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Ocultas no Universo primitivo, galáxias distantes abrigam quatro vezes mais massa do que o previsto
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 31/08/2026 às 14:06
Atualizado em 31/08/2026 às 14:37
Ciência e Tecnologia
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Observações inéditas do Telescópio Espacial James Webb revelam que galáxias distantes do Universo primitivo abrigam uma grande população oculta de estrelas pequenas. O achado aponta que essas estruturas possuem até quatro vezes mais massa do que as antigas projeções científicas estimavam.
Observações feitas com o Telescópio Espacial James Webb mostraram que algumas galáxias distantes do Universo primitivo possuem até quatro vezes mais massa estelar do que se calculava. O estudo encontrou uma grande população oculta de estrelas pequenas nestas formações.
Estrelas de baixa massa escondidas em galáxias distantes
Como mostrou o sci.news, astrônomos analisaram os espectros detalhados de nove galáxias massivas e maduras. Essas estruturas deixaram de formar estrelas há bilhões de anos, logo no começo do cosmos.
A autora principal do estudo, Chloe Cheng, da Universidade de Leiden, explicou que as estrelas brilhantes ofuscam os astros menores. Segundo ela, as estrelas fracas funcionam como casas escondidas entre arranha-céus brilhantes.
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Impacto nas antigas estimativas de massa estelar
A descoberta indica que esses sistemas abrigam uma quantidade muito maior de estrelas fracas do que os cientistas supunham. Com isso, os cálculos originais sobre o tamanho e a massa dessas estruturas precisaram ser revistos.
O pesquisador da Penn State e coautor do artigo, Joel Leja, afirmou que essas formações apresentam características difíceis de compreender. Ele destacou que os sistemas têm de três a quatro vezes mais massa do que era esperado.
Quebra de paradigmas sobre o Universo primitivo
A constatação derruba a suposição padrão de que as estrelas se formam com distribuições de tamanho semelhantes em todos os lugares. O resultado também aprofunda o mistério sobre a rápida formação dessas estruturas após o Big Bang.
A professora Mariska Kriek, do Observatório de Leiden, ressaltou que a presença de mais massa oculta afeta várias áreas da astronomia. O achado sugere que um número maior de planetas pode ter se formado no início do cosmos.
O trabalho foi publicado em 18 de agosto na revista Nature Astronomy. As medições inéditas exigiram a ampliação de imagem do telescópio, espectros de alta qualidade e novas técnicas de análise para detectar assinaturas de estrelas fracas.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

