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Na menor cidade de Goiás, o expediente agora termina às 11h da manhã: município de apenas 906 habitantes adota jornada de 4 horas por 120 dias, mantém os salários e ainda aponta economia de despesas e calor intenso como razões para a mudança
Escrito por Carla Teles
Publicado em 01/09/2026 às 12:31
Economia
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Anhanguera, município goiano com 906 habitantes, adotou jornada de 4 horas na Prefeitura entre 7h e 11h por 120 dias. O prefeito Marcelo Martins de Paiva afirma que salários serão mantidos e relaciona a decisão à contenção preventiva de despesas, ao calor intenso e à reorganização administrativa dos serviços municipais.
A jornada de 4 horas passou a fazer parte da rotina administrativa de Anhanguera, município de apenas 906 habitantes apontado como o menor de Goiás. Desde 24 de agosto de 2026, parte da estrutura da Prefeitura funciona das 7h às 11h, com expediente reduzido previsto inicialmente para durar 120 dias.
A mudança integra um pacote de racionalização de gastos da administração municipal. Segundo reportagem publicada pelo Portal 6 em 31 de agosto de 2026, o prefeito Marcelo Martins de Paiva, do MDB, afirma que a iniciativa não foi provocada por uma crise financeira imediata: a justificativa apresentada é antecipar possíveis dificuldades, reduzir despesas e adaptar determinados serviços ao período de calor intenso.
Jornada de 4 horas começou em 24 de agosto e pode durar 120 dias
A nova organização reduziu o horário de funcionamento de parte da Prefeitura de Anhanguera para o período das 7h às 11h. Na prática, os setores alcançados pela medida passaram a trabalhar durante quatro horas pela manhã.
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A jornada de 4 horas entrou em vigor em 24 de agosto e foi estabelecida inicialmente por 120 dias. O próprio ato administrativo permite que o período seja prorrogado ou encerrado antes do prazo, dependendo da avaliação feita pela gestão municipal.
Isso significa que o novo horário não foi anunciado como uma mudança permanente na estrutura do serviço público de Anhanguera. Trata-se de uma medida temporária, vinculada a um conjunto mais amplo de ações de contenção.
Durante esse intervalo, a Prefeitura pretende acompanhar os efeitos da redução do expediente sobre despesas e funcionamento dos serviços.
Município tem apenas 906 habitantes e é apontado como o menor de Goiás
Anhanguera possui 906 habitantes, segundo a informação apresentada pela reportagem. O tamanho reduzido da população ajuda a transformar uma decisão administrativa municipal em uma experiência particularmente incomum.
Em vez de manter o expediente convencional durante manhã e tarde, parte dos servidores passou a concentrar suas atividades em apenas um turno. Às 11h, o expediente regular dos setores abrangidos pela mudança chega ao fim.
Isso não significa, porém, que toda a administração municipal encerre suas atividades nesse horário. Áreas consideradas essenciais estão fora da redução e continuam funcionando conforme suas necessidades próprias.
Prefeito afirma que medida não surgiu de uma crise financeira
Marcelo Martins de Paiva afirmou ao Jornal Opção, em declaração reproduzida pelo Portal 6, que a administração não adotou a redução porque estivesse enfrentando naquele momento uma situação de insolvência ou descontrole financeiro.
Segundo o prefeito, folha de pagamento, fornecedores e obrigações relacionadas à previdência municipal estavam sendo mantidos em dia.
A justificativa apresentada é de prevenção: gastar menos agora para diminuir riscos diante de possíveis dificuldades futuras.
Paiva também citou preocupação com redução de repasses e emendas federais nos próximos anos. Nesse cenário, a administração decidiu antecipar medidas de contenção em vez de esperar uma deterioração das contas municipais.
Jornada menor veio acompanhada de pacote para cortar despesas
A jornada de 4 horas é apenas uma das medidas previstas pelo município. O pacote também alcança contratos, despesas administrativas e criação de novas obrigações financeiras.
Entre as ações previstas está a suspensão de novos contratos que aumentem as despesas da Prefeitura, além da revisão de contratos já existentes.
Também foram estabelecidas restrições para criação de cargos, empregos ou funções que provoquem aumento dos gastos com pessoal.
A lógica é impedir que novas despesas permanentes sejam incorporadas ao orçamento enquanto a administração busca reduzir o custo de funcionamento da máquina pública.
Diárias, passagens, cursos e até contas de energia entram na contenção
O decreto também determina maior controle sobre despesas consideradas administrativas. A relação apresentada inclui diárias, passagens, participação em cursos e congressos e compra de materiais de consumo.
Gastos com energia elétrica, água, telefone e serviços de impressão também fazem parte da estratégia de racionalização.
Nesse contexto, concentrar o funcionamento de determinados setores entre 7h e 11h pode reduzir o período diário em que prédios públicos precisam operar integralmente.
A fonte, entretanto, não apresenta uma estimativa em reais de quanto Anhanguera espera economizar com a jornada reduzida.
Por isso, não é possível afirmar neste momento qual será a economia efetivamente alcançada durante os 120 dias.
Calor intenso também pesou na decisão da Prefeitura
A questão financeira não foi a única razão apresentada pelo prefeito. Marcelo Martins de Paiva também relacionou a mudança às temperaturas elevadas enfrentadas no município.
O problema seria especialmente relevante para funcionários que realizam atividades externas e trabalham em obras durante o período da tarde.
Segundo o prefeito, manter essas equipes trabalhando sob o calor registrado naquele período estava se tornando uma situação considerada inadequada pela administração.
