4 min de leitura
Aos 18 anos, jovem que passou por abrigos desde os 15, viveu quase um ano dentro de um carro, continuou indo à escola no Havaí e segurou o choro ao receber o diploma do ensino médio
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 14/08/2026 às 16:55
Atualizado em 14/08/2026 às 16:56
Curiosidades
Canal
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Eric Schultz enfrentou anos sem moradia estável, recebeu apoio de uma família e de um abrigo de transição e, em maio de 2026, concluiu a Waianae High School aos 18 anos.
Uma formatura realizada no Havaí, em maio de 2026, marcou o encerramento de uma trajetória escolar atravessada por anos de instabilidade habitacional.
Eric Schultz, de 18 anos, recebeu o diploma da Waianae High School depois de passar por abrigos desde os 15 e viver quase um ano dentro de um carro.
Durante esse período, o jovem continuou frequentando a escola enquanto precisava lidar com alimentação, moradia e locais temporários para dormir.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
Na cerimônia, a emoção apareceu quando Eric atravessou o palco diante dos colegas. “Eu ia chorar, mas segurei”, contou à Hawaii News Now.
A história ganhou repercussão após ser divulgada pela Hawaii News Now em maio de 2026 e, posteriormente, pela Upworthy.
Instabilidade começou quando Eric tinha 15 anos
Aos 15 anos, Eric começou a entrar e sair de abrigos enquanto seus pais enfrentavam problemas relacionados à dependência química.
Nesse cenário, a falta de uma residência fixa alterou completamente a rotina do adolescente.
Durante quase um ano, um carro acabou se tornando sua moradia.
Na prática, tarefas comuns passaram a exigir esforço adicional, desde conseguir alimentação até encontrar condições para descansar e manter os estudos.
Mesmo diante dessas dificuldades, Eric continuou buscando o objetivo de concluir o ensino médio.
Fome aproximou Eric de uma família que decidiu acolhê-lo
Desiree Adams percebeu a situação do adolescente quando ele começou a aparecer em sua casa porque estava com fome.
Com o tempo, ela se tornou uma de suas chamadas hanai aunties.
Na cultura havaiana, hanai representa uma tradição de acolhimento baseada no cuidado de crianças ou jovens por pessoas que não são necessariamente seus pais biológicos.
Desiree permitiu que Eric permanecesse com sua família por mais de um ano.
Dentro da casa, algumas condições foram estabelecidas. O adolescente precisava cumprir horários, respeitar regras e retomar os estudos.
A decisão de voltar à escola partiu do próprio Eric. Desiree, então, ajudou a recuperar documentos escolares e conversou com os pais dele.
Recomendado para você
Curiosidades
Mãe de quatro filhos passa 75 horas montando Estátua da Liberdade de 2,1 metros com 1.485 Doritos e corre contra o relógio por prêmio de US$ 250 mil
Sem experiência com esculturas, americana transformou espuma e salgadinhos em uma “Lady Liberty” gigante e conseguiu enviar sua inscrição faltando apenas 45 minutos
Inicialmente, uma ideia incomum transformou a rotina de…
Viviane Alves
1
Mulher que abriu a porta recusou o crédito pela conquista
Desiree acompanhou parte importante da trajetória, mas recusou atribuir a si mesma o mérito pelo diploma.
Segundo seu relato, Eric foi responsável por estabelecer objetivos e continuar trabalhando para alcançá-los.
Ao mesmo tempo, o acolhimento ofereceu condições essenciais que estavam ausentes naquele período.
Moradia, alimentação, documentação e acompanhamento de adultos passaram a fazer parte novamente de sua rotina.
A trajetória, portanto, mostra como a permanência escolar também pode depender de uma rede capaz de oferecer estabilidade durante momentos críticos.
Abrigo de transição também participou da trajetória
Mais tarde, Eric recebeu apoio da Residential Youth Services and Empowerment, conhecida pela sigla RYSE.
A organização oferece acolhimento e serviços de transição para adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade no Havaí.
Na época da formatura, Eric ainda vivia em uma das estruturas atendidas pela entidade.
Segundo dados apresentados pela RYSE à Hawaii News Now, cerca de metade dos jovens atendidos consegue concluir o ensino médio.
Uma contagem mencionada pela reportagem também identificou 802 menores sem moradia em Oahu, com quase 90% deles alojados em abrigos naquele levantamento.
Antes do diploma, Eric já ajudava famílias sem moradia
Meses antes da formatura, a Hawaii News Now encontrou Eric participando da distribuição de doações na costa de Waianae.
Na ocasião, alimentos, roupas, produtos de higiene e outros itens essenciais eram entregues a famílias sem residência estável.
O contato com crianças vivendo situações semelhantes tinha significado especial para o jovem.
Sua própria experiência permitia compreender de perto os efeitos provocados pela falta de moradia e de segurança cotidiana.
Próximo passo será aprender encanamento
Com o ensino médio concluído, Eric já definiu o próximo objetivo.
O jovem pretende ingressar em uma escola profissionalizante para estudar encanamento e buscar qualificação para o mercado de trabalho.
A formatura não encerrou imediatamente os problemas habitacionais. Naquele momento, Eric ainda dependia de uma estrutura de moradia transitória.
O diploma, porém, ampliou suas possibilidades depois de anos entre abrigos, casas temporárias e meses dentro de um automóvel.
Aos 18 anos, Eric também afirmou que deseja continuar ajudando a comunidade de Waianae e incentivar escolas a buscar recursos para famílias vulneráveis.
A trajetória não atribui o resultado apenas à persistência individual. Ela mostra, principalmente, o impacto que acolhimento, alimentação, estabilidade e acesso à escola podem ter na vida de um estudante sem moradia fixa.
O que você acha que foi mais decisivo para Eric concluir o ensino médio: a própria persistência diante das dificuldades ou a rede de apoio que ofereceu moradia, alimentação e acesso à escola? Deixe sua opinião!
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

