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Ao dirigir pela Rodovia Anhanguera sob chuva forte por volta das 2h da madrugada, casal percebe vulto no meio da pista, reduz a velocidade e encontra menino de 2 anos caminhando sozinho e usando apenas fralda após três adultos transferirem entre si a responsabilidade de cuidar dele
Escrito por Caio Aviz
Publicado em 27/08/2026 às 00:32
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Um menino de 2 anos saiu sozinho de uma casa às margens da Rodovia Anhanguera, chegou ao km 317 apenas de fralda e foi encontrado durante uma madrugada de chuva forte por um casal, que percebeu a criança caminhando no meio da pista; o resgate revelou que três adultos haviam transferido entre si a responsabilidade de cuidar dele, e a Polícia Civil passou a investigar possível abandono de incapaz.
A chuva forte atingia a Rodovia Anhanguera quando um casal percebeu um pequeno vulto no meio da pista. Era por volta das 2h da manhã. Ao se aproximarem, os dois descobriram algo muito diferente: um menino de 2 anos caminhava sozinho, molhadao e usando apenas fralda.
A criança estava no km 317, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. O casal interrompeu o trajeto, protegeu o menino e acionou a Polícia Militar e a concessionária responsável pela rodovia.
Casal parou ao perceber que o vulto era uma criança
A cena ganhou outra dimensão quando o casal conseguiu identificar o que estava no meio da pista. A baixa visibilidade provocada pelo temporal dificultava a percepção de qualquer obstáculo na rodovia.
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A pouca altura do menino também aumentava o risco. Um motorista poderia enxergá-lo tarde demais, principalmente em um trecho molhado e durante a madrugada.
O casal permaneceu ao lado da criança até a chegada das equipes de atendimento. Naquele momento, nenhum responsável estava próximo e ninguém apareceu para explicar como o menino havia alcançado a rodovia.
Depois do resgate, ele foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento Norte. Posteriormente, seguiu para o Hospital Santa Lydia, onde passou por exames.
O menino estava molhado por causa da chuva. As informações divulgadas não apontaram ferimentos, apesar da exposição ao tráfego e às condições do temporal.
Mãe procurou a polícia depois do desaparecimento
A história teve outro capítulo quando a mãe procurou a polícia para informar que o filho havia desaparecido.
A jovem, de 19 anos, contou que havia saído no domingo para encontrar o namorado. Antes de deixar a residência, colocou o menino sob os cuidados da madrinha, uma mulher de 23 anos.
A madrinha também decidiu sair. Segundo o boletim de ocorrência, ela transferiu a responsabilidade pela criança para um homem de 52 anos.
Os três adultos moravam em uma casa localizada às margens da Rodovia Anhanguera, perto do ponto onde o menino acabou encontrado.
A sequência chamou a atenção das autoridades. A mãe deixou o filho com a madrinha, a madrinha repassou os cuidados ao homem e, em algum momento, a criança conseguiu sair sem acompanhamento.
Nenhum dos adultos percebeu a tempo que o menino havia deixado o imóvel e caminhava em direção à pista.
Menino chegou à rodovia sem nenhum adulto
O detalhe que mais chama atenção é o caminho percorrido por uma criança tão pequena durante uma madrugada de chuva forte.
As informações públicas não esclarecem por qual porta, janela ou outra abertura o menino saiu da casa. Também não indicam durante quanto tempo ele permaneceu sozinho antes do resgate.
A distância exata percorrida também não foi divulgada. Ainda assim, a criança conseguiu deixar o imóvel, alcançar o km 317 e caminhar no meio da rodovia usando apenas fralda.
A proximidade da residência com a Anhanguera transformou a ausência de supervisão em um perigo imediato.
A chuva reduzia a visibilidade, deixava o asfalto molhado e aumentava a distância necessária para uma frenagem. Nesse cenário, poucos segundos poderiam determinar o desfecho da ocorrência.
A parada do casal impediu que o menino continuasse exposto aos carros, ônibus e caminhões que utilizavam o trecho.
Criança foi levada para acolhimento institucional
Depois de receber alta hospitalar, o menino não retornou imediatamente para a residência da família.
O Conselho Tutelar determinou que a criança fosse encaminhada para acolhimento institucional temporário. A situação familiar precisaria passar por avaliação antes de uma eventual devolução.
Assista o vídeo
A Polícia Civil registrou a ocorrência como abandono de incapaz e informou que abriria um inquérito para apurar as responsabilidades.
A investigação deveria esclarecer quem estava efetivamente encarregado do menino quando ele deixou a casa e chegou à rodovia.
Não foi localizada uma atualização pública posterior sobre o encerramento do inquérito, a responsabilização dos adultos ou a definição da guarda da criança.
O que começou como um vulto percebido durante uma madrugada de chuva terminou com um casal parado na Rodovia Anhanguera diante de uma situação que poderia ter acabado de forma muito diferente.
A imagem do menino de 2 anos caminhando sozinho, molhado e apenas de fralda transformou poucos segundos de atenção na estrada em um resgate decisivo.
Na sua opinião, qual dos três adultos deveria responder diretamente pelo que aconteceu? Responda nos comentários.
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Caio Aviz
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

