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Caminhoneiro atravessa o país por 4 dias e 3.700 km, de Teresina a Canoas, para entregar em mãos o remédio e a última dieta especial que faltavam a menino de 12 anos em meio à enchente no RS e cumpre a promessa feita à mãe: “ele disse que ia chegar”
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 24/08/2026 às 16:21
Atualizado 24/08/2026 às 16:23
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Wando Cleyson dirigiu 3.700 km durante quatro dias, de Teresina a Canoas, levando doações e itens para João Pedro, de 12 anos. O menino depende de alimentação especial e medicamentos após hemorragia cerebral; a família estava na última lata da dieta e sem encontrar Aerolin no Rio Grande do Sul.
O caminhoneiro piauiense Wando Cleyson percorreu 3.700 km durante quatro dias, de Teresina até Canoas, no Rio Grande do Sul, levando entre as doações um medicamento e a alimentação em pó necessária para João Pedro, de 12 anos. Os produtos estavam em falta no estado em meio à calamidade provocada pelas enchentes.
Segundo reportagem publicada pelo g1 Piauí em 24 de junho de 2024, Wando participou da rede de solidariedade criada após as enchentes que atingiam o Rio Grande do Sul desde maio. A mãe do menino, Danielly Evangelista, contou que a família já utilizava a última lata da dieta exclusiva de João e não encontrava Aerolin para comprar no Sul.
Wando saiu de Teresina e dirigiu 3.700 km até Canoas
A viagem começou em Teresina, no Piauí, e terminou em Canoas, uma das cidades atingidas pelas enchentes no Rio Grande do Sul.
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Wando permaneceu quatro dias na estrada para completar os aproximadamente 3.700 km entre as duas cidades. O caminhão transportava alimentos, itens de higiene e outras doações destinadas ao centro de distribuição.
Remédio e alimentação especial viajavam junto com as doações
Entre os mantimentos havia itens com destinatário específico: João Pedro, de 12 anos.
O caminhoneiro carregava um medicamento usado pelo menino e a alimentação em pó necessária para sua dieta. Segundo a reportagem, os dois produtos estavam em falta no estado por causa da situação de calamidade.
João Pedro sofreu hemorragia cerebral com seis dias de vida
A necessidade da alimentação e dos medicamentos está ligada ao quadro de saúde do menino.
João Pedro sofreu uma hemorragia cerebral quando tinha apenas seis dias de vida, episódio que, segundo a reportagem, comprometeu todos os seus sentidos e deixou danos neurológicos irreversíveis.
A alimentação especial é exclusiva para ele.
Família estava usando a última lata da dieta
Danielly Evangelista relatou a situação no encontro com o caminhoneiro.
“Ele me prometeu, disse que ia chegar aqui. Nós já estávamos na última latinha da dieta do meu filho, que é o alimento exclusivo dele”, afirmou.
A fala mostrou a urgência da entrega depois de quatro dias de deslocamento entre o Piauí e o Rio Grande do Sul.
Aerolin também estava em falta no Sul
Além da dieta, Wando levou Aerolin, um dos medicamentos utilizados por João Pedro.
“Trouxe também o Aerolin, um das medicações dele que não está tendo aqui no Sul nem pra vender”, disse Danielly durante o encontro.
Os itens chegaram enquanto a família enfrentava dificuldades para encontrá-los localmente.
Caminhoneiro transformou entrega em missão pessoal
Wando afirmou ao g1 que decidiu encarar a viagem para ajudar a mãe e os gêmeos como uma missão pessoal.
“Pra mim era uma missão que eu tinha que cumprir. No início, não sabia o tamanho da responsabilidade que eu estava carregando, até ver pessoalmente as crianças. Fiquei muito contente por ter ajudado”, relatou.
A dimensão da responsabilidade, segundo ele, ficou mais clara somente após conhecer pessoalmente os meninos.
Danielly é piauiense e vive com os filhos no Rio Grande do Sul
Danielly Evangelista é teresinense e vive no Rio Grande do Sul com os gêmeos Pedro Inácio e João Pedro.
A mãe utiliza o perfil @ajudeosgemeospedroejoao para compartilhar a rotina dos filhos e mobilizar campanhas de apoio.
A chegada de Wando reuniu no mesmo local o caminhoneiro, Danielly, Pedro Inácio e João Pedro.
Gêmeos foram diagnosticados com bronquiolite obliterante aos dois anos
Os problemas de saúde da família não se limitam às consequências da hemorragia cerebral sofrida por João Pedro.
Aos dois anos, os gêmeos foram diagnosticados com bronquiolite obliterante depois de uma infecção hospitalar.
Os impactos da doença são diferentes para cada um dos irmãos.
Pedro Inácio consegue se mover, comer e falar
Pedro Inácio, ao contrário do irmão, consegue se movimentar, se alimentar e falar.
A bronquiolite, porém, comprometeu sua saúde pulmonar e criou outra necessidade médica importante para a família.
Segundo a reportagem, ele aguardava um transplante de pulmão.
Transplante deve ser realizado na Santa Casa de Porto Alegre
O transplante aguardado por Pedro Inácio deve ser feito na Santa Casa de Misericórdia, em Porto Alegre.
Danielly mantém nas redes sociais registros da rotina dos dois filhos e das necessidades associadas aos tratamentos.
A mobilização pela família continuava paralelamente às dificuldades impostas pelas enchentes no estado.
Promessa terminou com Wando entregando os itens após quatro dias de estrada
A viagem de Wando Cleyson terminou em Canoas depois de quatro dias e 3.700 km, com a entrega dos mantimentos e dos itens necessários a João Pedro.
Danielly havia ouvido do caminhoneiro a promessa de que ele chegaria. Quando os dois se encontraram, a família estava na última lata da alimentação exclusiva do menino e sem encontrar Aerolin no Sul.
Para você, o que mais chama atenção na atitude de Wando: percorrer 3.700 km em quatro dias, assumir a entrega como missão pessoal ou cumprir a promessa feita à mãe em meio à calamidade? Deixe sua opinião nos comentários.
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Wando Cleyson
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

