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Aos 14 anos, adolescente deixa os estudos para entregar jornal de bicicleta na madrugada da Rocinha, junta dinheiro para comprar uma moto, entra de vez no ramo das entregas e cria empresa de logística que chega a 500 mil entregas por mês e integra negócios com faturamento anual de R$ 100 milhões
Escrito por Carla Teles
Publicado em 22/08/2026 às 14:03
Atualizado em 22/08/2026 às 14:04
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Quando adolescente, Ricardo Ananias começou entregando jornais de bicicleta nas madrugadas da Rocinha, depois comprou moto e, anos mais tarde, fundou a R3 Express, empresa de logística voltada ao e-commerce que alcançou 500 mil entregas por mês, enquanto outros negócios sob sua coordenação somaram faturamento combinado de R$ 100 milhões.
Aos 14 anos, o adolescente Ricardo Ananias interrompeu os estudos e passou a entregar jornais de bicicleta durante as madrugadas no Rio de Janeiro. A atividade que começou em pequena escala acabou levando-o ao transporte motorizado, ao setor de entregas e, posteriormente, à criação de uma operação logística voltada ao comércio eletrônico.
As informações foram publicadas pelo Jornal de Brasília em 20 de agosto de 2024. A reportagem acompanha a formação da R3 Express, fundada em 2012, e sua expansão até uma operação de 500 mil entregas mensais, além da diversificação de negócios coordenados por Ananias por meio da Winner Group.
Bicicleta foi o primeiro veículo de uma operação que depois se tornou motorizada
Nascido e criado na Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro, Ricardo começou a trabalhar ainda adolescente. Segundo a fonte, sua primeira atividade foi distribuir jornais utilizando uma bicicleta durante as madrugadas cariocas.
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Com o dinheiro acumulado no trabalho, ele conseguiu comprar uma moto. A mudança ampliou sua capacidade de realizar entregas e marcou a entrada efetiva no transporte motorizado, setor que posteriormente se transformaria na principal atividade empresarial de Ananias.
Compra da moto aproximou adolescente do mercado de entregas
A passagem da bicicleta para a motocicleta não representou apenas uma troca de veículo. Na prática, significava poder percorrer distâncias maiores e aumentar o volume de serviços realizados durante uma mesma jornada.
Foi a partir dessa atividade que o adolescente permaneceu ligado ao segmento de entregas. O crescimento posterior não ocorreu de uma única vez: a fonte descreve uma trajetória que avançou do serviço individual para uma empresa estruturada de logística.
R3 Express nasceu em 2012 com foco no comércio eletrônico
Anos depois das primeiras entregas, Ricardo Ananias fundou, em 2012, a R3 Express. A empresa foi estruturada para prestar serviços logísticos destinados ao e-commerce.
Esse posicionamento colocou a operação em um segmento diretamente ligado ao crescimento das compras pela internet. Quanto maior o volume de pedidos realizados digitalmente, maior também se torna a necessidade de coleta, transporte e entrega física das mercadorias aos consumidores.
Pandemia levou frota de 100 para 800 veículos
Assista o vídeo
Um dos períodos de maior expansão descritos pela reportagem ocorreu durante a pandemia, quando o comércio eletrônico registrou forte aumento na demanda por entregas.
Nesse intervalo, a frota da R3 Express passou de 100 para 800 veículos. A estrutura deixou de ser composta apenas por motocicletas e passou a reunir motos, carros pequenos, utilitários e caminhões, ampliando a capacidade operacional da empresa.
Operação chegou a 500 mil entregas por mês
Com a ampliação da frota e da estrutura voltada ao comércio eletrônico, a R3 Express alcançou, segundo o Jornal de Brasília, 500 mil entregas por mês.
O número ajuda a dimensionar a diferença entre a atividade inicial exercida por Ricardo e a operação empresarial criada posteriormente. O modelo deixou de depender do trabalho de um único entregador para funcionar por meio de uma frota diversificada e de uma estrutura capaz de movimentar centenas de milhares de encomendas mensalmente.
Logística deixou de ser o único negócio sob sua coordenação
A expansão empresarial também avançou para outros setores. Além da R3 Express, Ricardo passou a investir em negócios reunidos sob a Winner Group.
A reportagem cita a King Higiene, voltada à higienização de restaurantes; a Agência Follow, de marketing; a Investe Favela, direcionada ao apoio a empreendedores de comunidades; a Academia Primera; e o restaurante japonês Yori Sushi.
Faturamento de R$ 100 milhões exige uma ressalva na leitura da fonte
A reportagem apresenta o valor de R$ 100 milhões por ano em dois momentos. Na abertura, associa o número diretamente à R3 Express; mais adiante, entretanto, informa que as diferentes empresas sob coordenação de Ricardo contribuem para um faturamento anual combinado desse montante.
Por cautela, o valor de R$ 100 milhões é tratado aqui como faturamento combinado dos negócios, conforme o detalhamento apresentado posteriormente na própria fonte. O Jornal de Brasília não fornece balanços financeiros individuais nem especifica quanto cada empresa representa dentro desse total.
Crescimento do e-commerce mudou a escala necessária para fazer entregas
O caso também mostra uma transformação operacional do setor. Uma atividade iniciada com bicicleta e depois motocicleta passou a exigir centenas de veículos diferentes quando o volume de pedidos aumentou.
A diversificação entre motos, automóveis, utilitários e caminhões indica que uma operação de 500 mil entregas mensais precisa atender encomendas, distâncias e capacidades de carga distintas, embora a fonte não detalhe a distribuição desses veículos por tipo de rota ou cliente.
Rocinha permaneceu ligada à expansão para outros empreendedores
Entre os negócios citados pela reportagem está a Investe Favela, iniciativa voltada ao apoio de empreendimentos comandados por moradores de comunidades.
A fonte não apresenta número de empresas atendidas, valores investidos ou resultados financeiros específicos dessa operação. Portanto, não é possível medir seu impacto apenas com os dados disponibilizados, embora ela faça parte do conjunto empresarial coordenado por Ricardo.
De entregador adolescente a uma operação de 500 mil entregas mensais
O aspecto economicamente mais relevante da trajetória está na mudança de escala. O adolescente que começou distribuindo jornais de bicicleta passou pela motocicleta, entrou definitivamente no setor de entregas, fundou uma empresa especializada em e-commerce e ampliou a frota de 100 para 800 veículos durante um período de forte demanda.
Hoje, os números apresentados pela fonte colocam a logística no centro dessa transformação: 500 mil entregas por mês na R3 Express e negócios que, segundo o detalhamento da reportagem, alcançam faturamento combinado de R$ 100 milhões por ano. Na sua opinião, o crescimento do comércio eletrônico ainda oferece espaço para novas empresas brasileiras de logística crescerem dessa forma? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

