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Brasil pode ampliar frota de Gripen com cerca de 20 novos caças após assinar plano estratégico com a Suécia até 2029, mas nova encomenda ainda não foi confirmada e dependerá de negociações futuras envolvendo a FAB, a continuidade industrial e a substituição de aeronaves mais antigas
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 19/08/2026 às 23:03
Atualizado em 19/08/2026 às 23:32
Economia
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Brasil e Suécia assinaram um plano de ação válido de 2026 a 2029 que reforça a cooperação em defesa, indústria e tecnologia. O acordo não confirma nova compra, mas amplia expectativas sobre um segundo lote de cerca de 20 caças Gripen para substituir aeronaves antigas e sustentar a produção nacional.
Brasil e Suécia reforçaram a parceria estratégica com a assinatura de um Plano de Ação para o período de 2026 a 2029, enquanto seguem em discussão perspectivas de ampliação do programa Gripen da Força Aérea Brasileira. Entre as possibilidades está um segundo lote de aproximadamente 20 aeronaves, mas nenhuma nova encomenda havia sido oficialmente confirmada.
Segundo o Cavok, em publicação de 7 de agosto de 2026, assinada por Fernando Valduga, o novo documento foi firmado durante visita oficial a Brasília da ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia, Maria Malmer Stenergard. O plano amplia a cooperação bilateral em áreas como defesa, inovação, ciência, tecnologia e indústria.
Plano Brasil-Suécia estabelece cooperação estratégica até 2029
O Plano de Ação Brasil-Suécia abrange o período entre 2026 e 2029 e fortalece a base política de uma relação que já envolve projetos conjuntos de defesa e indústria aeroespacial. O programa F-X2, responsável pela aquisição brasileira do Gripen, permanece entre os principais pilares dessa aproximação.
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O documento não contém anúncio de compra de novos caças. Seu conteúdo reforça o compromisso dos dois governos de aprofundar a cooperação estratégica e desenvolver projetos conjuntos ligados ao setor aeroespacial e à Base Industrial de Defesa.
Programa F-X2 prevê 36 caças F-39E/F Gripen para a FAB
O contrato do programa F-X2 foi firmado em 2014 e prevê a aquisição de 36 caças F-39E/F Gripen para a Força Aérea Brasileira. A encomenda foi acompanhada por um programa de transferência de tecnologia e capacitação de profissionais brasileiros.
A cooperação passou, portanto, a envolver mais do que a entrega das aeronaves. O projeto incorporou empresas e profissionais brasileiros a diferentes etapas de desenvolvimento, fabricação, integração e testes do caça.
Centenas de engenheiros brasileiros receberam treinamento na Suécia
Centenas de engenheiros brasileiros foram treinados na Suécia dentro do programa de transferência de conhecimento. Parte desses profissionais passou a participar diretamente do desenvolvimento da aeronave.
Empresas como Embraer, Akaer e AEL Sistemas passaram a integrar a cadeia global de produção do Gripen. A unidade da Embraer em Gavião Peixoto assumiu atividades relacionadas à fabricação, integração e aos testes dos caças destinados à FAB.
Primeiro Gripen produzido integralmente no Brasil foi apresentado em março de 2026
O avanço da participação industrial brasileira ganhou um marco em março de 2026, quando foi apresentado o primeiro Gripen produzido integralmente no Brasil.
A fabricação nacional está diretamente ligada ao processo de transferência de tecnologia iniciado com o contrato de 2014. A estrutura construída em torno do programa permitiu que etapas antes concentradas no exterior fossem incorporadas à indústria aeronáutica brasileira.
Saab apresentou primeiro F-39F biposto em junho na Suécia
A Saab revelou em junho de 2026, em Linköping, o primeiro F-39F Gripen biposto. A versão foi desenvolvida especificamente para atender aos requisitos operacionais da Força Aérea Brasileira.
O modelo também poderá criar oportunidades no mercado internacional. A variante biposta representa outra etapa da cooperação tecnológica entre brasileiros e suecos dentro do programa.
Centro de Inovação deverá pesquisar inteligência artificial e novos sistemas para o Gripen
Brasil e Suécia também trabalham na criação de um Centro de Inovação dedicado ao desenvolvimento de tecnologias destinadas ao Gripen e a futuros sistemas de defesa.
