Uma criança de 11 anos sofreu uma fratura no fêmur direito após um acidente de trânsito no bairro Estação Experimental, em Rio Branco, e, segundo familiares e profissionais do SAMU, não recebeu atendimento inicial ao chegar ao Pronto-Socorro. O caso aconteceu na tarde desta terça-feira (18).
A criança estava em uma bicicleta e descia uma ladeira quando, de acordo com testemunhas, perdeu o controle após uma falha nos freios. Um carro que trafegava pela via acabou atingindo a bicicleta.
O motorista permaneceu no local após a colisão e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A equipe realizou os primeiros procedimentos e levou a vítima ao Pronto-Socorro. O condutor também acompanhou a ambulância até a unidade.
Fratura no fêmur
A criança chegou ao hospital em estado estável, mas apresentava uma fratura no fêmur direito. Por causa da lesão, permanecia imobilizada em uma prancha rígida, com colar cervical e sobre a maca do SAMU.
O problema, segundo os relatos, começou quando a equipe tentou entregar a paciente para receber atendimento médico. Os profissionais teriam procurado inicialmente o setor responsável pelos casos de trauma, mas não conseguiram que a criança fosse recebida.
A equipe teria sido orientada a levar a paciente para a ortopedia, conhecida como “sala do gesso”. Os socorristas seguiram para o local, mas receberam outra orientação: retornar ao setor de trauma.
A criança foi levada novamente para o setor indicado. Conforme os relatos dos familiares e dos profissionais do SAMU, entretanto, o atendimento continuou sem ser iniciado.
Em seguida, a equipe foi orientada a procurar a emergência pediátrica. Mesmo após informar que se tratava de uma vítima de acidente de trânsito com fratura no fêmur, os profissionais teriam sido orientados a procurar novamente o setor de trauma.
Paciente retorna para ambulância
A sequência de encaminhamentos deixou os familiares preocupados, principalmente porque a criança permanecia com dores e ainda não havia sido definida a equipe responsável pelo atendimento.
A situação foi comunicada à Central do SAMU. Enquanto aguardavam uma definição do hospital, os socorristas precisaram colocar novamente a criança dentro da ambulância de suporte básico.
A reportagem acompanhou o caso após ser acionada, a situação chamou atenção e, posteriormente, segundo informações obtidas no local, a criança acabou sendo recebida no setor de pediatria do Pronto-Socorro.
O caso levantou questionamentos sobre o fluxo adotado para o atendimento de pacientes vítimas de acidentes e sobre a comunicação entre os setores da unidade hospitalar.
Até o fechamento da reportagem, a direção do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco não havia se manifestado oficialmente sobre o episódio.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por Davi Sahid.