A redução do expediente, portanto, combina uma decisão de economia pública com uma tentativa de reorganizar atividades diante das condições climáticas.
Trabalho de equipes de obras durante a tarde preocupava gestão
A preocupação com o calor aparece principalmente nos serviços executados fora de ambientes climatizados. Trabalhadores envolvidos em obras municipais estão entre aqueles mencionados pelo chefe do Executivo local.
Com as atividades concentradas no período da manhã, parte das equipes pode evitar justamente as horas mais quentes do dia.
A Prefeitura também associou o período de calor a riscos relacionados a queimadas.
O objetivo declarado não é simplesmente trabalhar menos, mas modificar o horário em que determinadas equipes executam suas funções.
Essa distinção é importante porque o município afirma que pretende preservar a capacidade de atendimento mesmo com o período administrativo reduzido.
Queimadas e doenças respiratórias também foram citadas
Marcelo Martins de Paiva mencionou ainda a preocupação com possíveis queimadas e seus efeitos sobre a população.
Períodos de calor e baixa umidade podem aumentar as demandas municipais relacionadas a incêndios e problemas respiratórios. Segundo o prefeito, reorganizar as equipes também permitiria responder melhor a esse tipo de necessidade.
A reportagem não apresenta dados locais específicos sobre quantidade de queimadas ou internações respiratórias em Anhanguera naquele momento.
Esses fatores aparecem, portanto, como preocupações citadas pela administração para justificar a reorganização, e não como um balanço estatístico de ocorrências já registradas.
Saúde e Educação continuam funcionando normalmente
A redução para uma jornada de 4 horas não alcança todos os serviços da Prefeitura.
Áreas consideradas essenciais permanecem com atendimento normal durante o período de vigência do decreto.
Entre elas estão Saúde e Educação, além de programas sociais de caráter continuado e outros serviços específicos mantidos pela administração municipal.
A exceção evita que atividades que precisam funcionar além da manhã sejam automaticamente submetidas ao horário das 7h às 11h.
Portanto, dizer simplesmente que “Anhanguera inteira só trabalha quatro horas” seria incorreto. A redução se aplica a parte da estrutura municipal.
Salários dos servidores serão mantidos mesmo com expediente menor
Outro ponto destacado pela Prefeitura é que a redução da carga diária não será acompanhada de corte salarial.
Segundo Marcelo Martins de Paiva, os servidores alcançados pela mudança continuarão recebendo normalmente.
O prefeito sustenta que, mesmo trabalhando em meio período, a equipe pode ser organizada de forma a executar os serviços necessários para a comunidade.
A jornada diminui, mas o salário não acompanha a redução.
Esse é justamente um dos aspectos que torna a experiência de Anhanguera diferente de uma simples diminuição de carga acompanhada de redução proporcional de remuneração.
Prefeitura poderá atender demandas mesmo depois das 11h
O encerramento do expediente regular às 11h também não significa que nenhuma demanda administrativa possa ser resolvida posteriormente.
O texto permite que necessidades surgidas entre 12h e 16h sejam atendidas pela equipe quando necessário.
A regra estabelecida é que esse atendimento não provoque pagamento de horas extras.
Assim, a janela de quatro horas funciona como expediente administrativo regular, mas o município preserva uma margem para responder a situações que apareçam durante a tarde.
Esse mecanismo foi apresentado como uma forma de equilibrar economia e continuidade dos serviços.
Experiência deverá ser avaliada ao longo dos 120 dias
Como a medida é temporária, os próximos meses deverão mostrar se a redução do horário realmente consegue produzir o resultado esperado pela administração.
A Prefeitura busca diminuir despesas sem comprometer os serviços destinados à população.
Se a jornada de 4 horas provocar redução relevante de custos e permitir que as demandas continuem sendo atendidas, a administração terá argumentos para avaliar uma eventual prorrogação.
Se o funcionamento dos setores for prejudicado, o próprio prazo flexível permite que a medida seja encerrada antes dos 120 dias.
O decreto, portanto, funciona também como uma experiência administrativa limitada no tempo.
Menor cidade de Goiás vira caso incomum de reorganização do serviço público
Com apenas 906 moradores, Anhanguera colocou em prática uma combinação pouco habitual: expediente administrativo reduzido, salários mantidos, contenção de despesas e reorganização dos horários por causa do calor.
A decisão chama atenção principalmente porque não foi apresentada pelo prefeito como resposta a salários atrasados ou incapacidade imediata de pagar fornecedores.
A Prefeitura afirma estar cortando despesas antes de uma eventual dificuldade aparecer.
Ao mesmo tempo, o município mantém Saúde, Educação e outros serviços essenciais fora da redução, criando dois regimes diferentes de funcionamento dentro da mesma administração.
Quatro horas são suficientes para manter o atendimento municipal?
O caso de Anhanguera coloca uma questão prática sobre produtividade e funcionamento do setor público: em uma cidade com menos de mil habitantes, seria possível concentrar boa parte do trabalho administrativo entre 7h e 11h sem prejudicar a população?
Durante os 120 dias previstos, a experiência poderá oferecer uma resposta mais concreta. A administração aposta que equipes menores e reorganizadas consigam realizar as mesmas tarefas em um período mais curto enquanto o município reduz gastos de funcionamento.
A jornada de 4 horas transforma Anhanguera em um caso particular de gestão pública justamente porque combina redução de expediente, manutenção salarial, economia e adaptação ao calor.
Na sua opinião, uma Prefeitura pequena consegue manter a mesma qualidade de atendimento trabalhando apenas quatro horas por dia em parte dos setores, ou a redução pode acabar transferindo dificuldades para a população? Conte nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

