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Crise das Casas Bahia chegou a Santa Catarina com o fechamento de 18 das 23 lojas da rede no Estado, incluindo as duas unidades de Blumenau, enquanto o grupo reduziu 298 operações em todo o país, cortou 1,9 mil postos de trabalho e enfrenta prejuízo de quase R$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre de 2026
Escrito por Carla Teles
Publicado em 15/08/2026 às 15:30
Atualizado em 15/08/2026 às 15:35
Economia
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As Casas Bahia encerraram 18 das 23 lojas em Santa Catarina, incluindo as duas unidades de Blumenau, enquanto o grupo reduziu 298 operações no Brasil, cortou 1,9 mil postos de trabalho e acumulou prejuízo de quase R$ 1,1 bilhão entre janeiro e março de 2026, em meio à crise financeira.
As Casas Bahia ampliaram em agosto de 2026 o processo de redução de sua estrutura física e fecharam 18 das 23 lojas mantidas em Santa Catarina, incluindo as duas unidades de Blumenau, localizadas na Rua XV de Novembro e no Norte Shopping. O movimento ocorre em meio a uma reorganização nacional da rede, que já envolveu o encerramento de 298 operações em todo o Brasil, redução de 1,9 mil postos de trabalho e um prejuízo de quase R$ 1,1 bilhão registrado entre janeiro e março deste ano.
As informações foram publicadas pelo NSC Total em 14 de agosto de 2026, após o fechamento das unidades de Blumenau naquela sexta-feira. Segundo a reportagem, somente cinco lojas permaneceram em operação no Estado, localizadas em Balneário Camboriú, Itajaí, Navegantes, Brusque e Joinville, enquanto a companhia enfrenta um quadro de endividamento elevado e redução expressiva da presença física no varejo brasileiro.
Casas Bahia fecha 18 lojas de uma só vez em Santa Catarina
O impacto da reestruturação das Casas Bahia em Santa Catarina foi amplo. Das 23 lojas que a rede mantinha no Estado, 18 tiveram as atividades encerradas, deixando apenas cinco pontos em funcionamento. A redução significa que aproximadamente três quartos da estrutura física catarinense deixaram de operar em uma única rodada de fechamento, modificando de maneira significativa a presença da marca no mercado local.
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Os estabelecimentos que permaneceram abertos estão distribuídos por Balneário Camboriú, Itajaí, Navegantes, Brusque e Joinville. A decisão evidencia que a crise deixou de produzir apenas efeitos nos balanços nacionais da companhia e passou a ser percebida diretamente nas cidades, com fechamento de pontos comerciais e diminuição da rede disponível aos consumidores.
Blumenau perde as duas unidades da rede
Blumenau foi uma das cidades mais afetadas porque perdeu integralmente a presença física da marca. A unidade localizada na Rua XV de Novembro e a loja instalada no Norte Shopping encerraram as atividades em 14 de agosto de 2026, segundo as informações divulgadas.
No caso da Rua XV, parte dos letreiros já havia sido retirada durante a tarde daquele dia. O Norte Shopping também confirmou o encerramento da operação. Com a saída simultânea dos dois estabelecimentos, Blumenau passou de duas lojas das Casas Bahia para nenhuma unidade física da rede.
Rua XV de Novembro deixa de ter uma das lojas da marca
A unidade da Rua XV estava localizada em uma das áreas comerciais mais conhecidas de Blumenau. O fechamento representa não apenas uma mudança interna da empresa, mas também a retirada de uma operação varejista de grande porte de um endereço tradicional do comércio da cidade.
Até o meio da tarde de 14 de agosto, elementos visuais da loja já estavam sendo removidos, segundo a reportagem. O encerramento mostrou de maneira concreta a velocidade da reorganização, já que a redução em Santa Catarina ocorreu simultaneamente em diversas cidades.
Norte Shopping também confirma encerramento
A segunda operação das Casas Bahia em Blumenau funcionava dentro do Norte Shopping. O próprio empreendimento confirmou o fechamento, encerrando a presença da rede também no segmento de shopping centers da cidade.
A saída das duas lojas no mesmo dia elimina formatos de atuação distintos que a empresa mantinha localmente: uma unidade de rua e outra em centro comercial. A medida demonstra que os cortes não ficaram concentrados em um único tipo de ponto de venda, atingindo diferentes modelos de operação física.
Rede reduziu 298 operações em todo o Brasil
A crise não está limitada a Santa Catarina. Segundo a reportagem, o grupo encerrou 298 lojas de uma estrutura que possuía pouco mais de mil operações no país, em um processo nacional de redução de sua rede física.
A dimensão desse corte ajuda a contextualizar o que ocorreu no Estado. As 18 unidades catarinenses fazem parte de uma estratégia muito mais ampla de diminuição da operação. O fechamento de quase 300 pontos mostra que a companhia está reduzindo significativamente sua exposição por meio de lojas físicas em diferentes mercados brasileiros.
Cortes atingiram 1,9 mil postos de trabalho
Além do fechamento de unidades, a reestruturação envolveu a eliminação de aproximadamente 1,9 mil postos de trabalho em todo o Brasil, conforme os dados reproduzidos pelo NSC Total.
O número amplia o efeito econômico do processo, porque uma rede varejista não movimenta apenas vendas. Cada estabelecimento mantém equipes de atendimento, administração, logística e outras funções relacionadas à operação. Quando centenas de lojas deixam de funcionar, o impacto alcança também o emprego e a atividade comercial das regiões envolvidas.
