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Ao dirigir pela MT-242 durante a noite, motorista encontra menino de 2 anos no meio da rodovia, consegue desviar por pouco depois de duas carretas passarem pelo mesmo trecho, decide parar e descobre que ele havia saído de uma casa a cerca de 100 metros sem que a responsável percebesse
Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 27/08/2026 às 11:10
Curiosidades
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Motorista encontrou menino de 2 anos sozinho no meio da MT-242 à noite, desviou por pouco e descobriu que ele havia saído de uma casa a 100 metros.
Em 15 de setembro de 2018, o motorista Huelinton Mendes, então coordenador de Esporte de Nova Ubiratã, em Mato Grosso, seguia pela MT-242 durante a noite quando encontrou uma cena que, segundo seu próprio relato ao Só Notícias, lhe provocou um “susto muito grande”. No meio da pista estava um menino de apenas 2 anos, sozinho, em um trecho escuro da rodovia na saída do município. Mendes conseguiu desviar da criança e imediatamente interrompeu o percurso para entender o que estava acontecendo.
O risco era ainda maior do que parecia no primeiro instante. Conforme Mendes relatou ao veículo, duas carretas haviam acabado de passar pelo mesmo local pouco antes de ele encontrar o menino. Depois do resgate, o motorista descobriu que a criança estava sob os cuidados de uma mulher em uma residência localizada a aproximadamente 100 metros da MT-242 e havia conseguido sair sem que ela percebesse. Apesar da situação, o menino foi entregue sem ferimentos, e o Conselho Tutelar deveria acompanhar o episódio.
Motorista havia saído para atender atletas quando encontrou a criança na MT-242
Huelinton Mendes não estava procurando uma criança desaparecida nem participava de uma operação de resgate naquela noite.
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Segundo o relato publicado pelo Só Notícias em 16 de setembro de 2018, ele estava envolvido na realização de um campeonato de futebol e precisou sair para atender alguns atletas. Foi durante esse deslocamento que se deparou com o menino.
A ocorrência foi registrada na saída de Nova Ubiratã, município do norte de Mato Grosso que o veículo situava a cerca de 169 quilômetros de Sinop.
O percurso que deveria ser apenas mais um deslocamento relacionado ao evento esportivo mudou abruptamente quando Mendes percebeu uma pequena figura sobre a pista.
O menino tinha apenas 2 anos e estava no meio da rodovia
Não se tratava de uma criança caminhando acompanhada pelo acostamento. O relato de Mendes é específico: o menino estava no meio da rodovia.
Com apenas 2 anos, sua capacidade para reconhecer velocidade, distância de frenagem ou direção dos veículos seria naturalmente muito limitada. A situação colocava a criança diretamente no trajeto de carros e veículos pesados que utilizavam a MT-242.
Além disso, era noite e o trecho estava muito escuro, conforme descreveu o motorista.
Isso tornava a identificação da criança ainda mais difícil para qualquer condutor que se aproximasse em velocidade rodoviária.
Huelinton Mendes disse que conseguiu desviar “por muita sorte”
A primeira reação do motorista não foi parar. Antes disso, ele precisou evitar o atropelamento.
Mendes contou que viu a criança repentinamente e conseguiu desviar. Ao descrever o episódio, atribuiu o resultado à sorte diante da baixa visibilidade existente naquele momento.
A presença de uma criança tão pequena no centro de uma rodovia à noite cria uma situação crítica porque o condutor dispõe de poucos segundos para perceber o obstáculo, compreender que se trata de uma pessoa e reagir.
Nesse caso, Mendes conseguiu executar a manobra sem atingir o menino.
Duas carretas tinham acabado de passar pelo mesmo ponto
O elemento que tornou a ocorrência ainda mais impressionante surgiu imediatamente depois. Segundo o próprio motorista, duas carretas tinham passado pouco antes pelo trecho onde a criança foi encontrada.
A reportagem não informa a distância exata entre os veículos pesados e o menino, nem confirma se os caminhoneiros chegaram a visualizar a criança.
O fato confirmado é que duas carretas haviam acabado de utilizar o mesmo trecho e, pouco depois, Mendes encontrou o garoto no meio da pista.
Motorista interrompeu o trajeto depois de conseguir desviar
Após evitar o impacto, Mendes não simplesmente continuou dirigindo. Ele parou para retirar a criança da situação de risco e tentar descobrir de onde ela havia vindo.
Se permanecesse no meio da MT-242, outros carros ou caminhões poderiam surgir em seguida.
