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Aos 85 anos, Ney Matogrosso transformou parte de sua propriedade de 140 hectares em Saquarema em uma reserva permanente, onde preserva 80 hectares de Mata Atlântica, recebe pesquisas e afirma ter devolvido mais de 10 mil animais silvestres à natureza
Escrito por Caio Aviz
Publicado em 14/08/2026 às 01:56
Atualizado em 14/08/2026 às 01:58
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Cantor mantém duas áreas protegidas que somam cerca de 80 hectares, oferece o terreno para pesquisas e divide a rotina entre a floresta e o Rio
Fora dos palcos, Ney Matogrosso construiu durante décadas uma relação profunda com a natureza e a preservação ambiental.
O cantor mantém uma propriedade de aproximadamente 140 hectares em Sampaio Corrêa, distrito de Saquarema, no estado do Rio de Janeiro.
Parte do terreno recebeu o reconhecimento de Reserva Particular do Patrimônio Natural, conhecida pela sigla RPPN.
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Atualmente, duas áreas protegidas ligadas ao artista somam cerca de 80 hectares de Mata Atlântica preservada, segundo informações divulgadas durante a certificação ambiental.
Cantor desejava proteger toda a propriedade
Ney Matogrosso afirmou que pretendia transformar os 140 hectares da propriedade em uma área protegida.
O projeto começou com a criação da RPPN e avançou com a destinação de parte do terreno para pesquisas e soltura de animais silvestres.
Uma Reserva Particular do Patrimônio Natural continua pertencendo ao proprietário. Entretanto, sua criação estabelece um compromisso permanente com a conservação da biodiversidade.
Essa proteção fica registrada na documentação do imóvel e permanece válida mesmo após uma eventual mudança de proprietário.
Com isso, a área protegida não poderá ser transformada posteriormente em loteamento, pastagem ou empreendimento incompatível com sua finalidade ambiental.
Mata Atlântica recebeu proteção permanente
Uma das áreas, chamada RPPN Mato Grosso II, foi reconhecida com aproximadamente 53 hectares em 2008.
Registros relacionados ao cantor passaram posteriormente a indicar duas reservas, que juntas alcançam cerca de 80 hectares protegidos.
O terreno conserva trechos de Mata Atlântica, fontes naturais de água e habitats utilizados por diferentes espécies da fauna regional.
Ney já descreveu o prazer de beber água diretamente das fontes e experimentar o silêncio da mata como algo superior às viagens internacionais.
A propriedade tornou-se, dessa forma, um refúgio pessoal e também um espaço dedicado à conservação ambiental.
Assista o vídeo
Mais de 10 mil animais teriam retornado à natureza
Em entrevista publicada pelo jornal argentino La Nación em julho de 2026, Ney afirmou que o terreno também funciona como área de soltura de animais silvestres.
Segundo o cantor, mais de 10 mil animais já foram devolvidos à natureza dentro da propriedade.
Entre as espécies mencionadas estão catetos, cachorros-do-mato e jiboias, além de outros animais encontrados na Mata Atlântica.
A quantidade corresponde ao relato apresentado por Ney durante a entrevista. A publicação não divulgou uma relação detalhada com datas, espécies e números de cada soltura.
A devolução de animais silvestres ao ambiente natural exige cuidados específicos. Normalmente, o processo envolve avaliação veterinária, autorização e acompanhamento dos órgãos ambientais responsáveis.
Propriedade abriu espaço para pesquisas
Desde 2001, Ney Matogrosso manifestava a intenção de disponibilizar parte da propriedade para pesquisas e projetos de reintrodução de espécies ameaçadas.
Essa decisão ampliou a função ambiental do terreno, que deixou de representar somente um espaço particular cercado pela natureza.
A área passou a colaborar com a conservação de animais que não podem ser devolvidos a qualquer ambiente sem uma análise prévia.
Antes de uma reintrodução, especialistas precisam avaliar fatores como disponibilidade de água, presença de alimentos, qualidade do habitat e possíveis ameaças.
A extensão da propriedade e a vegetação preservada ajudam a criar condições favoráveis para diferentes espécies da fauna brasileira.
Sítio tornou-se refúgio durante a pandemia
Ney passou parte do período de isolamento provocado pela pandemia na propriedade, acompanhado pela mãe.
O artista continuou dividindo sua rotina entre o sítio de Saquarema e o apartamento localizado no Leblon, na Zona Sul do Rio.
A escolha não representa um abandono completo da vida urbana ou da carreira artística.
O diferencial está na proteção permanente de parte da terra e no uso ambiental desenvolvido ao longo de décadas.
Palco e floresta permanecem na mesma vida
A dedicação à reserva não afastou Ney Matogrosso da música.
Aos 85 anos, completados em agosto de 2026, o artista continua realizando apresentações e evita estabelecer uma data antecipada para deixar os palcos.
A floresta funciona como complemento de uma trajetória marcada pela música, pela liberdade artística e pelo contato constante com a natureza.
Enquanto mantém sua carreira, Ney preserva uma área significativa de Mata Atlântica e abre espaço para pesquisas e devolução de animais ao ambiente natural.
O que mais chama sua atenção: a proteção permanente da Mata Atlântica ou a soltura de milhares de animais dentro da propriedade?
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Caio Aviz
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

