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Depois de perder a mãe aos 17 anos e trabalhar como doméstica, brasileira conclui os estudos pela EJA, cria o filho pequeno e conquista aprovação em concurso da Polícia Civil
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 25/08/2026 às 07:19
Atualizado em 25/08/2026 às 07:20
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Janailde dos Santos Sousa concluiu os estudos pela EJA, trabalhou como doméstica, retomou a preparação com um filho pequeno e foi aprovada para atuar no apoio administrativo da Polícia Civil do Distrito Federal.
Janailde dos Santos Sousa precisou interromper os estudos, perdeu a mãe aos 17 anos e trabalhou como empregada doméstica para seguir em frente. Anos depois, conciliando a criação do filho pequeno, a faculdade e uma rotina de preparação para concursos, conquistou a aprovação na Polícia Civil do Distrito Federal.
A trajetória começou muito antes de seu nome aparecer em documentos do concurso da PCDF. Com dificuldades financeiras desde a juventude, ela precisou reconstruir a própria formação enquanto trabalhava no Lago Sul, em Brasília.
Foi pela Educação de Jovens e Adultos, a EJA, que conseguiu concluir o ensino fundamental e o ensino médio. O passo abriu caminho para um projeto que, por muito tempo, parecia distante: disputar uma vaga no serviço público.
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A perda da mãe e o trabalho doméstico mudaram sua rotina
A morte da mãe, quando Janailde tinha 17 anos, marcou o início de um período de dificuldades. A necessidade de trabalhar levou a interrupções nos estudos e exigiu que ela reorganizasse os planos mais de uma vez.
Mesmo diante da rotina como empregada doméstica, ela voltou à escola. A modalidade de ensino voltada a jovens e adultos permitiu recuperar etapas da educação básica que haviam ficado pelo caminho.
Concluir o ensino fundamental e o médio não encerrou os obstáculos. Mas representou a possibilidade de disputar oportunidades que antes pareciam fora de alcance.
As primeiras reprovações não encerraram o sonho
Janailde começou a tentar concursos públicos em 2014. Os primeiros resultados não foram os esperados, e ela acabou se afastando temporariamente da preparação.
O retorno aconteceu em 2022, em um momento de desemprego e com um filho ainda pequeno. A perspectiva de construir uma situação mais estável para a família fez com que os estudos voltassem a ocupar espaço em sua rotina.
A decisão veio acompanhada de novos desafios. Além de cuidar da criança e da casa, Janailde passou a conciliar a preparação com uma graduação a distância.
Durante períodos como as férias escolares do filho, organizar os horários exigia ainda mais esforço. O apoio do marido e da rede familiar ajudou a manter a continuidade dos estudos mesmo nos dias mais difíceis.
Três horas por dia ajudaram a transformar a preparação
Para manter o ritmo, Janailde estabeleceu uma meta de aproximadamente três horas diárias de estudo. Em vez de esperar uma rotina ideal, procurou aproveitar o tempo que conseguia reservar entre as demais responsabilidades.
Videoaulas, resolução de questões, simulados e provas anteriores fizeram parte de sua preparação. Ela também deu atenção às matérias básicas, especialmente língua portuguesa, e procurou acompanhar a própria evolução com exercícios frequentes.
O método não eliminou as dificuldades, mas trouxe constância a uma rotina dividida entre maternidade, trabalho doméstico e faculdade. Aos poucos, o projeto de aprovação deixou de ser apenas uma possibilidade distante.
A aprovação chegou para a carreira administrativa da PCDF
O resultado veio no concurso para Analista de Apoio às Atividades Policiais, na especialidade de agente administrativo da Polícia Civil do Distrito Federal. O nome de Janailde dos Santos Sousa também aparece em edital oficial relacionado ao processo seletivo.
A função integra a estrutura administrativa da corporação. A conquista representa uma mudança de rumo para quem precisou retomar os estudos, enfrentar reprovações e reorganizar a própria vida para continuar tentando.
Para Janailde, a aprovação reúne várias etapas de uma história construída aos poucos: a volta à escola pela EJA, o período como trabalhadora doméstica, os cuidados com o filho e a disciplina de estudar todos os dias.
Mais do que um resultado em concurso, o percurso mostra como a educação, o apoio familiar e a persistência podem abrir oportunidades mesmo quando o ponto de partida é marcado por perdas e dificuldades.
Você conhece alguém que mudou de vida por meio dos estudos ou venceu grandes dificuldades para passar em um concurso? Compartilhe essa história nos comentários.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

