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Novo acordo do Brics reúne planos para inteligência artificial, energia, biotecnologia, oceanos e prevenção de desastres, prevê maior compartilhamento de grandes instalações científicas e mantém força-tarefa que estuda a viabilidade técnica e econômica de cabos submarinos de alta velocidade conectando os países do bloco
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 29/08/2026 às 09:42
Atualizado em 29/08/2026 às 09:45
Economia
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O Consenso de Chennai, aprovado pelo Brics na Índia, reúne prioridades para ciência, tecnologia e inovação, incluindo inteligência artificial, energia, biotecnologia, oceanos e prevenção de desastres. O acordo prevê ampliar o compartilhamento de infraestrutura científica e mantém estudos sobre cabos submarinos de alta velocidade entre os países participantes do bloco.
O Brics adotou o Consenso de Chennai, declaração que organiza prioridades e próximos passos para a cooperação entre os países do agrupamento em ciência, tecnologia e inovação. O documento abrange áreas como inteligência artificial, computação de alto desempenho, biotecnologia, energia, oceanos, tecnologias geoespaciais, prevenção de desastres e infraestrutura científica.
As informações foram divulgadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em 26 de agosto de 2026, com atualização no dia 27. O consenso foi aprovado em 21 de agosto durante a 14ª Reunião de Ministros de Ciência, Tecnologia e Inovação do Brics, realizada em Chennai, na Índia.
Consenso de Chennai foi aprovado em 21 de agosto na Índia
Ministros e representantes dos países do Brics adotaram formalmente o documento durante o encontro ministerial em Chennai.
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A declaração registra atividades já desenvolvidas dentro da cooperação científica do bloco e estabelece diretrizes para iniciativas que deverão continuar sendo trabalhadas pelos países participantes.
Brasil foi representado pelo secretário Daniel Almeida Filho
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação participou da reunião por meio do secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Daniel Almeida Filho.
O encontro ministerial foi coordenado pelo ministro de Ciência e Tecnologia e Ciências da Terra da Índia, Jitendra Singh.
Reunião ministerial ocorreu após encontros de altos funcionários
A agenda em Chennai não começou diretamente com os ministros.
Nos dias 19 e 20 de agosto, a cidade recebeu a Reunião de Altos Funcionários de Ciência, Tecnologia e Inovação do Brics, que antecedeu a reunião ministerial realizada no dia 21.
Inteligência artificial entra entre as prioridades científicas do bloco
O novo documento inclui inteligência artificial entre as áreas escolhidas para ampliar a cooperação.
A agenda também contempla computação de alto desempenho, relacionando capacidade computacional e desenvolvimento tecnológico aos mecanismos de trabalho conjunto do agrupamento.
Energia, biotecnologia e oceanos também aparecem no acordo
O Consenso de Chennai reúne uma lista ampla de campos científicos e tecnológicos.
Entre eles estão biotecnologia, energia, oceanos, tecnologias geoespaciais, transferência de tecnologia e prevenção de desastres, além da formação de pesquisadores e de outras frentes de inovação.
Brics pretende reorganizar grupos de trabalho científicos
Uma das frentes do acordo trata da própria arquitetura da cooperação em ciência, tecnologia e inovação.
Um subcomitê criado para essa finalidade preparou uma proposta destinada a organizar de maneira mais integrada os grupos de trabalho e demais mecanismos existentes.
O objetivo é aumentar a articulação entre diferentes áreas científicas e tecnológicas.
Revisão da estrutura continuará ao longo de 2026
A reorganização não foi apresentada como etapa concluída.
Os trabalhos de revisão da arquitetura de cooperação deverão continuar durante 2026, com discussão sobre como conectar melhor os diferentes mecanismos atualmente mantidos pelo Brics.
Força-tarefa mantém estudo sobre cabos submarinos
O Consenso de Chennai também registra a continuidade da força-tarefa dedicada a uma possível rede internacional de comunicação.
O grupo deverá discutir os próximos passos de um estudo de viabilidade técnica e econômica para uma rede de alta velocidade por cabos submarinos entre os países do Brics.
