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Homem perdeu Rolex Submariner no fundo de um lago em 1996 e nunca desistiu: 30 anos depois, já acumula 60 horas de mergulho para recuperar o relógio
Escrito por Felipe Alves da Silva
Publicado em 14/08/2026 às 18:21
Atualizado 14/08/2026 às 18:22
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Tom Place tinha apenas 18 anos quando viu o relógio de US$ 3.100 desaparecer em uma área com mais de 24 metros de profundidade; três décadas depois, equipamentos profissionais e buscas sistemáticas mantêm viva a tentativa de recuperação
Um Rolex Submariner perdido no fundo de um lago em 1996 transformou uma compra feita com todas as economias de um jovem de 18 anos em uma busca que atravessa três décadas. O relógio pertence a Tom Place, profissional ligado à indústria cinematográfica de Hollywood, que continua tentando localizar a peça nas águas do Trout Lake, no estado de Nova York, nos Estados Unidos.
Segundo relato publicado pelo jornal espanhol AS, Place comprou naquele verão um Rolex Submariner Date referência 16610 por US$ 3.100 — cerca de 2.700 euros na conversão apresentada pela publicação. Para um jovem de 18 anos, não era uma compra qualquer: o valor representava todas as economias que ele havia conseguido juntar.
Pouco depois, o relógio desapareceria de seu pulso em questão de segundos.
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Um salto da lancha e o Rolex desapareceu a mais de 24 metros de profundidade
Place estava em uma lancha no Trout Lake quando decidiu saltar na água. Durante o movimento, o fecho do relógio se rompeu. O Submariner se desprendeu do pulso e afundou.
O problema estava justamente onde ele caiu.
A região indicada por Place possui mais de 24 metros de profundidade, pouca visibilidade e um fundo coberto por sedimentos e vegetação. Encontrar um objeto relativamente pequeno nessas condições já seria difícil imediatamente após a queda. Com o passar dos anos, a tarefa ficou ainda mais complicada.
Place tentou recuperá-lo desde o início. Mergulhou procurando o relógio e chegou a utilizar um grande ímã industrial para vasculhar o fundo.
Nada.
A hipótese que passou a considerar era simples: o Rolex poderia ter afundado no lodo ou ficado encoberto pela vegetação, permanecendo fora de alcance mesmo quando a área correta era examinada.
É justamente esse detalhe que ajuda a explicar por que a história não terminou em 1996. Place nunca teve evidência de que outra pessoa encontrou o relógio. Para ele, existe uma possibilidade concreta de que o Submariner continue exatamente onde caiu, apenas escondido sob décadas de sedimentos.
Em 2020, uma antiga tentativa virou uma operação de busca muito mais estruturada
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Um post compartilhado por Tom Place – Official Expedition Account (@expedition16610)
Durante anos, recuperar o Rolex permaneceu como uma ideia em aberto. Em 2020, porém, Place decidiu transformar a tentativa em algo mais organizado.
Com a paralisação de parte da indústria cinematográfica durante a pandemia, ele encontrou tempo para voltar ao Trout Lake e iniciar uma nova etapa das buscas. Desta vez, não dependeria apenas de mergulhos convencionais.
Place passou a utilizar equipamentos profissionais de mergulho e detectores de metais subaquáticos, dividindo a região onde acredita ter perdido o relógio em pequenos setores para examiná-los de maneira sistemática.
Desde então, segundo o AS, ele já acumulou aproximadamente 60 horas debaixo d’água procurando especificamente pelo Submariner.
As buscas produziram descobertas — só não aquela que ele esperava.
Pneus, latas, âncoras e diferentes objetos metálicos já apareceram durante as varreduras. Cada sinal detectado exige uma verificação, enquanto o lodo reduz a visibilidade e a vegetação torna o deslocamento e a inspeção do fundo mais difíceis.
Trinta anos depois da queda, procurar o relógio deixou de ser simplesmente uma questão de retornar ao ponto onde ele desapareceu. O desafio agora é reconstruir com precisão uma posição observada em 1996 e investigar um ambiente subaquático que mudou ao longo de três décadas.
Rolex Submariner 16610 deixou de representar apenas o dinheiro perdido
O Rolex Submariner Date 16610 ocupa um lugar conhecido na história moderna da fabricante suíça. Produzida durante anos, a referência manteve características associadas à tradicional linha de relógios de mergulho da marca e hoje também desperta interesse no mercado de peças usadas e colecionáveis.
No caso de Place, porém, o valor atual não parece explicar sozinho a insistência.
O relógio foi comprado quando ele tinha 18 anos, com dinheiro que havia levado tempo para juntar. Desapareceu praticamente no início de sua vida adulta e permaneceu como uma espécie de capítulo sem conclusão desde então.
É aí que a história muda de escala. Depois de três décadas, recuperar aquele Submariner significa menos substituir um relógio caro e mais encontrar exatamente o objeto perdido em 1996. Comprar outro exemplar não encerraria a busca.
Essa diferença ajuda a entender por que alguém pode dedicar dezenas de horas de mergulho a uma peça que, durante tanto tempo, permaneceu invisível sob a água.
Depois de pneus, latas e âncoras, o sinal que Place procura ainda não apareceu
Não existe garantia de que o Rolex permaneça no Trout Lake. A localização original pode não estar perfeitamente reconstruída, o relógio pode ter se deslocado ou simplesmente estar enterrado em uma camada de sedimentos fora do alcance das buscas realizadas até agora.
Place, porém, continua convencido de que vale a pena procurar.
A estratégia adotada nos mergulhos mais recentes é justamente reduzir gradualmente a área ainda não examinada, avançando setor por setor com detectores de metais. É um trabalho lento. Sessenta horas debaixo d’água já demonstraram isso.
O próximo passo não depende de uma nova tecnologia milagrosa nem de uma pista descoberta três décadas depois. Depende de continuar a varredura.
Em algum ponto sob o lodo e a vegetação do Trout Lake, Place acredita que o Rolex Submariner que comprou aos 18 anos ainda está esperando para ser encontrado. Até agora, o lago não devolveu o relógio.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Felipe Alves da Silva.