Prejuízo chegou perto de R$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre
Entre janeiro e março de 2026, o grupo registrou prejuízo de quase R$ 1,1 bilhão, de acordo com a informação citada pela reportagem.
O resultado financeiro ajuda a explicar por que a companhia passou a reduzir sua estrutura. Uma empresa com operação nacional precisa equilibrar despesas de lojas, pessoal, logística, estoques e obrigações financeiras com a geração de receitas. Quando perdas dessa magnitude se acumulam, fechamento de unidades e revisão de custos podem integrar processos mais amplos de reorganização.
Endividamento bilionário pressiona a companhia
A reportagem também associa o movimento a um quadro de endividamento bilionário registrado nos últimos trimestres. Esse fator acrescenta pressão à operação cotidiana, porque a empresa precisa administrar simultaneamente custos do varejo e compromissos financeiros.
A combinação entre prejuízo elevado e dívida ajuda a contextualizar a redução de lojas. Diminuir a estrutura física pode reduzir determinados custos operacionais, embora a fonte não detalhe quanto a companhia pretende economizar especificamente com os fechamentos realizados em Santa Catarina ou no restante do Brasil.
Santa Catarina passa de 23 para apenas cinco lojas
Antes da rodada de encerramentos, as Casas Bahia mantinham 23 unidades catarinenses. Depois do fechamento de 18 pontos, apenas cinco continuaram funcionando.
Essa mudança representa uma redução expressiva da capilaridade da companhia dentro do Estado. Consumidores de cidades que perderam suas lojas passam a depender de outros municípios ou de canais digitais para manter uma relação comercial com a rede, alterando a forma de atendimento e distribuição no mercado regional.
Itajaí e Balneário Camboriú mantêm operações
Entre as cinco lojas preservadas estão unidades em Itajaí e Balneário Camboriú, duas cidades de forte atividade comercial no litoral catarinense.
A fonte não informa quais critérios foram utilizados pela empresa para definir quais pontos permaneceriam abertos. Por isso, não é possível atribuir a manutenção dessas lojas a desempenho, localização ou faturamento específico. O dado confirmado é apenas que as duas cidades seguem no mapa físico da rede após a redução.
Navegantes e Brusque também permanecem no mapa
Navegantes e Brusque completam parte do grupo de cidades que continuam recebendo operações das Casas Bahia depois dos fechamentos.
A manutenção dessas unidades cria uma rede significativamente mais enxuta no Estado. Com apenas cinco pontos restantes, a companhia passa a concentrar sua presença física catarinense em número muito menor de municípios, depois de abandonar 18 operações em uma única etapa da reorganização.
Joinville conserva uma unidade da rede
Joinville, maior cidade de Santa Catarina em população, também aparece entre os locais onde uma unidade continuou em funcionamento após a rodada de cortes.
Mais uma vez, a fonte não detalha a estratégia comercial por trás da escolha. O que os números mostram é que o grupo deixou de operar uma rede amplamente distribuída pelo Estado e passou a trabalhar com presença física muito mais concentrada, ao menos depois dos encerramentos informados em agosto.
Fechamentos mudam presença do varejo físico
O caso das Casas Bahia ocorre em um setor no qual lojas físicas convivem cada vez mais com vendas online e outras formas de distribuição. No entanto, a reportagem não atribui diretamente os fechamentos ao comércio eletrônico, e qualquer relação desse tipo exigiria informações adicionais.
O que pode ser afirmado com base nos dados é que a rede está diminuindo sua estrutura física em meio a prejuízo e endividamento. O encerramento de 298 operações representa uma transformação relevante no tamanho da companhia, independentemente das demais estratégias comerciais adotadas paralelamente.
Crise combina resultado financeiro e redução operacional
O quadro descrito reúne três indicadores importantes: prejuízo de quase R$ 1,1 bilhão, 298 lojas encerradas e 1,9 mil postos de trabalho eliminados.
Esses dados mostram que a crise produz efeitos financeiros e operacionais ao mesmo tempo. Não se trata apenas de um trimestre negativo no balanço, porque a resposta da empresa já aparece materialmente na diminuição da rede e na redução de pessoal em diferentes regiões do Brasil.
Santa Catarina expõe dimensão regional da reestruturação
O fechamento de 18 lojas transforma Santa Catarina em um exemplo concreto da reorganização nacional das Casas Bahia. Em vez de números abstratos relacionados a centenas de pontos no país, o Estado viu sua rede cair de 23 para cinco unidades.
Blumenau evidencia ainda mais esse efeito porque perdeu todas as lojas existentes. A crise nacional se traduz, no nível municipal, em portas fechadas, retirada de letreiros, encerramento de operações e redução da presença comercial de uma marca tradicional do varejo brasileiro.
Casas Bahia enfrenta desafio de reorganizar operação nacional
Com quase R$ 1,1 bilhão de prejuízo apenas no primeiro trimestre de 2026 e centenas de operações encerradas, as Casas Bahia atravessam um período de forte ajuste estrutural. A redução das lojas mostra que a companhia está atuando diretamente sobre sua presença física enquanto administra um cenário de endividamento elevado.
Em Santa Catarina, o tamanho dessa mudança ficou evidente com o encerramento de 18 das 23 unidades e a saída completa de Blumenau. Na sua opinião, redes varejistas tradicionais ainda precisam manter grandes estruturas de lojas físicas ou a redução desses pontos tende a se tornar cada vez mais comum? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

