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Aos 18 anos, jovem trabalha sozinho numa plataforma flutuante de pesca a 125 quilômetros da Indonésia quando a amarra se rompe, deriva 1.920 quilômetros durante 49 dias, cozinha peixes queimando partes da própria estrutura e vê vários navios passarem sem notá-lo antes de ser resgatado por um cargueiro
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 03/09/2026 às 22:12
Atualizado em 03/09/2026 às 22:13
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Aldi Novel Adilang, de 18 anos, ficou 49 dias à deriva depois que a jangada de pesca onde trabalhava se soltou a cerca de 125 quilômetros de Sulawesi. Sem comida após uma semana, sobreviveu pescando e bebendo água do mar filtrada pelas roupas até ser finalmente resgatado perto de Guam.
Aldi Novel Adilang, de 18 anos, trabalhava sozinho em uma jangada de pesca de madeira ancorada a cerca de 125 quilômetros da costa norte de Sulawesi, na Indonésia, quando as amarras se romperam e a estrutura começou a derivar. O adolescente permaneceu 49 dias no mar e percorreu, segundo a fonte, cerca de 1.900 quilômetros antes de ser localizado.
Segundo reportagem da ABC, publicada em 24 de setembro de 2018, com informações da Associated Press e do Consulado Geral da Indonésia em Osaka, Aldi ficou sem os alimentos que possuía depois da primeira semana. A partir daí, relatou ter sobrevivido com peixes e com água do mar que tentava filtrar usando as próprias roupas.
Aldi trabalhava sozinho no mar desde os 16 anos
imagem: EPA
Aldi exercia desde os 16 anos uma função descrita na reportagem como uma das mais solitárias do mundo.
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Seu trabalho era cuidar de um rompong, uma jangada de pesca de madeira equipada com uma pequena cabana e mantida ancorada longe da costa.
Plataforma ficava a cerca de 125 quilômetros de Sulawesi
O rompong era mantido aproximadamente 125 quilômetros ao norte da costa de Sulawesi.
Segundo Net Kahiking, mãe de Aldi, não era possível enxergar a linha costeira a partir dessas plataformas, e os diversos rompongs ficavam separados entre si por quilômetros de distância.
Suprimentos normalmente chegavam uma vez por semana
A rotina dependia de abastecimentos periódicos vindos de terra.
Os trabalhadores recebiam suprimentos aproximadamente uma vez por semana, permitindo que continuassem isolados cuidando das estruturas de pesca.
Quando a jangada de Aldi se soltou, essa rotina de abastecimento deixou de existir.
Atrito rompeu as cordas que mantinham jangada ancorada
As plataformas eram presas ao fundo por cordas.
Aldi relatou que o forte atrito provocou o rompimento das amarras, deixando o rompong livre para ser carregado pelas correntes marítimas.
Sem meios de controlar a trajetória, o jovem começou uma deriva que duraria 49 dias.
Comida acabou depois da primeira semana
Os mantimentos disponíveis não foram suficientes para uma permanência tão longa.
Aldi contou que sua comida terminou depois da primeira semana, quando ainda restavam muitas semanas até o resgate.
A partir desse momento, ele precisou depender dos recursos que conseguia obter no próprio mar.
Peixes viraram principal fonte de alimento
O adolescente afirmou que passou a comer peixes para sobreviver durante a deriva.
A fonte fornecida não detalha o método utilizado por Aldi para cozinhar os peixes, mas registra que a pesca passou a ser fundamental depois do fim dos alimentos que estavam na jangada.
Roupas eram usadas para tentar filtrar água do mar
A falta de água também representou um problema.
Aldi contou que, quando passavam vários dias sem chuva, molhava suas roupas na água do mar, torcia o tecido e bebia o líquido obtido dessa maneira.
Foi uma das estratégias relatadas pelo jovem durante os 49 dias longe da costa.
Adolescente acendia lâmpada ao avistar navios
Aldi ainda precisava conseguir que alguma embarcação percebesse sua presença.
Ele contou que acendia uma lâmpada sempre que avistava um navio, tentando chamar a atenção das tripulações que cruzavam a região.
Vários navios passaram sem perceber o jovem
As tentativas de sinalização falharam repetidamente.
Aldi afirmou que não conseguia sequer lembrar quantas embarcações passaram pela região sem notar sua situação.
Segundo ele, os navios seguiram viagem sem perceber o que acontecia na pequena jangada à deriva.
Jovem disse que temeu nunca mais ver os pais
O isolamento prolongado também aparece no relato feito depois do resgate.
Aldi disse que chegou a pensar que nunca mais veria seus pais e que, diante dessa possibilidade, rezava todos os dias.
Deriva terminou perto de Guam em 31 de agosto
O resgate finalmente aconteceu em 31 de agosto, no horário local.
O Consulado da Indonésia em Osaka informou que Aldi foi encontrado perto de Guam, depois de ter sido carregado por aproximadamente 1.900 quilômetros desde a região onde trabalhava originalmente.
MV Arpeggio foi o navio que realizou o resgate
A embarcação que localizou o adolescente foi o MV Arpeggio.
O navio navegava sob bandeira do Panamá e conseguiu retirar Aldi da jangada depois de semanas em que outras embarcações haviam passado sem identificá-lo.
Cargueiro entrou em contato com missão indonésia em Osaka
Depois do resgate, o MV Arpeggio comunicou a situação às autoridades indonésias.
Ao atracar, o navio entrou em contato com a missão da Indonésia em Osaka, no Japão, para organizar a transferência do jovem.
Autoridades receberam Aldi em 6 de setembro
O consulado informou que representantes indonésios recolheram Aldi em 6 de setembro.
A etapa ocorreu depois que o navio responsável pelo resgate chegou ao porto e comunicou formalmente a presença do adolescente.
Retorno à Indonésia aconteceu em 8 de setembro
A viagem de volta para casa terminou dois dias depois.
Aldi retornou à Indonésia em 8 de setembro, encerrando uma sequência que começou quando sua plataforma de pesca se desprendeu das amarras e o levou para longe da região onde deveria permanecer trabalhando.
Família comemorou retorno, mas criticou empregador
Alfian Adilang, pai do adolescente, afirmou que a família ficou muito feliz com o retorno do filho.
O pai também disse que os familiares estavam irritados com o empregador, depois das circunstâncias que deixaram Aldi à deriva durante 49 dias.
Jornada de 49 dias terminou depois de cerca de 1.900 quilômetros
Aldi Novel Adilang começou o episódio trabalhando sozinho em um rompong ancorado a aproximadamente 125 quilômetros da costa norte de Sulawesi e terminou resgatado perto de Guam.
Durante os 49 dias à deriva, ficou sem sua comida inicial após uma semana, sobreviveu pescando, buscou água com auxílio das próprias roupas e tentou chamar a atenção de embarcações até ser finalmente localizado pelo MV Arpeggio.
Na sua opinião, o que mais chama atenção nessa história: permanecer 49 dias à deriva, sobreviver depois que os alimentos acabaram ou ver vários navios passarem antes de finalmente conseguir ser resgatado? Deixe sua opinião nos comentários.
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jovem
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