A interrupção do trajeto permitiu que a criança deixasse a rodovia antes que outro veículo encontrasse a mesma situação.
Casa onde menino estava ficava a apenas 100 metros da MT-242
Depois do resgate, Mendes conseguiu descobrir que a criança não havia percorrido uma longa distância.
Segundo ele, o menino estava sendo cuidado por uma mulher em uma casa localizada a aproximadamente 100 metros da rodovia.
Essa distância ajuda a reconstruir o episódio. Em algum momento, o garoto conseguiu deixar o imóvel ou a área onde permanecia e percorreu o espaço entre a residência e a MT-242.
Para um adulto, 100 metros representam poucos minutos caminhando. Para uma criança de apenas 2 anos, foram suficientes para colocá-la diretamente em uma rodovia utilizada por veículos pesados.
Mendes relatou que a criança saiu da casa sem que a mulher responsável por seus cuidados percebesse.
Apenas alguns minutos podem ter separado a casa de uma situação extremamente perigosa
A proximidade entre a residência e a rodovia ajuda a explicar como esse tipo de episódio pode acontecer rapidamente.
Uma criança pequena não precisa percorrer quilômetros para chegar a uma área de risco quando existe uma estrada movimentada perto da casa.
Nesse caso, eram aproximadamente 100 metros entre o imóvel descrito pelo motorista e a MT-242. A história também mostra por que portas, portões e áreas externas exigem atenção especial quando há crianças muito pequenas no imóvel.
Não é necessário que exista intenção de fugir ou capacidade de compreender onde a estrada leva. Basta que uma saída permaneça acessível por tempo suficiente.
Menino foi entregue sem nenhum ferimento aparente
Apesar da sequência de riscos, o desfecho imediato foi positivo. Huelinton Mendes informou que o menino foi entregue sem ferimentos.
A reportagem publicada no dia seguinte informou que o Conselho Tutelar deveria acompanhar a ocorrência.
O Estatuto da Criança e do Adolescente atribui aos Conselhos Tutelares funções de atendimento e aplicação de medidas de proteção quando os direitos de crianças ou adolescentes estão ameaçados ou violados, além de permitir que requisitem serviços públicos e encaminhem determinados fatos às autoridades competentes.
Isso não significa que toda situação de criança localizada sozinha automaticamente resulte em punição criminal de algum responsável.
As circunstâncias precisam ser analisadas individualmente. No caso de Nova Ubiratã, a publicação original apenas informou que o órgão acompanharia a situação.
Na MT-242, motorista precisou reagir antes mesmo de conseguir entender o que via
No caso de Huelinton Mendes, porém, havia uma diferença crucial. Ele não viu inicialmente uma criança protegida pelo acostamento.
Quando percebeu o menino, já precisava desviar do obstáculo que estava no meio da rodovia.
Somente depois da reação imediata houve tempo para parar, aproximar-se e entender o que havia acontecido.
Essa sequência ajuda a explicar por que o relato do motorista enfatizou o susto e a baixa visibilidade.
À noite, poucos segundos podem separar o primeiro momento em que os faróis iluminam uma pessoa da necessidade de executar uma manobra de emergência.
De uma casa a 100 metros da rodovia ao caminho de duas carretas
A dimensão da história aparece quando os acontecimentos são reconstruídos em sequência.
Um menino de 2 anos estava numa casa situada a aproximadamente 100 metros da MT-242. Em algum momento da noite, saiu sem que a mulher responsável percebesse.
Caminhou até a rodovia. E chegou ao meio da pista.
Duas carretas haviam acabado de passar. Pouco depois veio o veículo conduzido por Huelinton Mendes.
Ele estava apenas deixando temporariamente um campeonato de futebol para atender atletas quando enxergou a criança na escuridão e precisou desviar.
Depois da manobra, tomou a decisão que encerrou o risco imediato: parou.
O motorista localizou a origem do menino, descobriu que a criança havia escapado sem ser percebida e conseguiu devolvê-la sem ferimentos.
O caso então foi encaminhado para acompanhamento do Conselho Tutelar.
Não houve operação policial de grande porte, busca com helicóptero ou mobilização de dezenas de pessoas.
Houve um motorista que seguia por uma rodovia escura, viu algo onde jamais deveria haver uma criança, conseguiu desviar por pouco e decidiu não continuar viagem enquanto um menino de apenas dois anos permanecia exposto ao próximo veículo que aparecesse pela MT-242.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

