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A elefanta Tikiri, de 70 anos, desfilou dez noites seguidas num festival do Sri Lanka coberta por vestes que escondiam o corpo esquelético, até uma foto sem a fantasia chocar o mundo e abrir investigação sobre os 200 elefantes cativos do país
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 02/09/2026 às 10:43
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As imagens divulgadas no dia 13 pela Save Elephant Foundation, com sede em Chiang Mai, na Tailândia, mostram os ossos saltando sob a pele do animal. A elefanta é um dos 60 que trabalham no Festival Perahera, ligado à Relíquia do Dente Sagrado de Buda, em Kandy, no Sri Lanka
A organização Save Elephant Foundation divulgou no dia 13 imagens chocantes de uma elefanta muito magra, com os ossos saltando sob a pele. Segundo a entidade, trata-se de Tikiiri, um animal de 70 anos de idade e um dos 60 elefantes que trabalham no Festival Perahera, no Sri Lanka.
As informações foram publicadas pela Revista Planeta em 21 de agosto de 2019, às 16h16, em texto da redação, com base no comunicado da Save Elephant Foundation, que fica em Chiang Mai, na Tailândia, e em declarações repassadas pela agência AFP.
Festival do Dente celebra relíquia guardada em Kandy
O Festival Perahera, cujo nome significa “Festival do Dente”, é uma festa budista realizada para celebrar a “Relíquia do Dente Sagrado de Buda”.
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Paulo Nogueira
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A relíquia fica na cidade de Kandy, no Sri Lanka, e é o centro da celebração que reúne dezenas de elefantes.
Elefanta trabalha por 10 noites consecutivas
A Save Elephant Foundation informou que Tikiiri participa do festival desde muito cedo até tarde da noite, por 10 noites consecutivas.
A rotina acontece no meio de barulho, fumaça e fogos de artifício, segundo o comunicado da organização.
Vestimentas escondem o corpo ossudo dos visitantes
A organização afirmou que os visitantes não conseguem ver o estado físico frágil da elefanta por causa das vestimentas que ela usa, que escondem seu corpo ossudo.
“Ninguém vê seus olhos lacrimejantes por causa das luzes que decoram sua máscara, ninguém vê a dificuldade dela em andar, enquanto suas pernas estão acorrentadas”, diz o comunicado divulgado pela entidade.
Fundação questiona o caráter sagrado do evento
Sobre a celebração, a Save Elephant Foundation escreveu: “Todos têm direito a suas crenças, mas desde que elas não perturbem ou machuquem os outros”.
“Como podemos chamar isso de benção, ou de algo sagrado, se fazemos outras vidas sofrerem?”, questiona a fundação no mesmo texto.
Fotos provocaram comoção nas redes sociais
As imagens divulgadas pela organização causaram comoção nas redes sociais, aponta a publicação.
A repercussão do caso levou a uma resposta oficial do governo do Sri Lanka poucos dias depois.
Ministério ordenou investigação no dia 16
O Ministério do Turismo e Vida Selvagem do Sri Lanka declarou, no dia 16, que ordenou que autoridades investiguem como um elefante tão debilitado foi forçado a participar de um evento longo e exaustivo.
A determinação foi anunciada três dias após a divulgação das fotos pela Save Elephant Foundation.
Ministro citou os outros 200 elefantes em cativeiro
Segundo a agência AFP, o ministro John Amaratunga declarou que instruiu as autoridades que trabalham com vida selvagem a se assegurarem de que esse tratamento cruel não se repita.
A orientação alcança os outros 200 elefantes que estão em cativeiro e são usados em festivais de templos budistas no país.
Caso de Tikiiri está sob apuração das autoridades
A investigação sobre a participação de Tikiiri no Festival Perahera foi ordenada pelo Ministério do Turismo e Vida Selvagem do Sri Lanka e segue a cargo das autoridades de vida selvagem, conforme registrado na publicação de 21 de agosto de 2019.
O caso da elefanta de 70 anos passou a servir de referência para a cobrança sobre o tratamento dado aos 200 elefantes cativos usados em festivais de templos budistas no país.
Na sua opinião, festivais religiosos deveriam ser proibidos de usar elefantes, ou basta fiscalizar as condições de saúde dos animais antes de cada evento? Deixe sua opinião nos comentários.
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elefanta Tikiri Sri Lanka
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

