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Com 239 mil m² e produção de 860 milhões de litros por ano, a segunda maior fábrica do Grupo Petrópolis parece uma cidade industrial e movimenta a economia de São Paulo
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 30/08/2026 às 20:04
Atualizado em 30/08/2026 às 20:43
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Complexo de Boituva reúne cerca de 500 trabalhadores, linhas capazes de envasar até 120 mil latas por hora e uma operação logística que normalmente despacha 50 carretas por dia, volume que pode dobrar no verão para atender à rede de distribuição da companhia.
No interior paulista, a fábrica do Grupo Petrópolis em Boituva concentra produção, controle de qualidade, armazenamento e expedição em 239 mil metros quadrados de área construída. A unidade emprega aproximadamente 500 pessoas e tem produção anual informada de 8,6 milhões de hectolitros de bebidas.
O volume equivale a cerca de 860 milhões de litros por ano e coloca a planta como a segunda maior fábrica da companhia. Os dados aparecem em um especial publicitário da Itaipava publicado pelo ge, que detalhou a estrutura e a rotina industrial da unidade.
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A escala também se mede pelo fluxo de cargas. Em períodos normais, cerca de 50 carretas deixam o complexo diariamente para abastecer centros de distribuição em diferentes estados; no verão, quando a demanda aumenta, esse movimento pode chegar a 100 veículos em um único dia.
Esse ritmo exige coordenação entre recebimento de matérias-primas, fabricação, controle, armazenamento e expedição. Enquanto insumos entram no complexo e seguem para os processos industriais, os produtos acabados passam por verificações antes de serem liberados e organizados para transporte.
Dentro do complexo, os aproximadamente 500 colaboradores se distribuem por atividades como produção, controle de qualidade, manutenção, logística e expedição, funções que precisam atuar de forma integrada para sustentar o fluxo de insumos, bebidas em processamento e produtos acabados.
A história da unidade começou em 1995, quatro anos antes de sua aquisição pelo Grupo Petrópolis, em 1999. Desde então, a fábrica passou a ocupar posição relevante na estrutura produtiva da companhia, reunindo linhas de envase, laboratórios, silos, sistemas de tratamento e áreas logísticas.
Da água e do malte até a fermentação
Uma das primeiras etapas ocorre antes mesmo da fabricação da bebida. A água utilizada na planta é captada em poços profundos ligados ao Aquífero Tubarão e passa por uma estação interna de tratamento, onde suas características são ajustadas aos parâmetros necessários para manter a padronização da produção.
O malte também chega ao complexo em grande quantidade. A fábrica possui seis silos com capacidade para 300 toneladas cada, estrutura que permite armazenar o ingrediente antes da moagem e da brassagem, fase em que o grão triturado é combinado com água sob condições controladas.
Antes de alcançar os silos, o malte chega em carretas, passa por procedimentos de recebimento e limpeza e só depois segue para armazenamento. Essa sequência prepara o ingrediente para a moagem e reduz a presença de resíduos antes de sua entrada na fabricação.
Na sequência, o processo envolve preparação do mosto, filtragem, fervura, adição de lúpulo e resfriamento antes da fermentação. A bebida segue então para maturação, nova filtragem e ajustes necessários antes de chegar às linhas de embalagem.
O acompanhamento não depende apenas dos sistemas automáticos instalados na fábrica. Ao longo da operação, são realizadas cerca de 900 análises de física, química e microbiologia, desde o recebimento das matérias-primas até as verificações necessárias para a liberação do produto acabado.
Linha chega a 120 mil latas por hora
O tamanho da operação fica especialmente visível na área de embalagem. Uma das linhas instaladas em Boituva consegue encher até 120 mil latas por hora, o equivalente a aproximadamente 33 unidades por segundo quando o equipamento trabalha nessa capacidade.
Depois do enchimento, as embalagens passam por fechamento, pasteurização, identificação, agrupamento e outras etapas automatizadas. Equipamentos de inspeção instalados ao longo do percurso ajudam a retirar recipientes fora dos parâmetros antes que os produtos avancem para armazenamento e expedição.
Mesmo após o envase, os lotes permanecem em quarentena por pelo menos 24 horas. Nesse intervalo são realizadas verificações sensoriais e microbiológicas finais, enquanto os sistemas de rastreabilidade mantêm informações associadas ao lote e ao momento de fabricação.
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A estrutura também trabalha com diferentes formatos de embalagem. O complexo possui duas linhas destinadas a latas, uma para chopp e quatro voltadas a garrafas, incluindo recipientes retornáveis que precisam passar por lavagem industrial e inspeção antes de voltarem ao processo de enchimento.
Nas garrafas reutilizadas, equipamentos verificam condições que podem impedir o reaproveitamento, como trincas ou resíduos. As unidades inadequadas são retiradas antes do novo envase, dentro da mesma sequência de controle aplicada à produção em grande escala.
Da fábrica para a rede de distribuição
Depois de produzidos, analisados, embalados e liberados, os lotes entram na etapa logística que conecta Boituva à rede do Grupo Petrópolis. A companhia mantém oito fábricas e mais de 130 centros de distribuição, com produtos destinados aos 26 estados, ao Distrito Federal e também a mercados externos.
A higienização dos equipamentos integra outra frente da rotina industrial. Tubulações, mangueiras e tanques passam por sistemas automatizados conhecidos pela sigla CIP, de clean-in-place, que realizam a limpeza interna sem exigir a desmontagem integral das estruturas entre os ciclos produtivos.
A fábrica dispõe ainda de uma Estação de Tratamento de Despejos Industriais para receber a água descartada em determinadas fases da operação. Outros resíduos gerados pela fabricação recebem destinações específicas conforme suas características antes de deixarem o complexo.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

