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Fábrica de R$ 265 milhões inaugurada em Betim promete fabricar 144 mil transformadores por ano, gerar centenas de novos empregos e transforma o Brasil em base para atender toda a América Latina
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 20/08/2026 às 13:09
Atualizado em 20/08/2026 às 13:49
Indústria
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A nova fábrica da Nansen em Betim recebeu R$ 265 milhões, iniciou a produção com 100 trabalhadores, mira 300 empregos diretos até 2027 e poderá fabricar 144 mil transformadores por ano para o Brasil e as Américas.
Uma fábrica erguida para responder à falta de transformadores no mercado brasileiro já opera em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com investimento de R$ 265 milhões e cem profissionais diretamente ligados à produção. A unidade da Nansen nasce com ambição maior: ampliar o quadro, abastecer concessionárias dentro e fora do país e converter Minas Gerais em uma base industrial para as Américas.
Inaugurada oficialmente em 22 de julho de 2026, a planta foi instalada em uma área de 165 mil metros quadrados no bairro Jardim das Alterosas. A estrutura concentra agora a principal operação industrial e administrativa da Nansen no Brasil e foi planejada para fabricar transformadores de distribuição entre 10 e 300 kVA.
A capacidade instalada chega a 144 mil transformadores por ano quando a fábrica opera com três turnos. Segundo informações divulgadas na inauguração, o processo produtivo também pode entregar até 300 equipamentos a cada três horas. Esse volume equivale a uma parcela relevante da demanda brasileira pelo equipamento, essencial para adequar a tensão da eletricidade antes que ela chegue a residências, comércios e indústrias.
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Fábrica começa com 100 profissionais na produção e mira 300 empregos diretos
O número inicial de cem contratados se refere aos trabalhadores da área produtiva, distribuídos em dois turnos. Ao incluir 112 funcionários administrativos, a unidade reúne atualmente 212 profissionais. A previsão da empresa é preencher mais 200 vagas na produção até meados de 2027, acompanhando o aumento gradual do ritmo industrial.
Com isso, a fábrica deverá alcançar 300 empregos diretos na produção e estimular cerca de 800 postos indiretos. As oportunidades abrangem funções técnicas e administrativas, como eletricista, manutenção, engenharia, análise e assistência fiscal, além de vagas para jovens aprendizes. A companhia direciona os interessados à sua página oficial de carreiras.
A escolha de Betim combinou mão de obra industrial especializada e logística. A planta fica próxima à rodovia Fernão Dias, corredor usado para distribuir equipamentos pesados a diferentes regiões. Como transformadores têm peso elevado, encurtar as rotas reduz custos, tempo de entrega, necessidade de estoques e emissões associadas ao transporte.
Contrato de R$ 180 milhões com a Cemig ajuda a sustentar a nova operação
Uma parte da produção já tem destino contratado. A Cemig mantém acordo de aproximadamente R$ 180 milhões para receber 26 mil transformadores ao longo de três anos. A proximidade entre a fábrica e a área atendida pela concessionária deve reduzir cerca de 180 mil quilômetros rodados por ano e evitar a emissão estimada de 170 toneladas de dióxido de carbono no transporte.
O contrato nasceu no âmbito do SupriMinas, modelo criado pelo governo de Minas Gerais e pela Cemig para atrair fornecedores dispostos a investir no estado. Antes da nova planta, boa parte dos equipamentos usados pela companhia vinha de fornecedores instalados em São Paulo, Mato Grosso e Amazonas.
A Nansen também informou contratos ou relações comerciais com Energisa, CPFL Energia, Light e Neoenergia. A Bolívia deverá ser o primeiro mercado externo a receber os transformadores fabricados em Betim, enquanto a empresa busca novos clientes na América Latina e avalia oportunidades na América do Norte.
Tecnologia chinesa e produção brasileira colocam Betim na rota das redes inteligentes
Fundada em Belo Horizonte em 1930, a Nansen começou produzindo instrumentos científicos e hospitalares, migrou para hidrômetros e, décadas depois, consolidou-se em medição de energia. A companhia é controlada pela chinesa Sanxing Electric, do Grupo AUX, e combina sua marca brasileira com processos industriais desenvolvidos na Ásia.
A nova fábrica utiliza secagem a vácuo por ondas terahertz, enchimento de óleo a vácuo, inspeção automatizada, gestão digital e uma plataforma inteligente de testes. O sistema eleva produtividade e rastreabilidade sem abrir mão da fabricação local. O projeto também prevê equipamentos para automação da distribuição e soluções ligadas a energias renováveis.
A decisão de construir uma planta nova foi associada à escassez de fornecedores e à expansão do consumo de energia, impulsionada por novas indústrias, eletrificação e data centers. Transformadores de distribuição são uma peça crítica dessa infraestrutura: sem eles, a expansão da rede encontra limites físicos mesmo quando há geração disponível.
Brasil vira base para atender a América Latina e disputar novos mercados
O investimento de R$ 265 milhões vai além de uma linha de montagem. A fábrica recoloca a Nansen em sua origem mineira, amplia a oferta doméstica de equipamentos e cria uma plataforma de exportação. O plano é atender primeiro a demanda brasileira e latino-americana, com possibilidade de avançar sobre os Estados Unidos conforme homologações e contratos.
Betim passa, assim, a combinar três efeitos econômicos. O primeiro é produtivo, com capacidade para 144 mil transformadores por ano. O segundo é regional, com até 300 vagas diretas e aproximadamente 800 indiretas. O terceiro é estratégico: aproximar fabricação, clientes e centros de consumo num momento em que o sistema elétrico precisa crescer com mais rapidez.
O desempenho da unidade até 2027 mostrará quanto desse potencial será convertido em contratações, exportações e novos produtos. Por enquanto, a produção já começou, cem profissionais atuam diretamente na fábrica e o maior investimento recente da Nansen transformou Betim em peça central da expansão da empresa nas Américas.
E você, acredita que novas fábricas de equipamentos elétricos podem acelerar a industrialização e gerar empregos qualificados no Brasil? Deixe sua opinião nos comentários.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

