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Formado pela Universidade Nacional da Colômbia, pediatra transformou a evacuação da clínica no terremoto de 7,4 numa corrida pelos menores pacientes, desceu do sexto andar com recém-nascidos nos braços junto da equipe e chegou ao chão com os 10 salvos
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 15/08/2026 às 10:58
Atualizado em 15/08/2026 às 11:04
Acidentes
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O pediatra Germán Andrés Somoyar Duarte atuava na unidade neonatal do sexto andar da Clínica Panamericana, em Apartadó, quando o tremor mais forte da Colômbia no século 21 obrigou a retirada dos bebês, e as fotos dos profissionais com os pequenos enrolados em cobertores correram o mundo pelas redes sociais
O pediatra Germán Andrés Somoyar Duarte virou um dos rostos mais aplaudidos da tragédia na Colômbia depois de participar do resgate de 10 recém-nascidos durante o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na segunda-feira, 10 de agosto de 2026. Os bebês estavam internados na unidade neonatal da Clínica Panamericana, em Apartadó, no departamento de Antioquia, quando o prédio precisou ser evacuado às pressas. As informações são do portal Só Notícia Boa, em matéria de 13 de agosto de 2026.
As imagens do médico e dos colegas descendo as escadas com os pequenos pacientes enrolados em cobertores se espalharam pelas redes sociais e transformaram a evacuação num símbolo mundial do trabalho dos profissionais de saúde em meio à emergência. Todos os 10 bebês chegaram em segurança à área protegida.
Tremor de 7,4 foi o mais forte do país no século 21
O terremoto que provocou a corrida dentro da clínica entrou para a história sísmica colombiana. O tremor de magnitude 7,4 atingiu o oeste do país em 10 de agosto, com epicentro registrado em San José del Palmar, no departamento de Chocó, a aproximadamente 400 quilômetros de Bogotá. Segundo o Serviço Geológico Colombiano, foi o terremoto mais forte registrado na Colômbia em todo o século 21.
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O abalo se espalhou por várias cidades, entre elas Cali, Pereira, Quibdó e Manizales, provocou o desabamento de prédios e obrigou hospitais a retirar pacientes dos edifícios. Dias depois do tremor, equipes de busca e salvamento ainda trabalhavam para localizar sobreviventes em meio aos escombros. Foi nesse cenário de destruição que a cena da Clínica Panamericana ganhou o peso de contraponto.
Unidade neonatal funcionava no sexto andar da clínica
Dentro da Clínica Panamericana, em Apartadó, o desafio tinha um agravante de altura. A unidade neonatal, onde os 10 recém-nascidos estavam internados, funciona no sexto andar do prédio, o que transformou a evacuação numa operação de logística delicada contra o relógio.
Assim que a retirada começou, a equipe definiu a ordem de prioridade sem hesitar. Os primeiros a sair seriam justamente os pacientes que não tinham nenhuma condição de deixar o prédio sozinhos: os bebês da neonatal. Coube ao pediatra e aos colegas de plantão organizar a descida de cada um dos pequenos, andar por andar, enquanto o restante do hospital também era esvaziado.
Cobertores e escadas levaram os 10 bebês até o chão
A técnica do resgate foi simples e precisa. Germán e a equipe envolveram os recém-nascidos em cobertores, tanto para proteger os corpos frágeis quanto para firmar os bebês nos braços durante o trajeto, e desceram com eles pelas escadas da clínica, já que a evacuação exigia abandonar o prédio pela rota mais segura.
A operação terminou sem perder nenhum paciente pelo caminho. Os 10 recém-nascidos chegaram ao térreo nos braços dos profissionais e foram levados até uma área considerada segura, longe do risco de desabamento. As fotos registradas nesse percurso, com o pediatra segurando os pequenos enrolados, viraram o retrato definitivo da emergência em Apartadó.
Fotos transformaram o pediatra em símbolo mundial
Divulgadas nas redes sociais, as imagens da retirada dos bebês correram o mundo e renderam uma onda de aplausos ao médico colombiano. A repercussão chamou atenção para o papel dos profissionais de saúde durante o terremoto, num momento em que o noticiário do país era dominado por escombros e buscas.
O reconhecimento chegou também à televisão internacional. Germán deu entrevista à rede Telemundo contando os bastidores da evacuação, enquanto o perfil dele no Instagram, onde se apresenta como “um pediatra criando impacto”, ganhava projeção junto com a história. A frase de apresentação, escrita muito antes do tremor, acabou funcionando como legenda involuntária das fotos que o mundo compartilhou.
Formação na Universidade Nacional sustenta a atuação em neonatologia
Por trás do gesto, existe uma trajetória construída dentro do sistema público de formação médica colombiano. Germán Andrés Somoyar Duarte é pediatra formado pela Universidade Nacional da Colômbia, tem atuação na área de neonatologia e trabalha na própria Clínica Panamericana, em Apartadó, onde os bebês estavam internados no dia do tremor.
O próprio contexto do resgate, porém, afasta a ideia de herói solitário. Embora a imagem do pediatra com os recém-nascidos tenha concentrado os holofotes, a retirada dos 10 bebês foi resultado do trabalho conjunto de toda a equipe da unidade neonatal, que dividiu os pequenos nos braços durante a descida. É esse coletivo que a fotografia mais famosa da tragédia acabou representando.
Resgate virou retrato do outro lado da tragédia
Enquanto o terremoto mais forte da Colômbia no século derrubava prédios e mobilizava equipes de salvamento em várias cidades, a cena do sexto andar de Apartadó mostrou a face oposta da mesma emergência: profissionais escolhendo proteger primeiro quem não tinha como se salvar sozinho. Dez recém-nascidos desceram seis andares nos braços de uma equipe liderada pela urgência, e todos chegaram vivos ao chão. A foto que resume esse momento talvez dure mais do que qualquer estatística do tremor.
E para você, o que mais impressiona nessa história: a frieza da equipe para organizar a descida, a força da imagem que correu o mundo ou o fato de todos os 10 bebês terem sido salvos? Deixe sua opinião nos comentários.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

