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Longe das cozinhas e da televisão, Martha Stewart cuida de uma fazenda onde cerca de 200 galinhas produzem mais de 100 ovos por dia, cavalos frísios ajudam até no sistema de compostagem e burros, perus, gansos e ovelhas completam uma coleção de animais criada ao longo de décadas
Escrito por Carla Teles
Publicado em 04/09/2026 às 13:54
Atualizado em 04/09/2026 às 13:55
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Em relato publicado em 2019, Martha Stewart descreveu propriedade em Bedford com cerca de 200 galinhas de várias raças, responsáveis por mais de 100 ovos por dia durante boa parte do ano, além de cavalos frísios, gansos, perus, burros e ovelhas integrados a uma rotina de práticas orgânicas e compostagem.
Martha Stewart apresentou em abril de 2019 uma faceta de sua rotina distante das cozinhas de televisão e das produções editoriais pelas quais ficou conhecida. Em sua propriedade de Bedford, ela descreveu uma coleção de animais que incluía aproximadamente 200 galinhas, cavalos frísios, gansos, perus, burros miniatura e ovelhas, além de sistemas ligados ao aproveitamento de resíduos orgânicos.
O relato foi publicado em 26 de abril de 2019 no próprio site de Martha Stewart e reconstruiu também como esse interesse começou décadas antes, em outras propriedades. A criação de animais, a produção de alimentos e o reaproveitamento de materiais orgânicos aparecem como partes de uma rotina desenvolvida gradualmente, e não como uma estrutura montada de uma só vez em Bedford.
Martha Stewart começou com galinhas muito antes de Bedford
A relação de Martha Stewart com animais de fazenda começou antes da propriedade de Bedford. Em Middlefield, Massachusetts, ela contou que as primeiras aves foram instaladas em uma pequena estrutura improvisada a partir de uma casinha infantil que já não era usada pela filha Alexis.
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O espaço recebeu proteção de tela para reduzir o risco de ataques de animais selvagens. A experiência com aquelas primeiras galinhas também estabeleceu uma prática que Martha disse ter mantido depois: ter um galinheiro e utilizar ovos produzidos na própria propriedade.
Experiência em Westport ampliou a criação de animais
Mais tarde, enquanto morava em Westport, Martha Stewart passou a relacionar a criação de animais a uma preocupação maior com a origem dos alimentos consumidos em casa. Além das galinhas, sua rotina passou a incluir outros animais e o cultivo de vegetais.
Ela relatou ter criado patos, perus, cordeiros, cabras, ovelhas e até porcos ao longo dessa fase. Também participou de um grupo de produtores e jardineiros interessados em técnicas de cultivo e processamento de alimentos. As práticas orgânicas passaram a ocupar papel importante na maneira como ela administrava a produção doméstica.
Cerca de 200 galinhas ocupavam os galinheiros em Bedford
Quando descreveu a propriedade de Bedford, Martha Stewart informou que seus galinheiros abrigavam aproximadamente 200 galinhas de diferentes raças.
A variedade incluía Araucanas, Cochins, Jersey Giants, Silkies, Orpingtons, Wyandottes Prateadas, Minorcas e outras linhagens. A diversidade das aves transformava os galinheiros em uma das partes mais numerosas da coleção de animais da fazenda.
Produção passava de 100 ovos por dia em boa parte do ano
O volume produzido também se destacava. Segundo Martha Stewart, durante a maior parte do ano as aproximadamente 200 galinhas forneciam mais de 100 ovos por dia.
Parte era consumida em casa e parte era compartilhada com colegas que trabalhavam nos escritórios em Nova York. Assim, o galinheiro não funcionava apenas como elemento ornamental da propriedade: havia uma produção diária de alimentos associada diretamente à criação das aves.
Cavalos frísios viraram parte central da vida na fazenda
Outro grupo de animais com presença importante em Bedford eram os cavalos frísios. Martha descreveu esses animais como parte central de sua rotina rural, utilizados tanto em passeios quanto para puxar charretes pelas estradas de terra.
Os cavalos também eram usados em trajetos pelas trilhas preservadas da região de Bedford. A função deles, porém, ultrapassava a recreação, porque um subproduto inevitável da criação passou a ser aproveitado em outro sistema mantido na propriedade.
Esterco dos cavalos entrava no sistema de compostagem
O esterco produzido pelos cavalos frísios era incorporado ao grande sistema de compostagem mantido na fazenda. Dessa maneira, resíduos gerados pela criação retornavam à rotina da propriedade como matéria orgânica.
No relato de Martha Stewart, essa integração aparece como parte da lógica desenvolvida em torno das práticas orgânicas. Em vez de tratar o esterco simplesmente como descarte, a propriedade o incorporava ao processo de compostagem utilizado no local.
