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Arqueólogos ficam eufóricos e se dizem “absolutamente confiantes” de ter encontrado local onde Jesus “fez milagres”, após 10 anos de escavações revelarem moedas, lamparinas e estruturas romanas
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 01/09/2026 às 14:03
Ciência e Tecnologia
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Escavações em el-Araj, no norte de Israel, revelaram estruturas romanas, moedas, lamparinas herodianas e outros artefatos que aumentam a confiança dos pesquisadores de que o local corresponde à antiga cidade bíblica de Betsaida, na Galileia
Uma equipe de arqueólogos afirma estar “absolutamente confiante” de que o sítio de el-Araj, no norte de Israel, corresponde à antiga Betsaida, cidade mencionada no Novo Testamento. A décima temporada de escavações revelou estruturas romanas, moedas, lamparinas e objetos que reforçam a identificação do local.
Novos achados reforçam identificação de Betsaida
A equipe da escavação Betsaida-Júlias trabalha há uma década nas ruínas de el-Araj, às margens do Mar da Galileia.
Segundo os pesquisadores, o conjunto acumulado de evidências tornou o perfil histórico do sítio mais claro a cada temporada.
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Nas escavações mais recentes, foram recuperados utensílios de maquiagem, moedas, lamparinas e dezenas de outros artefatos.
Também apareceram paredes do período romano, um almofariz de basalto e um capitel dórico quebrado, provavelmente pertencente a um edifício público.
Steven Notley, diretor acadêmico da escavação, afirmou que a análise considera o conjunto de evidências encontradas em todas as áreas pesquisadas, em vez de depender de uma descoberta isolada.
A décima temporada ampliou principalmente o conhecimento sobre Betsaida-Júlias entre os séculos I e III. Os arqueólogos também identificaram sinais de que um assentamento helenístico mais antigo permanece sob estruturas posteriores.
Lamparinas indicam presença judaica no século I
Entre os achados considerados importantes estão recipientes de pedra calcária e várias lamparinas herodianas intactas.
Segundo o material divulgado pela equipe, esses objetos eram produzidos exclusivamente em Jerusalém antes de 70 d.C.
Para os pesquisadores, isso comprova a presença de judeus no local durante o século I, período diretamente relacionado à identificação histórica de Betsaida.
Foi nessa época que a vila teria passado por uma transformação administrativa, tornando-se uma polis romana chamada Júlias, nome escolhido em homenagem à filha do imperador romano Augusto.
Os trabalhos também revelaram que, durante o período otomano, o proprietário sírio de Beit Habek construiu cocheiras diretamente sobre estruturas romanas antigas, sem novas fundações. Apesar disso, as paredes permaneceram sem rachaduras ou colapso até serem localizadas pelos arqueólogos.
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Cidade aparece em episódio de cura narrado no Evangelho de Marcos
Nos relatos do Novo Testamento, Betsaida aparece associada à atuação de Jesus. O episódio citado especificamente na cidade é a cura de um homem cego, registrada no Evangelho de Marcos 8:22-26.
Segundo a narrativa apresentada no material-base, Jesus levou o homem para fora do povoado, colocou saliva sobre seus olhos e impôs as mãos. Inicialmente, o homem disse enxergar pessoas como árvores caminhando.
Após uma segunda imposição das mãos, sua visão teria sido completamente restaurada. Jesus então orientou o homem a voltar para casa e não entrar novamente na aldeia.
A região próxima de Betsaida também é relacionada, segundo a narrativa bíblica, ao episódio da multiplicação dos pães e peixes.
Esta matéria foi elaborada com base nas informações fornecidas sobre a equipe de escavação Betsaida-Júlias e nas declarações de Steven Notley, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.
Fonte
https://extra.globo.com/g
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

