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Engenheiros escavam até 25 cavernas a mais de 100 metros dentro de montanha suíça para bilionários guardarem Ferraris, ouro, vinhos e obras de arte por 99 anos
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 24/08/2026 às 20:58
Ciência e Tecnologia
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Complexo construído no maciço de Brünig poderá armazenar ouro, obras de arte, automóveis e vinhos, com espaços personalizados, temperatura natural de 13 °C e direitos de uso por 99 anos
Os cofres subterrâneos do Brünig Mega Safe começaram a ser escavados em janeiro de 2026 dentro de um maciço rochoso próximo à vila de Lungern, na Suíça. O projeto prevê entre 20 e 25 cavernas protegidas por mais de 100 metros de rocha e adaptadas às necessidades de cada cliente.
O empreendimento é desenvolvido pela Brünig Mega Safe AG, empresa ligada à família Gasser, que acumula décadas de experiência em escavações e construções subterrâneas. As primeiras cavernas deverão ficar prontas em aproximadamente dois anos, contados a partir do início oficial das obras.
Os espaços foram concebidos principalmente para armazenar bens valiosos, como metais preciosos, obras de arte, automóveis, vinhos, documentos e componentes tecnológicos. O tamanho, o acabamento e os sistemas internos poderão variar conforme as exigências do comprador.
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Cofres subterrâneos começaram a ser escavados em janeiro
A Brünig Mega Safe AG anunciou em 29 de janeiro de 2026 que havia iniciado a construção das cavernas no maciço de Brünig. A retomada do projeto ocorreu depois da conclusão dos primeiros contratos com clientes.
A abertura oficial da frente de trabalho aconteceu em 28 de janeiro. Antes da primeira detonação, foi realizada uma cerimônia tradicional ligada à mineração e à construção de túneis.
O empreendimento já possuía licença para as cavernas destinadas ao armazenamento e para o setor de alta segurança. Com os contratos assinados, a empresa conseguiu avançar da fase de planejamento para a escavação efetiva da primeira unidade.
A previsão divulgada pela companhia aponta que as primeiras cavernas poderão ser concluídas no início de 2028. O prazo, contudo, é uma projeção e poderá variar conforme as dimensões e as adaptações contratadas pelos clientes.
Escavação avança dentro do maciço de Brünig
A execução dos trabalhos ficou a cargo da Gasser Felstechnik, companhia especializada em engenharia subterrânea. Segundo a descrição técnica publicada pela construtora, o contrato foi recebido pouco antes do Natal de 2025.
As atividades de instalação começaram após o recesso natalino. Desde a abertura da frente de escavação, as equipes avançam gradualmente para dentro da montanha, perfurando, detonando e retirando o material rochoso.
A primeira etapa envolve a construção do acesso e da primeira caverna encomendada por um cliente. As seções escavadas apresentam áreas que variam entre 70 e 130 metros quadrados, dimensões consideradas incomuns até mesmo para trabalhos subterrâneos de grande porte.
Por causa do tamanho das galerias, a escavação é executada em etapas. Primeiro, a equipe remove a parte superior da seção; em seguida, avança sobre a porção inferior até alcançar o perfil completo previsto no projeto.
A construtora indicou janeiro a dezembro de 2026 como período de execução da etapa contratada. Essa programação não representa necessariamente a conclusão de todo o complexo, pois cada caverna será planejada e construída de acordo com as solicitações do respectivo cliente.
Temperatura natural permanece próxima de 13 °C
O sistema subterrâneo deverá ocupar uma área aproximada de 200 por 300 metros. Thomas Gasser, presidente do conselho de administração da Brünig Mega Safe, estima que o empreendimento poderá reunir entre 20 e 25 cavernas.
Em entrevista à emissora pública suíça SRF, Gasser afirmou que a temperatura natural no interior do maciço permanece próxima de 13 °C tanto no verão quanto no inverno.
A estabilidade térmica favorece o armazenamento de determinados bens, mas as necessidades internas poderão mudar conforme o conteúdo. Adegas, coleções de arte, documentos e equipamentos tecnológicos podem exigir sistemas próprios de ventilação, segurança e controle ambiental.
O projeto não consiste em uma série de cofres bancários convencionais. Os clientes poderão adquirir espaços suficientemente grandes para guardar coleções de automóveis, grandes quantidades de vinho, metais preciosos ou obras de arte.
Segundo Gasser, a empresa recebeu consultas de um interessado que desejava armazenar 20 automóveis e de outro que pretendia guardar 100 mil garrafas de vinho. As solicitações representam manifestações de interesse relatadas pelo empresário, não a confirmação pública de que esses contratos foram fechados.
Direitos subterrâneos podem valer por 99 anos
Uma caverna com aproximadamente 20 metros quadrados foi estimada em pouco mais de 500 mil francos suíços. Também estão previstas unidades maiores, cujo valor dependerá das dimensões, da infraestrutura e dos sistemas escolhidos.
A aquisição é estruturada por meio de um direito subterrâneo de construção e uso, e não apenas como o aluguel de um compartimento. Esses direitos podem ser registrados no cadastro imobiliário local e permanecer válidos por até 99 anos.
A administração das estruturas comuns, dos acessos e da infraestrutura ficará sob responsabilidade da Brünig Mega Safe. Já a configuração interna das cavernas será definida em conjunto com cada cliente.
O acesso deverá passar por diferentes controles de segurança. Explosivos e drogas não poderão ser armazenados, conforme as restrições apresentadas pela empresa.
O maciço já abriga outras instalações subterrâneas, incluindo um estande de tiro, um túnel empregado em treinamentos de bombeiros, um restaurante e um depósito de explosivos. Agora, a experiência acumulada nessas estruturas sustenta a expansão de um complexo voltado à proteção privada de patrimônios de alto valor.
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Fonte
https://www.felstechnik.c
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