A iniciativa deverá concentrar pesquisas em sensores, sistemas de missão, inteligência artificial, manutenção preditiva e modernizações da aeronave. O projeto poderá ampliar a participação da indústria brasileira em áreas de maior complexidade tecnológica relacionadas ao caça.
Suécia escolheu C-390 Millennium da Embraer para modernizar transporte militar
A cooperação aeronáutica deixou de ocorrer apenas no sentido Suécia-Brasil. A Suécia também se tornou cliente da Embraer ao selecionar o C-390 Millennium para modernizar sua aviação de transporte militar.
A escolha do avião brasileiro acrescentou uma nova dimensão à relação industrial entre os dois países. Enquanto o Brasil absorve tecnologia e capacidade produtiva relacionadas ao Gripen, a indústria brasileira também passou a fornecer uma aeronave militar à Suécia.
Discussões envolvem segundo lote de aproximadamente 20 caças Gripen
Autoridades brasileiras e suecas sinalizaram nos últimos meses interesse na ampliação do programa. As discussões envolvem uma eventual aquisição de aproximadamente 20 novos caças Gripen.
Esse segundo lote ainda depende de negociações futuras e não representa uma compra aprovada. A assinatura do plano estratégico até 2029 reforça o ambiente político e industrial da parceria, mas não substitui uma decisão específica sobre uma nova encomenda.
Novos Gripen poderiam substituir os últimos F-5EM e A-1M da FAB
Uma eventual aquisição de cerca de 20 aeronaves está associada à necessidade de substituir os últimos F-5EM e A-1M ainda em operação na Força Aérea Brasileira.
A continuidade do Gripen também é considerada importante para manter a produção nacional e preservar os investimentos realizados na transferência de tecnologia. Uma nova encomenda permitiria prolongar as atividades industriais desenvolvidas ao redor do programa, caso as negociações resultem efetivamente em contrato.
Continuidade industrial está entre os pontos ligados a uma possível nova encomenda
A estrutura implantada desde o contrato de 2014 envolve profissionais treinados, instalações industriais e empresas brasileiras inseridas na cadeia produtiva do Gripen. Por isso, a discussão sobre uma segunda encomenda também inclui a continuidade das capacidades industriais estabelecidas no país.
A fabricação, integração e os testes realizados no Brasil dependem de uma sequência de produção que dê uso às competências desenvolvidas. A eventual aquisição de mais caças é vista como uma forma de manter essa estrutura ativa, além de atender às necessidades operacionais da FAB.
Novo acordo reforça parceria, mas não equivale à compra de mais aeronaves
O Plano de Ação Brasil-Suécia fortalece a cooperação diplomática, tecnológica e industrial, porém não anuncia um segundo lote de Gripen. A diferença é central porque as conversas sobre aproximadamente 20 aeronaves permanecem no campo das negociações.
Uma decisão definitiva exigirá que Brasil e Suécia avancem nas tratativas relacionadas à ampliação do programa. Até então, o compromisso formal existente continua sendo o contrato original de 36 F-39E/F.
Brasil busca consolidar capacidade de produzir e dar suporte ao Gripen
A participação brasileira no desenvolvimento, fabricação e suporte da aeronave transformou o programa em uma parceria industrial de longo prazo. O objetivo associado à continuidade é consolidar o país como um dos principais polos mundiais ligados ao desenvolvimento, produção e suporte do Gripen.
A possibilidade de um segundo lote reúne, portanto, três dimensões presentes nas discussões: ampliar a capacidade operacional da FAB, substituir aeronaves mais antigas e preservar a estrutura industrial criada pela transferência de tecnologia.
Nova encomenda de cerca de 20 Gripen continua sem decisão oficial
Até 7 de agosto de 2026, não havia decisão oficial sobre a compra do segundo lote de aproximadamente 20 caças. O Plano de Ação válido até 2029 amplia a cooperação entre Brasil e Suécia, enquanto eventuais novos pedidos dependerão do avanço das negociações nos próximos anos.
A FAB permanece com o programa de 36 caças F-39E/F Gripen contratado em 2014, enquanto a discussão sobre uma ampliação envolve tanto necessidades operacionais quanto a continuidade da produção e da capacidade tecnológica instalada no Brasil.
Na sua opinião, o Brasil deveria ampliar o programa Gripen para substituir os F-5EM e A-1M e manter a estrutura industrial criada no país, ou a decisão deveria priorizar outros investimentos da FAB? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

