O candidato ao Senado Eduardo Velloso (Solidariedade) defendeu, durante a sabatina do ac24horas nesta segunda-feira (31), a criação de um plano de cargos, carreira e remuneração para médicos como uma das medidas necessárias para enfrentar os problemas da saúde pública no Acre.
Questionado sobre a dificuldade de levar médicos para o interior do estado e sobre sua atuação como deputado federal e suplente de senador para tentar influenciar a gestão pública, Velloso afirmou que houve diálogo com o governo, mas que não foi possível avançar na construção de uma carreira específica para os profissionais. “A saúde como um todo merece um avanço, merece um plano de cargos e carreira, sim. E nós estamos lutando por isso”, afirmou.
Velloso destacou que, na gestão municipal de Rio Branco, houve aumento significativo na remuneração dos médicos. Segundo ele, profissionais que recebiam cerca de R$ 2,5 mil passaram a receber aproximadamente R$ 14 mil. “O médico que ganhava R$ 2.500, o Bocalom deu o maior aumento. Hoje é R$ 14.000, o salário de um médico”, disse.
Em relação ao governo estadual, Velloso afirmou que a justificativa apresentada para não conceder reajustes semelhantes foi o limite prudencial de gastos com pessoal. Segundo ele, havia a expectativa de que a questão pudesse ser resolvida posteriormente, mas isso não ocorreu.
“No governo, o governo sempre rebateu que está no limite prudencial e não poderia dar esse aumento. E ficou acordado que sempre sairia em algum momento. Não conseguimos avançar”, declarou.
O candidato também citou o deputado estadual Adailton Cruz (União Brasil), ligado à área da saúde, como um aliado na defesa da categoria. Velloso afirmou que a criação de uma política de carreira para os profissionais depende do Poder Executivo, enquanto parlamentares podem atuar na articulação e cobrança por mudanças.
“Infelizmente, quem faz isso, como você mesmo falou, é o Executivo. A gente apenas luta por eles”, afirmou.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

