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Brasileira mata a saudade de casa fritando coxinha numa churrascaria no Panamá, volta ao Brasil, torra R$ 10 mil para começar, fatura até R$ 250 mil por mês vendendo de coxinha vegana a monstros de 5 quilos em São Paulo
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 17/08/2026 às 20:00
Atualizado em 17/08/2026 às 20:01
Economia
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A história que começou fritando coxinha numa churrascaria panamenha virou a Sabor Amor Coxinha, de Marlene Coelho, com pontos no Parque Villa Lobos e na Avenida Paulista, recorde de 2,8 mil unidades vendidas num único fim de semana e cardápio que vai da vegana e da sem glúten à doce
Uma brasileira que matava a saudade de casa fritando coxinha numa churrascaria no Panamá transformou o quitute em um negócio que fatura de R$ 150 mil a R$ 250 mil por mês em São Paulo. Marlene Coelho começou a preparar o salgado para aliviar a falta da comida brasileira durante o período em que trabalhava no país da América Central, viu a receita conquistar até os panamenhos e, de volta ao Brasil, ergueu a Sabor Amor Coxinha a partir de um investimento inicial de R$ 10 mil, reforçado depois por mais R$ 250 mil na fase de expansão. As informações são da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, em reportagem da redação publicada em 15 de agosto de 2026.
No caminho entre a fritadeira da churrascaria no exterior e os dois pontos fixos paulistanos, a empreendedora acumulou, etapa por etapa, os números que hoje contam a história por ela: 100 coxinhas esgotadas no primeiro dia de um festival que duraria dois, 2,8 mil unidades vendidas num único fim de semana e um cardápio que vai da coxinha vegana à versão gigante de 5 quilos, do tamanho de um saco de arroz.
Saudade no Panamá virou teste de mercado sem querer
Na época em que trabalhava na churrascaria panamenha, Marlene sentia uma saudade especial da comida de casa e resolveu se arriscar num dos salgados mais tradicionais e queridos do Brasil, presença certa de festa de aniversário a balcão de padaria. A coxinha, feita primeiro para matar a própria vontade, surpreendeu a cozinheira pelo alcance: o tempero agradou não só os conterrâneos que viviam por lá, mas também os panamenhos, que não cresceram comendo massa recheada de frango e mesmo assim aprovaram o salgado brasileiro a ponto de o sucesso surpreender a própria cozinheira.
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A experiência no exterior funcionou como um teste de mercado que ela não tinha planejado: se a coxinha vendia bem até fora do país, longe do público que conhece o salgado desde a infância, o potencial em solo brasileiro estava dado. O contexto ajuda a entender o tamanho dessa vitrine involuntária: só em 2025, 28,4 milhões de brasileiros viajaram ao exterior, segundo estudo da Affinity Seguro Viagem citado pela reportagem, e boa parte dessa multidão conhece bem a saudade de comida que atravessa fronteiras, aquela vontade de arroz com feijão, pão de queijo ou coxinha que nenhum prato estrangeiro resolve.
Festival da coxinha esgotou as 100 unidades no primeiro dia
De volta ao Brasil, Marlene escolheu o palco mais óbvio e mais barato possível para validar a ideia diante do público certo: um festival dedicado exclusivamente à coxinha. Ela levou 100 unidades do salgado, calculadas para durar os dois dias do evento, e o estoque inteiro acabou ainda no primeiro, obrigando a empreendedora a encarar o segundo dia de evento com a banca vazia, a prova de demanda na mão e a cabeça cheia de planos para o passo seguinte.
“Essas feiras e eventos são uma mão na roda”, resume Marlene na reportagem, explicando que os festivais permitem ver o negócio funcionando na prática, testando produto, preço e movimento, sem a responsabilidade de aluguel e despesas altas pesando nas costas de quem está começando. A tática dela virou aula involuntária de empreendedorismo de baixo risco: testar o produto onde o público já está reunido, medir a reação real e só depois assumir custo fixo, o caminho inverso do de muita gente que assina o aluguel primeiro e sai procurando os clientes depois, com as contas já correndo.