Gansos e perus tinham espaço separado das galinhas
A coleção de aves não terminava nos galinheiros principais. Martha também mantinha gansos da raça Pomerânia e diferentes variedades de perus em uma área gramada adjacente.
Embora as espécies convivessem bem, ela explicou que gansos e perus eram mantidos separados das galinhas em parte por terem necessidades alimentares diferentes. A divisão dos espaços seguia, portanto, aspectos práticos do manejo dos animais.
Restos de vegetais também entravam na alimentação das aves
A alimentação dos animais revelava outra forma de reaproveitamento dentro da propriedade. Gansos e perus recebiam aparas de grama, folhas verdes retiradas da horta e restos de vegetais provenientes da casa.
Segundo o relato de Martha Stewart, até sobras vegetais das cozinhas de teste associadas às suas produções eram direcionadas aos animais. Parte do que poderia se tornar resíduo acabava reincorporada à rotina da fazenda como alimento.
Burros miniatura também passaram a integrar a propriedade
Pouco depois de se mudar para Bedford, Martha Stewart recebeu dois jovens burros miniatura sicilianos chamados Clive e Rufus. Depois chegou também uma fêmea chamada Billie.
Os animais eram tratados de forma próxima no cotidiano da propriedade. Martha relatou que podiam ser conduzidos com coleira, recebiam escovação e banho e eram tosados uma ou duas vezes ao ano durante períodos mais quentes.
Burros chegaram até a visitar a casa em busca de comida
O convívio dos burros com a rotina doméstica era diferente do observado com animais mantidos apenas em áreas de criação. Segundo Martha, eles podiam se aproximar da residência atrás de pequenos agrados.
Maçãs recém-colhidas estavam entre os alimentos que atraíam os animais. A presença dos burros acrescentava à fazenda um componente de convivência cotidiana, além do manejo tradicional associado a animais rurais.
Ovelhas Black Welsh Mountain completavam a coleção
A propriedade também recebeu um par de ovelhas da raça Black Welsh Mountain. No relato, Martha Stewart identificou os animais como Babaa e Black Sheep.
Uma das características destacadas era a lã naturalmente preta. Martha explicou que poderia utilizá-la em trabalhos de tecelagem e tricô, aproximando novamente a criação animal de atividades práticas realizadas a partir dos recursos produzidos na propriedade.
A fazenda reunia produção, criação e reaproveitamento
Ao considerar galinhas, cavalos, gansos, perus, burros e ovelhas em conjunto, o elemento mais marcante da descrição feita por Martha Stewart não é apenas a quantidade de espécies.
Existe uma relação entre diferentes partes da propriedade: galinhas produziam ovos, cavalos forneciam esterco para compostagem, restos de vegetais alimentavam aves e a lã das ovelhas podia ser aproveitada em trabalhos manuais.
Práticas orgânicas foram desenvolvidas ao longo de décadas
Martha relacionou essa maneira de administrar a propriedade a experiências adquiridas muitos anos antes de Bedford. O interesse pela criação própria de alimentos ganhou força durante sua fase em Westport, quando passou a cultivar vegetais e manter diferentes espécies.
Ela afirmou ter acompanhado durante décadas o desenvolvimento e a redescoberta de métodos orgânicos de produção. Bedford aparece, assim, como uma etapa mais avançada de uma rotina rural que havia começado em propriedades anteriores.
Fazenda mostra uma rotina diferente da imagem mais conhecida de Martha Stewart
Para grande parte do público, Martha Stewart está associada principalmente a receitas, televisão, decoração, jardinagem e produção editorial. O relato sobre Bedford, porém, mostra outro lado dessa trajetória.
Nos bastidores dessa imagem pública havia, ao menos na descrição publicada em 2019, uma propriedade com centenas de aves, animais de grande porte, manejo cotidiano e sistemas de reaproveitamento de resíduos orgânicos.
Martha Stewart reuniu cerca de 200 galinhas e uma coleção de animais em Bedford
O número das galinhas chama atenção imediatamente: cerca de 200 aves e mais de 100 ovos produzidos diariamente durante boa parte do ano. Mas a estrutura descrita por Martha Stewart ia além dessa produção.
Cavalos frísios estavam ligados ao sistema de compostagem pelo aproveitamento do esterco, enquanto gansos, perus, burros e ovelhas completavam uma coleção construída gradualmente ao longo de sua experiência com propriedades rurais. Você imaginava que a rotina de Martha Stewart envolvia tantos animais e esse nível de reaproveitamento dentro da fazenda? Conte nos comentários qual parte mais surpreendeu você.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

