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Formada em Oxford troca vida convencional por casa de barro, palha e esterco no País de Gales, busca água no riacho e vive há mais de 25 anos sem água encanada e eletricidade
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 17/08/2026 às 22:00
Atualizado em 17/08/2026 às 22:32
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Emma Orbach deixou uma trajetória convencional depois de estudar em Oxford e escolheu viver cercada pela natureza, cultivando alimentos, criando animais e reduzindo drasticamente o uso de comodidades modernas.
Uma formação na Universidade de Oxford poderia ter levado Emma Orbach a uma rotina profissional bastante convencional no Reino Unido.
A britânica, porém, escolheu outro caminho e passou a viver em uma pequena propriedade no oeste do País de Gales.
Desde 1999, Emma mora em uma casa construída com barro, palha, madeira e esterco de cavalo, cercada por vegetação e sem água encanada convencional.
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A residência também depende do fogo para tarefas essenciais, enquanto a água precisa ser coletada manualmente em um riacho próximo.
Segundo a revista britânica The Big Issue, Emma estudou chinês em Oxford antes de seguir uma vida cada vez mais ligada à natureza.
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Mudança para o País de Gales começou em 1994
A transformação começou em 1994, quando Emma e o então marido compraram uma propriedade afastada no oeste do País de Gales.
O casal passou a cultivar a terra e se aproximou de pessoas interessadas em uma existência baseada na simplicidade e no contato com o ambiente natural.
Emma permaneceu na propriedade após o divórcio e aprofundou sua relação com o lugar.
Cinco anos depois, em 1999, ela construiu a pequena casa que se tornaria sua residência permanente.
A estrutura recebeu postes de madeira, fardos de palha, barro e esterco de cavalo.
O telhado coberto por vegetação completa a construção e ajuda a integrar visualmente a residência à floresta.
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Viviane Alves
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Água precisa ser buscada no riacho
A falta de água encanada transforma uma atividade cotidiana em parte importante da rotina.
Emma enche recipientes em um riacho próximo e transporta a água manualmente até a casa.
O fotógrafo Timothy Allen registrou esse cotidiano em 2013 e mostrou a britânica realizando tarefas relacionadas ao abastecimento da propriedade.
O banheiro utiliza um sistema de compostagem, enquanto o fogo desempenha várias funções dentro da residência.
A lareira permite preparar alimentos e também contribui para o aquecimento nos períodos mais frios.
A redução das comodidades modernas, portanto, exige esforço físico e planejamento constantes.
Horta, cabras e galinhas ajudam na alimentação
Parte dos alimentos consumidos por Emma vem diretamente da propriedade.
Vegetais são cultivados na horta, enquanto as cabras fornecem leite e as galinhas garantem ovos frescos.
A rotina começa cedo e inclui cuidados com os animais, manutenção da plantação e trabalhos necessários para conservar o terreno.
A meditação também ocupa espaço em seu cotidiano.
Emma considera que diminuir a dependência da tecnologia ampliou seu contato com o silêncio e com os ciclos naturais.
“Simplicidade radical” virou um modo de vida
Emma passou a definir sua filosofia como uma forma de “simplicidade radical” depois de décadas vivendo dessa maneira.
A escolha, contudo, não elimina o trabalho cotidiano.
Água precisa ser carregada, alimentos precisam ser cultivados, animais exigem cuidados e o fogo precisa ser mantido.
Mais de 25 anos após construir a casa, Emma continua ligada ao estilo de vida iniciado no fim da década de 1990.
Sua formação em Oxford cria um contraste marcante com a rotina escolhida posteriormente.
A britânica decidiu reduzir necessidades materiais e encontrar na autonomia, no silêncio e no contato com a natureza sua própria definição de qualidade de vida.
Você conseguiria trocar água encanada, eletricidade e várias comodidades domésticas por uma rotina como a escolhida por Emma Orbach?
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

