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Cinco alunas de Goiás trocam produtos tóxicos por extratos vegetais contra o mosquito da dengue e conquistam o segundo lugar em premiação nacional
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 18/08/2026 às 19:45
Atualizado em 18/08/2026 às 19:46
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O protótipo desenvolvido por estudantes de escola pública usa larvicidas naturais em estações voltadas ao controle do Aedes aegypti e abre espaço para uma alternativa com menor presença de produtos tóxicos
Cinco estudantes de Goiás desenvolveram uma alternativa para combater o mosquito da dengue: substituir produtos tóxicos por larvicidas naturais produzidos com extratos vegetais. A solução foi pensada para uso nas estações disseminadoras de larvicidas, conhecidas pela sigla EDLs.
O projeto nasceu no Centro de Ensino em Período Integral Dom Veloso, localizado em Itumbiara, e conquistou o 2º lugar entre os Vencedores Nacionais do Solve for Tomorrow Brasil 2025. A apuração foi publicada pelo Samsung Newsroom Brasil, canal de notícias institucionais da Samsung.
Por que a dengue continua exigindo novas formas de combate no Brasil
O Aedes aegypti é o mosquito ligado à transmissão da dengue. Seu controle exige atenção constante porque os ovos e as larvas se desenvolvem em locais onde existe água acumulada, antes que o inseto chegue à fase adulta.
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Uma das frentes de combate busca interromper esse desenvolvimento ainda na fase larval. É nessa etapa que entram os larvicidas, substâncias usadas para atingir as larvas e impedir que novos mosquitos completem o ciclo de crescimento.
O problema estudado pelas alunas envolve o uso de produtos tóxicos nesse tipo de controle. A equipe procurou uma alternativa vegetal que pudesse ser colocada nas estações já destinadas à aplicação de larvicidas.
A pesquisa une dois cuidados importantes: controlar o mosquito transmissor da dengue e investigar formas de reduzir a presença de substâncias tóxicas no processo. O resultado premiado, porém, continua em fase de testes e aprimoramento.
O que são as estações disseminadoras de larvicidas
As estações disseminadoras de larvicidas, chamadas de EDLs, são estruturas utilizadas em ações de controle do Aedes aegypti. Elas funcionam como pontos preparados para receber a substância destinada ao combate das larvas.
No protótipo das estudantes, a principal mudança ocorre no material colocado nessas estações. Em vez do produto tóxico, a equipe trabalha com larvicidas naturais obtidos de extratos vegetais.
A proposta não abandona a estrutura das EDLs. Ela modifica o produto utilizado dentro delas. Dessa forma, as alunas procuram aproveitar uma ferramenta já ligada ao combate do mosquito, mas com uma composição de origem vegetal.
A fonte não apresenta percentuais de eficácia, quantidade de mosquitos eliminados ou resultados suficientes para afirmar que o extrato pode substituir todos os larvicidas existentes. O reconhecimento nacional foi concedido ao projeto e ao protótipo desenvolvidos pelas estudantes.
Extrato vegetal muda o produto usado dentro das estações
O trabalho recebeu o nome Efeito de Extratos Vegetais em Aedes aegypti visando uso em estações disseminadoras de larvicidas. Cinco alunas participaram da pesquisa, orientadas pela professora Ayanda Ferreira Nascimento Lima.
Entre as substâncias estudadas está o extrato da Sapindus saponaria, espécie vegetal escolhida para aplicação nas EDLs do protótipo. A equipe pretende ampliar a área de instalação das estações com esse extrato e acompanhar seu uso em campo durante 2026.
As estudantes também planejam testar o extrato de cravo da índia nas mesmas estruturas. Essa nova etapa poderá ampliar a comparação entre os materiais vegetais, mas ainda representa uma intenção de pesquisa, não um resultado concluído.
Anna Clara Souza Tenório, uma das alunas envolvidas, explicou o próximo passo: “Neste ano pretendemos ampliar a área de instalação das EDLs com o extrato da Sapindus saponaria em campo, além de testar o uso do extrato de cravo da índia nessas EDLs”.
Cinco alunas levaram a pesquisa escolar ao cenário nacional
A equipe do Centro de Ensino em Período Integral Dom Veloso levou uma questão de saúde pública para dentro da pesquisa escolar. O trabalho combina observação de um problema conhecido, estudo de extratos vegetais e construção de um protótipo voltado ao controle do mosquito.
Iris Guedes Almeida, outra integrante da equipe, destacou a importância do programa para incentivar jovens a assumirem uma participação mais ativa nas escolas. A continuidade planejada para 2026 mostra que a premiação não encerrou o desenvolvimento da proposta.
O Samsung Newsroom Brasil, canal de notícias institucionais da Samsung, registrou que o projeto envolveu cinco estudantes e teve orientação de uma professora. O grupo pretende ampliar a instalação das estações e realizar novos testes com outro extrato vegetal.
Esse processo também mostra que uma pesquisa premiada não precisa ser apresentada como uma solução pronta. O valor do projeto está na investigação de uma possível alternativa natural, na construção prática do protótipo e na disposição das estudantes para continuar os testes.
Segundo lugar reconheceu a inovação criada em escola pública
O projeto ficou em 2º lugar entre os Vencedores Nacionais do Solve for Tomorrow Brasil 2025. O programa de cidadania corporativa da Samsung está presente no Brasil desde 2014 e tem coordenação técnica do Cenpec.
Desde o lançamento no país, a iniciativa já registrou a participação de mais de 185 mil alunos, mais de 42 mil professores e mais de 8 mil escolas públicas. O programa incentiva estudantes a desenvolverem criatividade, pensamento crítico, argumentação científica, empatia e trabalho em equipe.
No caso das alunas de Itumbiara, o reconhecimento nacional colocou em evidência uma pesquisa que aproxima saúde pública, meio ambiente e ciência escolar. A solução parte de um problema presente na vida dos brasileiros e busca uma resposta que possa reduzir o uso de produtos tóxicos.
O próximo desafio será continuar os testes, ampliar a instalação das EDLs com o extrato de Sapindus saponaria e avaliar o uso do cravo da índia. Somente o avanço da pesquisa poderá mostrar os limites e as possibilidades práticas da proposta.
As cinco estudantes goianas transformaram o combate ao Aedes aegypti em tema de investigação dentro de uma escola pública. O protótipo ainda precisa de desenvolvimento, mas já conquistou espaço nacional ao propor extratos vegetais no lugar de produtos tóxicos nas EDLs.
A conquista do 2º lugar no Solve for Tomorrow Brasil 2025 reconhece tanto a ideia em combate à dengue quanto o protagonismo das jovens pesquisadoras. Mais do que anunciar uma resposta definitiva contra a dengue, o projeto mostra como a educação científica pode abrir caminhos para soluções mais cuidadosas.
Você acredita que pesquisas criadas dentro das escolas públicas podem ajudar o Brasil a encontrar novas formas de enfrentar problemas de saúde e meio ambiente? Compartilhe sua opinião nos comentários.
Tags
controle do Aedes aegyptiMosquito da dengue
Fonte
Samsung Newsroom Brasil
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

