diretor confirmou publicamente que a decisão de estabelecer a família permanentemente no país permanecia válida.
A fazenda deixou, portanto, de funcionar apenas como propriedade para temporadas e passou a integrar sua residência principal.
A transformação ajuda a explicar por que uma propriedade inicialmente adquirida por um dos cineastas mais conhecidos de Hollywood desenvolveu uma estrutura agrícola tão ampla.
Entre um lago e o oceano, os cerca de 2 mil hectares passaram a reunir residência, produção orgânica, experimentação agrícola e uma floresta alimentar que, em seu período mais ambicioso, chegou a combinar 143 tipos e variedades de frutas.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.