Projeto dá sequência a documento sobre o Brics Cable
A discussão não começou com o novo consenso.
A iniciativa é apresentada como continuação do documento Requirements for the Brics Cable: Directive Briefing, que já estabelecia referências para os debates sobre a possível infraestrutura de comunicação.
O acordo não afirma que a rede será construída, mas mantém os estudos de viabilidade.
Grandes instalações científicas poderão ter acesso mais compartilhado
Outro eixo importante envolve a infraestrutura utilizada em pesquisas de grande porte.
Os países registraram o Plano de Ação do Grupo de Trabalho sobre Infraestruturas de Pesquisa e Projetos de Megaciência, que prevê avanços na operacionalização da Rede Global de Infraestruturas Avançadas de Pesquisa do Brics, a Brics-Grain.
Países discutirão mecanismos de acesso a instalações de pesquisa
O plano também contempla formas de ampliar o uso compartilhado das estruturas científicas existentes entre os participantes.
A discussão envolve mecanismos que permitam acesso a instalações de pesquisa de outros países do agrupamento, aproximando pesquisadores e grandes infraestruturas científicas.
Índia propôs repositório de ciência e pesquisa do Brics
A Índia apresentou ainda a proposta de criação de um Repositório de Ciência e Pesquisa do Brics.
A ferramenta seria destinada a reunir e compartilhar informações sobre instituições, pesquisadores, projetos, infraestrutura científica e outros recursos disponíveis nos países participantes.
Plataforma de startups para jovens também foi proposta
Outra iniciativa indiana é voltada ao empreendedorismo.
A chamada Plataforma de Startups para Jovens do Brics foi concebida como um ambiente virtual destinado ao diálogo e à cooperação entre jovens empreendedores dos países do grupo.
Ciência aberta e mobilidade de pesquisadores entram na integração
Os documentos associados ao consenso propõem maior integração entre os atuais grupos de trabalho.
Também estão previstas discussões sobre procedimentos comuns de governança e planejamento e fortalecimento de mecanismos como o Programa-Quadro de CTI do Brics, ciência aberta e mobilidade de pesquisadores.
As iniciativas para jovens cientistas e a cooperação em inovação também integram essa agenda.
Agenda científica continuará com reunião sobre IA em setembro
O Brics apresentou ainda uma primeira versão do calendário de atividades de ciência, tecnologia e inovação para o restante de 2026 e para 2027.
O próximo compromisso previsto é a 10ª Reunião do Grupo de Trabalho sobre Computação de Alto Desempenho e Inteligência Artificial, marcada para os dias 9 e 10 de setembro, em Goa, na Índia.
Materiais, astronomia e biotecnologia terão novos encontros
A programação dos meses seguintes inclui outras áreas científicas.
Estão previstos encontros e atividades sobre materiais e nanotecnologia, astronomia, biotecnologia, transferência de tecnologia e formação de jovens cientistas.
China assumirá presidência do Brics em 2027
A coordenação da agenda passará para outro país no próximo ano.
Em 2027, a China assumirá a presidência do Brics e ficará responsável por organizar uma nova programação de ciência, tecnologia e inovação.
A agenda prevista inclui a 15ª Reunião de Ministros, a 17ª Reunião de Altos Funcionários e encontros dos diferentes grupos de trabalho.
Consenso mantém projetos em estudo e amplia integração científica
O Consenso de Chennai estabelece uma agenda que combina inteligência artificial, energia, biotecnologia, oceanos, prevenção de desastres, compartilhamento de grandes instalações científicas e novos mecanismos de cooperação entre pesquisadores.
A força-tarefa sobre cabos submarinos permanece na fase de discussão dos próximos passos para um estudo de viabilidade técnica e econômica, enquanto outras iniciativas, como Brics-Grain, repositório científico e plataforma para startups, deverão avançar dentro da programação prevista para 2026 e 2027.
Na sua opinião, qual dessas frentes pode gerar maior impacto para os países do Brics: inteligência artificial, compartilhamento de infraestrutura científica ou uma futura rede de cabos submarinos de alta velocidade? Deixe sua opinião nos comentários.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

