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Petrobras sobe mais de 3%, ajuda Ibovespa a recuperar os 175 mil pontos na 7ª alta seguida, enquanto desemprego cai a 5,3%, dólar fecha a R$ 5,16 e Justiça suspende imposto de 12% sobre exportação de petróleo
Escrito por Roberta Souza
Publicado em 28/08/2026 às 15:01
Atualizado em 28/08/2026 às 15:28
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Bolsa brasileira começou o pregão pressionada, mas virou com apoio da estatal e de outras commodities; no mesmo dia, mercado absorveu desemprego historicamente baixo, dólar em alta e superávit de R$ 10,8 bilhões do Governo Central
O Ibovespa aos 175 mil pontos voltou a ser realidade no fechamento de quinta-feira, 27 de agosto, depois de uma sessão que começou no campo negativo e terminou com alta de 0,31%, aos 175.135 pontos. Conforme informações publicadas pela A Revista, a recuperação ganhou força com a valorização da Petrobras, enquanto novos dados de emprego, câmbio e contas públicas adicionaram outras peças ao cenário acompanhado pelos investidores.
A virada levou o principal índice da B3 à sétima sessão consecutiva de valorização. Ao mesmo tempo, as ações preferenciais da Petrobras, PETR4, terminaram o pregão com avanço de 3,02%, em um dia marcado também por uma decisão judicial que suspendeu a cobrança de 12% sobre as exportações de petróleo.
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A combinação ajudou a tirar a Bolsa do terreno negativo. Porém, o movimento não veio de um único fator.
Petrobras sobe mais de 3% e ajuda Ibovespa aos 175 mil pontos
A Petrobras esteve entre os principais pontos de apoio do mercado brasileiro. Durante o pregão, a melhora das ações da estatal coincidiu com uma recuperação dos preços internacionais do petróleo e com uma decisão da Justiça Federal do Distrito Federal envolvendo a tributação das exportações da commodity.
A Justiça suspendeu a cobrança do imposto de 12% sobre a exportação de petróleo, atendendo a uma ação apresentada pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás, o IBP. A discussão, entretanto, ainda pode ter novos desdobramentos judiciais e fiscais, portanto não é possível tratar a suspensão como encerramento definitivo da cobrança.
O impacto potencial ganhou atenção porque o tributo representa uma despesa relevante para a Petrobras. Segundo informações divulgadas pela companhia e reproduzidas pela A Revista, a estatal havia reconhecido no primeiro semestre uma despesa de US$ 1,087 bilhão ligada ao imposto sobre exportações, sendo US$ 965 milhões somente no segundo trimestre.
Além disso, PETR4 fechou a quinta-feira em alta de 3,02%, voltando à região de R$ 42,70. Ao longo da sessão, a valorização da empresa chegou a acrescentar quase R$ 20 bilhões ao seu valor de mercado.
O desempenho mostra como uma companhia de grande peso no índice pode alterar rapidamente a direção do mercado. Ao lado de outras empresas ligadas a commodities, a Petrobras ajudou o Ibovespa a recuperar terreno durante a tarde.
Enquanto isso, movimentos de grandes empresas continuam sendo acompanhados de perto porque mudanças bruscas em companhias de alta participação no índice podem influenciar diretamente o desempenho agregado da Bolsa.
Bolsa chega à sétima alta consecutiva após começar sessão no vermelho
O resultado de 175.135 pontos não veio em uma trajetória linear.
O Ibovespa começou o dia pressionado. Depois, entretanto, a melhora das commodities e o desempenho positivo dos mercados externos mudaram a direção do pregão. No fechamento, o ganho de 0,31% foi suficiente para recolocar o indicador acima da barreira dos 175 mil pontos.
Com isso, a Bolsa brasileira completou sete sessões consecutivas de avanço. Embora a alta diária tenha sido pequena, a sequência mostra uma recuperação persistente do índice ao longo dos últimos pregões.
Ainda assim, o nível de 175 mil pontos não representa, isoladamente, uma garantia de continuidade da valorização. Juros, inflação, situação fiscal, cenário externo, commodities e fluxo de capital estrangeiro continuam influenciando a disposição dos investidores para assumir risco.
Desemprego cai a 5,3% e 103,3 milhões de brasileiros estão ocupados
Enquanto a Bolsa reagia à Petrobras, outro número chamou a atenção do mercado.
A taxa de desemprego brasileira caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, segundo dados da Pnad Contínua divulgados pelo IBGE e citados pela A Revista. O resultado ficou abaixo dos 5,8% registrados no trimestre terminado em abril.
