A candidata à reeleição ao governo do Acre, Mailza Assis (Progressistas), afirmou nesta segunda-feira (24), durante sabatina do ac24horas, que não pretende estabelecer uma meta fixa de unidades habitacionais para um eventual novo mandato sem antes garantir os recursos necessários para a construção.
Questionada sobre o número de moradias que pretende entregar caso seja reeleita, diante da promessa feita anteriormente pelo ex-governador Gladson Cameli de construir 11 mil unidades habitacionais, Mailza afirmou que cada gestor deve responder pelos próprios compromissos e destacou que seu plano de governo foi elaborado com metas que considera possíveis de serem executadas.
“Cada pessoa é responsável pelos seus atos, né? A minha gestão é de continuidade. Nós nos elegemos para o mandato de quatro anos, né? Faltam alguns meses para a conclusão deste mandato. Então, o meu mandato continua porque o nosso pleito foi de quatro anos”, afirmou.
Mailza disse que orientou sua equipe a elaborar um plano de governo baseado em propostas que possam efetivamente ser entregues à população, evitando repetir promessas que dependam de recursos ainda não assegurados.
“Quando eu pedi para fazer o meu plano de governo, que sentei com a minha equipe e foram escrever o plano, eu fui bem clara e enfática de que eu queria um plano que fosse executável, que eu pudesse realizar. Eu não gostaria de prometer nada à população acreana que eu não pudesse fazer de fato”, ressaltou.
A candidata reconheceu que o planejamento feito anteriormente não conseguiu alcançar todos os resultados previstos e atribuiu parte das dificuldades a acontecimentos que afetaram a execução das políticas públicas.
“O que estamos fazendo agora foi um planejamento que fizemos há quatro anos atrás. Participei, participei, mas ocorreram tantas coisas, nem tudo é como a gente espera, né? E há necessidade de a gente fazer algo que possa ser concretizado, que possamos entregar.”
Apesar de não estabelecer uma meta total para um eventual segundo mandato, Mailza afirmou que o Estado atualmente possui recursos para construir cerca de 2.700 moradias.
“Nós temos o recurso agora para construir 2.700 casas. Eu posso querer construir 10 mil casas, mas eu preciso ter uma garantia desse recurso”, ponderou.
A candidata também citou sua atuação no Senado Federal e afirmou que destinou parte significativa de suas emendas para a área social, incluindo habitação. “Moradia é uma necessidade extrema. Nós precisamos nos dedicar a isso. Sempre, as minhas emendas, por exemplo, quando eu estava no Senado Federal, foi a maior parte para a área social. Dentro delas, moradia”, pontuou.
Mailza afirmou que o governo estadual já conseguiu entregar cerca de 500 unidades e possui outras moradias em construção. “Não foi possível entregarmos o que foi planejado lá pelo nosso governador, pelo nosso planejamento inicial, mas já conseguimos entregar 500 casas, já temos mais essas 2.700 em construção”, ressaltou.
Questionada sobre a dificuldade para executar obras habitacionais com recursos de emendas federais, Mailza afirmou que a burocracia e as exigências técnicas dificultam a execução dos projetos. “É uma burocracia muito grande, executar a obra de recurso de emenda federal, por exemplo. É muito burocrático, a gente se esbarra num monte de exigências, tem que ter uma equipe técnica muito boa e nós temos”, ponderou.
Ela também citou a pandemia e outras demandas enfrentadas pelo Estado como fatores que prejudicaram a conclusão de projetos habitacionais. “Mas aí, passamos por pandemia, passamos por diversas outras necessidades que nós não conseguimos concluir a execução de todas essas casas que foram planejadas”, ressaltou.
Apesar das dificuldades, Mailza afirmou que a construção de moradias será uma prioridade em um eventual novo mandato. “Mas o meu compromisso é de construir casas, de construir habitação para a nossa população, porque é uma necessidade enorme”, pontuou.
Questionada novamente sobre a ausência de uma meta numérica no plano de governo e se a decisão teria como objetivo evitar críticas por eventual descumprimento, Mailza afirmou que até poderia estabelecer um número, mas que a promessa precisaria estar acompanhada da garantia de recursos.
“Olha, a gente pode até estabelecer um certo número, mas o que não pode faltar é a intenção disso. Eu posso me comprometer com o que no momento? Com o recurso que tem, né?”, ressaltou.
Segundo ela, a construção de um número maior de unidades dependerá da capacidade financeira do Estado e da articulação com o governo federal e a bancada do Acre. “Para isso, nós precisamos de um bom relacionamento com o governo federal, nós precisamos de uma bancada bem organizada para a destinação desse recurso. Então, se nós queremos construir habitação, nós precisamos garantir condição mínima de recursos para isso”, pontuou.
Mailza também afirmou que o orçamento estadual deverá reservar recursos para a política habitacional. “E claro, no nosso orçamento, e aí a gente entra num grande gargalo, que é a possibilidade de investimento com o orçamento que temos, mas com certeza parte do orçamento vai ter dado uma prioridade, vai precisar ser feita uma reserva para a construção de casas, para o programa habitacional, porque nós precisamos muito”, finalizou.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