R$ 10 mil de partida e R$ 250 mil de expansão abriram dois pontos
Com a fama crescendo, a cobrança dos clientes mudou de tom: o público queria encontrar as coxinhas em endereço fixo, sem depender do calendário de feiras. A pressão da própria clientela deu à empreendedora a coragem do passo seguinte, bancado em duas etapas bem diferentes de tamanho: o investimento inicial de R$ 10 mil, que colocou o negócio de pé, e outros R$ 250 mil aplicados depois para comportar a expansão da empresa em ritmo de crescimento.
Os dois pontos fixos nasceram em endereços de tráfego pesado de São Paulo, um no Parque Villa Lobos e outro na Avenida Paulista, colocando a coxinha no caminho de quem passeia com a família no fim de semana e de quem cruza todos os dias o corredor financeiro mais movimentado do país. Faz a conta da proporção: o negócio que nasceu com R$ 10 mil fatura hoje, num único mês bom, até 25 vezes o valor que custou para começar, e a churrascaria do Panamá onde tudo começou virou apenas o primeiro capítulo da história contada aos clientes.
Cardápio vai da coxinha vegana ao monstro de 5 quilos
Na prateleira da Sabor Amor Coxinha, a estratégia de crescimento aparece em forma de variedade. Há coxinhas veganas, versões sem glúten, recheios com diferentes tipos de carne, massa de mandioca, massa de abóbora e até coxinhas doces, uma engenharia de cardápio desenhada, segundo a reportagem, para atender ao maior número possível de clientes, do intolerante ao glúten ao vegano que nunca imaginou entrar numa fila de coxinha, passando por quem só quer provar um sabor diferente do tradicional de frango.
Nos tamanhos, a régua vai do salgado tradicional de festa à unidade de 1 quilo e ao monstro de 5 quilos, a coxinha do peso de um saco de arroz, feita para dividir em aniversário, resolver a mesa de festa inteira e render foto em rede social. A diversidade cumpre papel duplo no balcão: multiplica o público possível, protege o caixa da dependência de um único carro-chefe e transforma o produto em novidade permanente, dando ao cliente antigo um motivo novo para voltar e ao curioso a desculpa que faltava para a primeira visita.
Recorde de 2,8 mil coxinhas saiu num único fim de semana
No caixa, a aposta na variedade e nos pontos movimentados se traduz em faturamento de R$ 150 mil a R$ 250 mil por mês, com o recorde de 2,8 mil coxinhas vendidas num único fim de semana. Pensa no ritmo disso: para dar conta de 2,8 mil unidades entre sábado e domingo, a operação precisaria despachar quase uma coxinha por minuto, sem parar, se as vendas corressem pelas 48 horas inteiras do fim de semana.
O segredo declarado pela fundadora está na escuta do balcão: segundo Marlene, é preciso estar antenada no que as pessoas comentam, se estão gostando e se sentem desejo de ter mais opções, o radar que alimenta o cardápio desde os tempos do festival. A fórmula que sustenta o crescimento, na prática, repete a origem: a coxinha nasceu ouvindo a própria saudade da fundadora, cresceu ouvindo os clientes panamenhos da churrascaria e virou empresa de dois endereços ouvindo a clientela paulistana pedir loja fixa.
Da fritadeira no Panamá aos endereços da Paulista e do Villa Lobos
A trajetória de Marlene Coelho, da cozinha da churrascaria no Panamá à marca própria em São Paulo, fecha as pontas com números redondos: a saudade que virou receita na churrascaria panamenha, as 100 unidades esgotadas em um dia de festival, os R$ 10 mil iniciais somados aos R$ 250 mil da expansão, os dois endereços em pontos nobres de São Paulo, o cardápio da vegana ao gigante de 5 quilos e o faturamento mensal que oscila entre R$ 150 mil e R$ 250 mil na Sabor Amor Coxinha. O balcão segue aberto nos dois pontos da capital paulista, e o radar da fundadora segue ligado no próximo sabor que a clientela pedir, no mesmo método de escuta que transformou a saudade de uma brasileira no exterior em empresa de seis dígitos mensais.
E para você, qual dessas coxinhas ganharia sua fila, a vegana, a de massa de abóbora, a doce ou o monstro de 5 quilos para dividir com a família? Conte nos comentários qual comida brasileira mataria a sua saudade se você morasse fora do país, como aconteceu com a fundadora.
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fritando coxinha numa churrascaria
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

