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Homem com doença rara é taxado em R$ 8,5 mil pela Receita Federal ao importar do Japão remédio que no Brasil custa até R$ 24 mil, e reacende debate sobre tributação de medicamentos importados
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 25/08/2026 às 06:33
Atualizado em 25/08/2026 às 06:34
Economia
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Caso divulgado em 26 de maio de 2026 envolve paciente que afirma ter recebido cobrança de R$ 8,5 mil após trazer do Japão um medicamento essencial, enquanto o tratamento pode chegar a R$ 24 mil por mês no Brasil
Um homem com doença rara relatou ter enfrentado problemas para trazer ao Brasil um medicamento comprado no Japão e ter recebido uma cobrança de aproximadamente R$ 8,5 mil durante a fiscalização da Receita Federal. O episódio veio a público em 26 de maio de 2026, quando o relato do paciente passou a repercutir nas redes sociais e em veículos de imprensa.
Segundo o Sampi, o paciente identificado como Emilliano disse que cada aplicação do medicamento custa mais de R$ 12 mil no Brasil, enquanto no Japão o valor seria de cerca de R$ 2 mil. Como, de acordo com seu relato, são necessárias duas aplicações por mês, o tratamento no país pode chegar a aproximadamente R$ 24 mil mensais.
A diferença de preço ajuda a explicar por que ele decidiu viajar e comprar quantidade suficiente para aproximadamente três meses de tratamento.
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Segundo o relato divulgado naquele momento, na volta ao Brasil a medicação teria sido retida durante a fiscalização no aeroporto. Além da retenção, Emilliano afirmou ter sido surpreendido pela cobrança de aproximadamente R$ 8,5 mil em taxas, o que ampliou sua revolta diante da necessidade de manter o tratamento.
Tratamento mais caro no Brasil levou paciente a buscar medicamento no exterior
O relato de Emilliano expôs uma dificuldade enfrentada por pacientes que dependem de medicamentos de alto custo: encontrar alternativas para manter tratamentos contínuos quando os valores praticados no Brasil são elevados.
No caso dele, a compra no Japão teria sido uma tentativa de reduzir o peso financeiro do tratamento. Segundo o paciente, o medicamento custava aproximadamente R$ 2 mil por aplicação no país asiático, ante mais de R$ 12 mil no Brasil.
Ele afirmou que decidiu trazer quantidade suficiente para cerca de três meses justamente para evitar viagens frequentes ao exterior. Em tratamentos prolongados, dificuldades no acesso ao medicamento podem comprometer a continuidade da terapia.
Retenção no aeroporto e cobrança de R$ 8,5 mil marcaram o relato divulgado em maio
De acordo com o relato que ganhou repercussão em 26 de maio de 2026, a medicação teria sido retida pela Receita Federal na chegada ao país. Emilliano também afirmou ter recebido uma cobrança de aproximadamente R$ 8,5 mil em taxas.
Nas reportagens publicadas naquele momento, não havia informação sobre eventual liberação posterior dos medicamentos nem posicionamento oficial da Receita Federal especificamente sobre o episódio.
Por isso, os detalhes sobre a retenção, os valores cobrados e as circunstâncias da fiscalização permaneciam baseados principalmente no relato do próprio paciente.
Episódio levantou discussão sobre medicamentos trazidos do exterior para uso pessoal
A repercussão do caso colocou novamente em evidência a discussão sobre medicamentos trazidos do exterior para uso pessoal, especialmente em situações envolvendo tratamentos caros e pacientes que afirmam encontrar preços muito menores em outros países.
No relato de Emilliano, a diferença era expressiva. Cada aplicação custaria cerca de R$ 2 mil no Japão e mais de R$ 12 mil no Brasil. Como o paciente afirmou necessitar de duas aplicações mensais, a despesa no mercado brasileiro poderia chegar a aproximadamente R$ 24 mil por mês.
A comparação ajuda a entender a decisão de buscar o medicamento no exterior, embora as circunstâncias tributárias e aduaneiras de cada entrada no país dependam das características da mercadoria e das regras aplicáveis ao caso concreto.
Sem posicionamento oficial divulgado à época, episódio permaneceu baseado no relato do paciente
Até as reportagens publicadas em 26 de maio de 2026, não havia sido divulgado um posicionamento oficial da Receita Federal especificamente sobre o episódio narrado por Emilliano, nem um desfecho público sobre a situação dos medicamentos.
Essa ausência é importante porque impede afirmar, apenas com base no material disponível, quais critérios foram usados na fiscalização ou qual foi o resultado posterior da retenção.
O que estava documentado naquele momento era o relato do paciente de que viajou ao Japão para comprar medicamentos necessários ao seu tratamento, trouxe quantidade suficiente para aproximadamente três meses e recebeu uma cobrança de cerca de R$ 8,5 mil ao retornar ao Brasil.
A repercussão do episódio evidenciou o impacto que custos elevados e entraves na obtenção de medicamentos podem ter sobre pacientes que dependem de tratamentos contínuos, além de alimentar discussões sobre acesso, importação e tributação de produtos destinados à saúde.
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Fonte
sampi.net.br
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