A população desempregada foi estimada em 5,8 milhões de pessoas, após uma redução de aproximadamente 503 mil trabalhadores na comparação trimestral.
Ao mesmo tempo, a quantidade de pessoas ocupadas chegou a um recorde de 103,3 milhões, com acréscimo de aproximadamente 1 milhão de trabalhadores.
O emprego com carteira também atingiu uma nova máxima: 39,4 milhões de trabalhadores do setor privado tinham vínculo formal.
Por outro lado, a informalidade continuou elevada. A taxa chegou a 37,5%, o equivalente a cerca de 38,8 milhões de pessoas. Portanto, o desemprego baixo convive com uma parcela expressiva da força de trabalho fora dos vínculos formais.
O rendimento médio real habitual, por sua vez, ficou em R$ 3.762 mensais. O número permaneceu praticamente estável diante do trimestre anterior, mas apresentou crescimento de 3,3% frente ao mesmo período de 2025.
Mercado de trabalho forte também entra na conta dos juros
O desemprego menor tem duas leituras importantes para o mercado.
Primeiro, uma população mais ocupada tende a sustentar renda e consumo. Isso pode favorecer empresas dependentes da atividade doméstica.
Porém, um mercado de trabalho aquecido também pode deixar o Banco Central mais atento à inflação, especialmente no setor de serviços. Afinal, crescimento da renda e demanda mais resistente podem dificultar uma desaceleração mais rápida dos preços.
Por isso, investidores continuam observando indicadores de emprego, inflação e atividade para estimar a velocidade de eventuais movimentos da Selic.
Esse acompanhamento ocorre enquanto novas soluções de tecnologia, produtividade e investimento também modificam as estratégias de grandes companhias em diferentes setores da economia.
Dólar sobe 0,21% e encerra perto de R$ 5,16
No câmbio, a direção foi diferente.
O dólar comercial avançou 0,21% e terminou a quinta-feira próximo de R$ 5,16, mesmo após operações do Banco Central destinadas a fornecer liquidez ao mercado.
A moeda americana também respondeu ao ambiente externo e às expectativas para a política monetária dos Estados Unidos.
Esse movimento importa para a Bolsa porque o câmbio afeta empresas exportadoras, importadoras e companhias com receitas ou custos denominados em dólar. Petrobras e Vale, por exemplo, possuem forte exposição a variáveis internacionais.
Assim, a mesma valorização do dólar que pressiona determinados negócios pode criar efeitos diferentes para empresas exportadoras.
Governo Central passa de déficit de R$ 59,1 bilhões para superávit de R$ 10,8 bilhões
Outro dado relevante veio das contas públicas.
O Governo Central registrou superávit primário de R$ 10,8 bilhões em julho, segundo o Resultado do Tesouro Nacional citado pela A Revista. No mesmo mês de 2025, o saldo havia sido negativo em R$ 59,1 bilhões.
Em termos reais, a receita líquida avançou R$ 16,1 bilhões, ou 7,7%, enquanto as despesas caíram R$ 56,4 bilhões, ou 20,7%, na comparação anual.
A melhora mensal, entretanto, não encerra o debate fiscal.
Investidores continuarão acompanhando o cumprimento das metas, a evolução das despesas e a trajetória da dívida pública. Isso ocorre porque expectativas fiscais podem se refletir nos juros futuros, no dólar e, consequentemente, no preço dos ativos.
Além disso, decisões de investimento e mudanças na produção industrial ajudam a formar as expectativas para atividade econômica e geração de receita nos próximos períodos.
Petrobras, emprego e cenário fiscal colocam várias forças sobre o Ibovespa
O pregão de 27 de agosto terminou com uma combinação incomum de indicadores positivos e pontos de cautela.
De um lado, a Petrobras subiu mais de 3%, o Ibovespa recuperou os 175 mil pontos, o desemprego caiu a 5,3% e o Governo Central registrou R$ 10,8 bilhões de superávit.
Do outro, o dólar avançou até a região de R$ 5,16, o mercado de trabalho aquecido manteve a discussão sobre a velocidade dos movimentos dos juros e a suspensão do imposto de exportação de petróleo ainda depende dos próximos capítulos da disputa jurídica.
Assim, a Bolsa chegou à sétima alta consecutiva, mas o próximo movimento continuará dependendo de várias forças ao mesmo tempo: Petrobras, petróleo, juros, inflação, contas públicas, dólar e cenário internacional.
Você acredita que a força da Petrobras e a perspectiva de juros menores podem sustentar o Ibovespa acima dos 175 mil pontos, ou o câmbio e as incertezas fiscais ainda podem interromper essa sequência de altas?
Fonte
A Revista
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

