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Aos 5 anos, pequeno gênio brasileiro tem QI de 135, entrou para a Mensa e surpreende ao memorizar países e aprender novos assuntos sozinho, enquanto a família busca preservar as brincadeiras e a rotina de criança
Escrito por Andriely Medeiros de Araújo
Publicado em 24/08/2026 às 08:15
Atualizado em 24/08/2026 às 08:16
Curiosidades
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Thomas, de 5 anos, teve QI de 135 identificado em avaliação, entrou para a Mensa e chama atenção pela memória, leitura e curiosidade.
Aos 5 anos, Thomas não precisa esperar que um assunto apareça na escola para começar a investigá-lo. Quando alguma curiosidade desperta sua atenção, o menino de Blumenau, em Santa Catarina, procura respostas em livros, vídeos e ferramentas digitais.
Esse comportamento passou a ganhar outro significado depois de uma avaliação realizada em 2024 apontar QI de 135, resultado que posteriormente abriu caminho para sua entrada na Mensa, sociedade internacional voltada a pessoas com elevado desempenho em testes de inteligência.
A trajetória ganhou repercussão em reportagem publicada pelo g1 em 15 de março de 2025. Apesar da atenção provocada pelas habilidades do filho, a família procura evitar que o reconhecimento transforme sua infância em uma rotina dedicada apenas ao desempenho intelectual.
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Entre pesquisas sobre geografia e matemática, Thomas continua brincando, participando de jogos e explorando assuntos conforme a curiosidade muda.
Um assunto cotidiano pode virar nova pesquisa para Thomas
A forma como o garoto escolhe o que estudar ajuda a mostrar que seus interesses não seguem necessariamente uma programação fixa.
Em determinado momento, uma discussão sobre café despertou sua curiosidade. Thomas decidiu então pesquisar quais países estavam entre os principais produtores do mundo e passou a reproduzir informações que havia encontrado. Em outras fases, o foco pode mudar completamente.
Matemática, geografia, formas, números e curiosidades sobre diferentes partes do planeta estão entre os assuntos que aparecem com frequência. A família também relata interesse por jogos que exigem memória e raciocínio.
Xadrez e diferentes jogos de tabuleiro fazem parte dessa rotina. O bingo também chama sua atenção por envolver números.
Quando encontra algo que não conhece, Thomas costuma procurar a explicação por diferentes caminhos, recorrendo a livros, vídeos ou assistentes digitais.
Memória para geografia chamou atenção da família
Entre as habilidades desenvolvidas pelo menino está a facilidade para guardar informações relacionadas aos países.
Thomas memorizou os nomes dos 193 países e também consegue trabalhar com classificações relacionadas ao tamanho dos territórios.
Esse interesse por geografia não apareceu isoladamente. Desde pequeno, o garoto demonstrava facilidade para absorver informações apresentadas a ele e frequentemente transformava uma nova descoberta em ponto de partida para outras perguntas.
Os pais passaram a perceber que a velocidade com que o filho incorporava determinados conteúdos era diferente do que esperavam para aquela idade. Mesmo assim, a confirmação de altas habilidades não ocorreu apenas por observação familiar.
Avaliação em 2024 identificou QI de 135
A família procurou uma avaliação neuropsicológica completa, concluída em 2024. O resultado apontou QI de 135 para Thomas.
A pontuação confirmou formalmente um desempenho intelectual elevado e forneceu uma referência profissional para características que os pais vinham observando desde os primeiros anos. Posteriormente, a família procurou a Mensa.
O menino foi aceito na organização e, de acordo com a reportagem publicada em 2025, tornou-se naquele período o membro mais jovem da entidade no Brasil.
Para a família, o ingresso funcionou principalmente como uma confirmação externa das capacidades já identificadas na avaliação. Thomas, porém, ainda não tinha dimensão completa do significado institucional desse reconhecimento.
Leitura apareceu antes mesmo do início da vida escolar
Um dos primeiros sinais ocorreu por meio dos livros. A família mantinha o hábito de incentivar a leitura e, durante esses momentos, acompanhava as palavras com o dedo enquanto lia para Thomas.
O menino passou gradualmente a associar letras e sons. Em determinado momento, começou a ler sozinho aos 3 anos, antes mesmo de iniciar sua trajetória escolar regular. O processo não foi descrito pela família como resultado de treinamento intensivo.
A leitura surgiu da combinação entre estímulo doméstico, disponibilidade de livros e a própria insistência da criança em compreender o que estava diante dela.
Com o avanço dessa habilidade, o acesso a novos assuntos também aumentou. Ler passou a permitir que Thomas alimentasse por conta própria parte de suas curiosidades.
Mensa chegou depois da identificação das altas habilidades
A participação na Mensa ocorreu somente depois que a avaliação profissional havia fornecido evidências sobre o desempenho cognitivo do menino.
A mãe relatou orgulho com o resultado, principalmente pelo reconhecimento de uma organização internacional ligada a pessoas com alto QI. Ao mesmo tempo, a família procura colocar essa conquista em perspectiva.
Thomas consegue compreender que participa de um grupo específico, mas, aos 5 anos, ainda não entende completamente o peso que adultos atribuem a essa condição.
Essa diferença influencia a maneira como os pais conduzem a exposição do filho. O objetivo não é transformar cada brincadeira, pergunta ou novo aprendizado em uma prova permanente de inteligência.
Curiosidade é estimulada sem transformar infância em competição
Os responsáveis procuram disponibilizar materiais que acompanhem as fases de interesse do menino.
Livros ocupam espaço importante, mas não são a única ferramenta. Vídeos e recursos digitais também entram na busca por respostas quando Thomas apresenta novas perguntas.
O método familiar consiste mais em permitir acesso à informação do que impor uma grade adicional de estudos.
Essa preocupação aparece justamente porque o resultado de QI e a entrada na Mensa poderiam criar expectativas desproporcionais sobre uma criança ainda muito nova.
Na visão dos pais, as habilidades precisam ser acompanhadas e estimuladas, mas sem apagar experiências compatíveis com a idade.
Redes sociais passaram a aproximar família de outros pais
Depois que a história de Thomas ganhou visibilidade, os responsáveis também começaram a compartilhar parte de sua rotina na internet.
As publicações despertaram perguntas de outras famílias interessadas em compreender melhor as altas habilidades e os caminhos utilizados para obter uma avaliação. Com isso, as redes passaram a funcionar como espaço de troca de experiências.
As postagens mostram avanços e curiosidades de Thomas, mas também aproximam responsáveis que enfrentam dúvidas semelhantes sobre desenvolvimento, avaliação e identificação de crianças com desempenho intelectual acima do esperado.
Aos 5 anos, seria cedo para transformar os interesses atuais em uma profissão futura. O que chama atenção na trajetória de Thomas não é apenas aquilo que ele já memorizou, mas a velocidade com que um tema pode despertar novas perguntas.
Em uma semana, o assunto pode envolver países; em outra, números, jogos ou alguma curiosidade encontrada em um livro.
O QI de 135 ajudou a família a compreender melhor essa facilidade, enquanto a entrada na Mensa trouxe reconhecimento institucional. Nenhum dos dois, entretanto, define sozinho aquilo que o menino poderá fazer no futuro.
Por enquanto, Thomas continua justamente na etapa de experimentar: lê, joga, pesquisa, pergunta e troca de interesse conforme novas informações aparecem. Para a família, preservar essa liberdade de descoberta é tão importante quanto acompanhar as capacidades que fizeram seu nome ganhar destaque ainda nos primeiros anos de vida.
Fonte
G1
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

