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A Ucrânia afirmou que a Rússia usou drones de propulsão a jato, com velocidade próxima à de um míssil de cruzeiro, no ataque desta terça-feira (1º) a Kiev e arredores, que matou 12 pessoas no dia da volta às aulas; Moscou não confirmou o uso desses artefatos
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 01/09/2026 às 13:15
Atualizado em 01/09/2026 às 13:16
Ciência e Tecnologia
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Oito mortes ocorreram em Kiev, sete delas em um depósito ferroviário, e outras quatro em Borispil, a 30 km da capital, onde um prédio de cinco andares foi atingido. Zelensky disse que mísseis balísticos também foram usados e que entre os mortos há um cidadão indiano, com dezenas de feridos
A Rússia utilizou drones de propulsão a jato, mais potentes que os normais, para atacar Kiev e arredores da capital ucraniana nesta terça-feira (1º), segundo o governo local. Ao menos 12 pessoas morreram nos ataques, que atingiram edifícios residenciais de acordo com autoridades ucranianas.
As informações foram publicadas pela Redação do g1 em 1º de setembro de 2026, às 8h41, com dados atribuídos ao governo ucraniano, ao presidente Volodymyr Zelensky, à Força Aérea da Ucrânia e ao Ministério da Defesa da Rússia.
Motor a jato dá aos drones velocidade de míssil de cruzeiro
Drones de propulsão a jato são artefatos que funcionam com motor a jato. Isso faz com que ganhem velocidade similar à de um míssil de cruzeiro.
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Além de mais rápidos, esses drones são mais difíceis de serem combatidos por sistemas antimísseis, segundo a explicação técnica apresentada na reportagem.
Ataque aconteceu no dia da volta às aulas na Ucrânia
O ataque atingiu edifícios residenciais e ocorreu no mesmo dia em que crianças e jovens ucranianos voltaram às aulas após as férias de verão, de acordo com autoridades locais.
A coincidência de datas é apontada no relato oficial sobre a ofensiva contra Kiev e a região da capital.
Sete das oito mortes em Kiev foram em um depósito ferroviário
Oito pessoas morreram em Kiev, sete delas em um depósito ferroviário e em outras estruturas próximas que foram atingidas.
A informação foi divulgada pelo diretor do sistema de ferrovias da Ucrânia, Oleksandr Pertsovskii.
Quatro morreram em Borispil, a 30 km da capital
As outras quatro mortes ocorreram em Borispil, a 30 km de Kiev, após um edifício residencial de cinco andares ser atingido, segundo Zelensky.
Treze pessoas ficaram feridas na localidade, conforme o balanço apresentado pelo presidente ucraniano.
Entre os mortos há um cidadão indiano, afirmou Zelensky
Sobre o total de vítimas, o presidente ucraniano declarou: “No total, 12 pessoas morreram, incluindo um cidadão indiano, e dezenas ficaram feridas no ataque”.
Zelensky afirmou ainda que mísseis balísticos também foram usados no ataque desta terça-feira.
Presidente pediu mais defesa aérea aos aliados
Zelensky voltou a pedir aos aliados que forneçam mais recursos de defesa aérea, para permitir a proteção do país dos ataques russos executados diariamente.
“A Rússia sempre calcula seus ataques exatamente dessa forma, para destruir ao máximo a vida, e isso só é possível quando os meios de defesa antiaérea são insuficientes. Sou grato a todos que ajudam a Ucrânia a obter mísseis antibalísticos (…), e é muito importante que esses envios aumentem no outono”, disse o presidente ucraniano.
Falta de interceptadores Patriot é gargalo desde o início da guerra no Oriente Médio
A Ucrânia sofre com a escassez de mísseis interceptadores, em particular dos americanos Patriot, desde o início da guerra no Oriente Médio, aponta a reportagem.
Esses equipamentos são usados para se defender contra os projéteis russos lançados contra o território ucraniano.
Moscou fala em “armas de alta precisão” e não confirma os drones a jato
O governo russo não havia confirmado o uso de drones de propulsão até a última atualização da reportagem. O Ministério da Defesa da Rússia falou de um “ataque em larga escala com armas de alta precisão de longo alcance”, sem confirmar o tipo de armas.
A pasta negou ter atingido alvos civis e disse que as forças russas bombardearam “empresas do complexo militar-industrial, assim como infraestruturas energéticas relacionadas ao fornecimento de combustível às Forças Armadas da Ucrânia”.
Rússia também diz ter bombardeado Odessa e Chornomorsk
Moscou afirmou ter bombardeado instalações na região sul de Odessa e nos portos de Odessa e Chornomorsk.
A informação foi divulgada pelo próprio Ministério da Defesa russo, na mesma comunicação em que descreveu a ofensiva como ataque com armas de alta precisão.
Força Aérea diz ter interceptado 187 dos 218 drones lançados
A Força Aérea ucraniana, que não divulga o número exato de mísseis russos lançados, afirmou ter neutralizado cinco mísseis balísticos, cinco de cruzeiro e dois mísseis-drones híbridos do tipo Banderol.
A corporação também apontou que a Rússia lançou 218 drones de diferentes tipos e que 187 foram interceptados.
Campanha aérea intensa levou a protocolos mais rígidos no novo ano letivo
Os últimos ataques aconteceram no momento em que a Ucrânia enfrenta uma campanha aérea russa cada vez mais intensa.
A situação provoca alertas repetidos, interrompe atividades comerciais e motivou a adoção de protocolos de segurança mais rígidos para o novo ano letivo.
Porto russo de Ust-Luga pegou fogo após ataque com drones
Na Rússia, também foi registrado nesta terça-feira um incêndio no porto de Ust-Luga, no Golfo da Finlândia, alvo de um ataque com drones, anunciou o governador da região de Leningrado, Alexander Drozdenko.
“Houve danos na área do porto de Ust-Luga em consequência do ataque com drones e um incêndio está em curso”, escreveu Drozdenko na plataforma de mensagens Telegram. Ele afirmou que 52 drones ucranianos foram abatidos na região, sem o registro de vítimas.
Porto de exportações russas já foi alvo repetido de drones
O porto de Ust-Luga é uma infraestrutura crucial para as exportações russas de fertilizantes, petróleo e carvão, e foi alvo de vários ataques de drones ucranianos nos últimos meses.
Até a última atualização da reportagem, o balanço do ataque à região de Kiev era de 12 mortos e dezenas de feridos, com o governo russo sem confirmar o uso dos drones de propulsão a jato apontado pela Ucrânia.
Na sua opinião, o uso de drones com velocidade de míssil de cruzeiro torna urgente o envio de mais sistemas de defesa aérea à Ucrânia, ou a prioridade agora deveria ser a negociação de um cessar-fogo? Deixe sua opinião nos comentários.
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drones de propulsão a jato ataque Kiev
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

