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Maior alargamento de praia do Brasil chega a 98% em Itapoá após concluir 8,6 dos 8,8 quilômetros previstos, enquanto dragagem de R$ 333 milhões avança a 80% na Baía da Babitonga para abrir passagem a navios de até 366 metros e 16 mil TEUs
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 19/08/2026 às 23:15
Atualizado em 19/08/2026 às 23:20
Construção
Canal
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Itapoá concluiu 8,6 dos 8,8 quilômetros previstos no maior alargamento de praia do Brasil, alcançando 98% de execução. Paralelamente, a dragagem da Baía da Babitonga chegou a 80%, com investimento de R$ 333 milhões para permitir navios maiores, de até 366 metros e capacidade de 16 mil TEUs por embarcação.
O alargamento da praia de Itapoá, no Litoral Norte de Santa Catarina, chegou a 98% de execução depois de alcançar 8,6 quilômetros dos 8,8 quilômetros previstos. Restam apenas 200 metros de orla próximos ao Porto Itapoá, enquanto a draga Galileo Galilei concentra atualmente os trabalhos no aprofundamento do canal de acesso da Baía da Babitonga.
As informações foram publicadas pelo NSC Total em 18 de agosto de 2026, em reportagem de Bárbara Siementkowski, com dados confirmados pelo Porto de São Francisco do Sul no dia 17. A dragagem do canal está 80% executada e integra uma obra de R$ 333 milhões destinada a preparar o acesso aos portos de São Francisco do Sul e Itapoá para embarcações maiores.
Alargamento de praia em Itapoá já cobre 8,6 dos 8,8 quilômetros previstos
A obra de engordamento da faixa de areia avançou por praticamente toda a extensão planejada. Dos 8,8 quilômetros previstos, 8,6 quilômetros já haviam recebido os trabalhos, deixando o projeto a 200 metros da conclusão física dessa etapa.
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O trecho restante fica próximo ao Porto Itapoá. O alargamento será retomado depois do trabalho atualmente realizado no canal pela Galileo Galilei, e a previsão de conclusão do conjunto da obra permanece para o segundo semestre de 2026.
Draga Galileo Galilei deixou a orla e concentra operação no canal portuário
A Galileo Galilei passou a concentrar seus trabalhos no aprofundamento do canal da Baía da Babitonga. A mudança de frente explica por que os últimos 200 metros do alargamento da praia ainda não foram executados.
A prioridade neste momento é avançar na escavação do acesso utilizado pelos portos de São Francisco do Sul e Itapoá. Depois dessa etapa, a draga deverá retornar ao trabalho necessário para finalizar o trecho restante da orla.
Dragagem da Baía da Babitonga alcançou 80% de execução
O aprofundamento do canal chegou a 80% de execução. Até o estágio informado em agosto, a operação já havia retirado 9,6 milhões de metros cúbicos de sedimentos.
O volume total previsto é de 12 milhões de metros cúbicos. A retirada desse material atende ao objetivo de aumentar as dimensões operacionais do canal e permitir a passagem de embarcações maiores do que aquelas atualmente atendidas.
Parte dos sedimentos retirados do canal é usada para aumentar a faixa de areia
A dragagem e o alargamento da praia fazem parte da mesma operação. Parte do material retirado do fundo da Baía da Babitonga é destinada à ampliação da faixa de areia de Itapoá.
O sedimento que não é utilizado na praia segue para uma área localizada em alto-mar, autorizada pelo Ibama e denominada “bota-fora”. Assim, os 12 milhões de metros cúbicos previstos na dragagem não são integralmente destinados ao engordamento da orla.
Pontal do Norte foi a primeira praia a receber os sedimentos
A Praia Pontal do Norte abriu a sequência de trechos contemplados pelo alargamento. Depois dela, a operação avançou para a Praia Princesa do Mar.
Os trabalhos chegaram posteriormente à Praia Figueira do Pontal, último trecho incluído no projeto. A maior parte das áreas que já receberam os sedimentos estava liberada aos banhistas, embora permanecesse necessária atenção às interdições e zonas restritas durante a execução.
Porto aponta uso dos sedimentos como iniciativa inédita no Brasil e segunda no mundo
Conforme o Porto de São Francisco do Sul, esta é a primeira vez no Brasil e a segunda no mundo em que sedimentos provenientes de uma dragagem portuária são utilizados para alargar uma praia.
Considerando a extensão, o projeto de Itapoá também é apresentado como a maior obra de engordamento de praia já realizada no país. O trecho previsto alcança 8,8 quilômetros da orla catarinense.
Canal atualmente recebe navios de até 336 metros e cerca de 10 mil TEUs
O objetivo portuário da dragagem é ampliar as dimensões das embarcações capazes de utilizar o acesso pela Baía da Babitonga. Atualmente, o limite informado é de navios com até 336 metros de comprimento.
Essas embarcações possuem capacidade para aproximadamente 10 mil TEUs. TEU é a medida padrão utilizada no transporte marítimo para representar a capacidade de carga em contêineres.
Após dragagem, limite deverá subir para navios de até 366 metros
Com a conclusão do aprofundamento, o canal deverá permitir a atracação de embarcações de até 366 metros de comprimento. A diferença em relação ao limite atual chega a 30 metros.
A capacidade prevista também aumenta: os navios poderão alcançar até 16 mil TEUs por embarcação, contra aproximadamente 10 mil TEUs no limite operacional informado atualmente.
Capacidade máxima prevista cresce de cerca de 10 mil para 16 mil TEUs
A mudança projetada representa um acréscimo de aproximadamente 6 mil TEUs entre a capacidade das embarcações citadas como limite atual e aquela prevista depois da conclusão da obra.
O ganho de capacidade está diretamente ligado ao principal objetivo da dragagem: criar condições de acesso para navios de maior porte e com mais carga nos terminais atendidos pela Baía da Babitonga.
Investimento total na obra chega a R$ 333 milhões
A dragagem envolve investimento de R$ 333 milhões. O projeto é realizado pelo Porto de São Francisco do Sul e financiado em conjunto com o Porto Itapoá.
Do valor total, R$ 33 milhões foram aportados pelo porto público. Os outros R$ 300 milhões são provenientes do terminal privado de Itapoá.
Modelo reúne porto público e terminal privado em formato inédito no Brasil
A divisão do financiamento entre o Porto de São Francisco do Sul e o Porto Itapoá é apresentada como um modelo inédito no Brasil. O porto público responde por cerca de um décimo do investimento total informado, enquanto o terminal privado concentra a maior parcela dos recursos.
Os R$ 333 milhões financiam uma intervenção que reúne dois resultados vinculados: o aprofundamento do canal portuário da Baía da Babitonga e o aproveitamento de parte dos sedimentos para o alargamento da praia em Itapoá.
Últimos 200 metros serão executados após avanço da dragagem no canal
O alargamento da praia de Itapoá permanece com 98% de execução e depende agora da retomada dos trabalhos no trecho de 200 metros próximo ao Porto Itapoá. Antes disso, a Galileo Galilei continua concentrada na dragagem do canal, que alcançou 80%.
A previsão informada é de conclusão no segundo semestre de 2026. Quando finalizado, o projeto deverá deixar 8,8 quilômetros de praia contemplados pelo alargamento e abrir o acesso portuário para embarcações de até 366 metros e capacidade de até 16 mil TEUs.
Na sua opinião, o investimento de R$ 333 milhões que combina aprofundamento do canal e aproveitamento dos sedimentos no alargamento da praia pode servir de modelo para outros projetos portuários no Brasil? Deixe sua opinião nos comentários.
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Alargamento de praia
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

