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“Os bichos tudo gordo”: as traças engordaram comendo R$ 9 mil em notas de 100 e 200 que Dona Sueli, 53, guardou por nove anos dentro de um livro no guarda-roupa, e o filho, que nem sabia do dinheiro, filmou o momento em que abriu a sacola e postou na internet
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 04/09/2026 às 13:06
Atualizado em 04/09/2026 às 13:07
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Viúva que vive de pensão, Dona Sueli evitou a conta bancária porque uma amiga teve problemas com o banco e escondeu os bolinhos de R$ 1.000 numa sacola. Acompanhada pelo Balanço Geral, ela viu R$ 1.600 em cédulas danificadas seguirem para análise no Banco Central, sem ressarcimento garantido
Dona Sueli, de 53 anos, guardou por nove anos as economias que fazia com a pensão deixada pelo marido dentro de um livro no guarda-roupa de casa, e juntou R$ 9 mil em notas de R$ 100 e R$ 200. Quando precisou do dinheiro para pagar contas e começar a reforma da casa, encontrou as cédulas devoradas por traças.
O caso foi mostrado em reportagem do programa Balanço Geral, com apuração da repórter Lorena Coutinho, em vídeo publicado no YouTube. As declarações de Dona Sueli, do filho dela e de um especialista em conservação de documentos foram registradas nessa reportagem.
Pensão do marido rendia um valor todo mês, guardado longe do banco
Dona Sueli recebe uma pensão desde a morte do marido e resolveu separar todo mês uma quantia, com a ideia de que um dia precisaria e ninguém saberia.
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Paulo Nogueira
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O dinheiro entrava no livro, o livro ia para uma sacola e a sacola ficava enfiada dentro do guarda-roupa, longe da vista de qualquer pessoa da casa. Segundo a reportagem, ninguém da família sabia da existência da reserva.
Amiga com problema no banco fez Dona Sueli desconfiar da conta
A decisão de não depositar o dinheiro teve um motivo concreto: uma amiga já havia tido problemas com o banco, e Dona Sueli preferiu não colocar a quantia na conta.
O maior medo dela era que alguém mexesse no dinheiro, e por isso quis deixar a economia “bem pertinho”, no próprio quarto. A lógica era de proteção, e o esconderijo em forma de livro passaria despercebido mesmo por quem abrisse o armário.
Casa de quase 30 anos foi construída de forma improvisada pelo ex-marido
A casa de Dona Sueli tem quase 30 anos e foi erguida de maneira improvisada pelo ex-marido, que faleceu e deixou a pensão da qual saíram as economias.
O objetivo do dinheiro era duplo: cobrir uma emergência de saúde, se surgisse, e dar início à reforma dessa casa. Foram quase dez anos separando parte da pensão para isso.
Última conferência do dinheiro foi em dezembro do ano passado
Dona Sueli conta que conferia o dinheiro com regularidade. “Eu sempre dava uma conferida, contava direitinho, depois guardava lá e deixava lá”, disse à reportagem.
Segundo ela, até dezembro do ano passado as notas estavam intactas dentro do livro. Foi a última vez que viu a quantia inteira.
Contas e reforma forçaram a abertura da sacola
A emergência chegou quando Dona Sueli precisou pagar algumas contas e decidiu começar, finalmente, a reforma da casa.
Ao abrir o guarda-roupa e a sacola, deu de cara com o dinheiro comido. Nas palavras dela, foi “tudo comido”, sem como salvar “nem um centavo”.
Filho não sabia do dinheiro e filmou a abertura do livro
O filho de Dona Sueli não sabia da existência da reserva e gravou o momento em que abriu a sacola e pegou o livro.
Ele postou o vídeo nas redes sociais em tom de alerta, e o caso gerou repercussão. Internautas sensibilizados incentivaram o rapaz a procurar o banco onde a mãe tem conta, para tentar reaver o dinheiro ou parte dele.
“Os bicho tudo gordo, minha filha, branco da cabecinha vermelha”
Dona Sueli descreveu à reportagem o que encontrou dentro do livro. “Os bicho tudo gordo, minha filha, branco da cabecinha vermelha”, disse ela, em referência aos insetos que se alimentaram das cédulas.
Nenhuma nota restou intacta: algumas simplesmente desapareceram, outras estavam cheias de buracos, outras sobraram pela metade. A reportagem observa que os vestígios podem ser de traça ou de cupim, mas o resultado foi o mesmo.
Notas estavam em bolinhos de R$ 1.000 e vieram grudadas
As cédulas estavam separadas em bolinhos de R$ 1.000 cada, e o dinheiro estava “juntinho”, segundo Dona Sueli, que foi puxando e tentando separar as notas presas umas às outras.
O filho estimou que, no máximo, seis notas poderiam ser salvas. Os insetos comeram também as páginas do livro, e parte do dinheiro sumiu por completo. “Total prejuízo”, resumiu ele.
“Eu pensava que aqui pertinho de mim o dinheiro estaria mais protegido”
“Eu sou uma pessoa muito simples. Eu pensava que aqui pertinho de mim o dinheiro estaria mais protegido, que eu teria o dinheiro quando precisasse, e eu jamais imaginei que um dia poderia passar por isso”, afirmou Dona Sueli à repórter Lorena Coutinho.
Ela disse ainda que espera que o caso sirva de alerta. “Tudo na nossa vida é uma lição e aprendizado. Se puder alertar as pessoas, eu faço”, declarou.
Um especialista ouvido pela reportagem explicou como guardar cédulas ou documentos importantes em casa sem correr o mesmo risco.
A orientação é colocar a cédula dentro de um envelope plástico, que a mantém protegida e impede o ataque de cupim. Sem essa barreira, papel guardado no meio de outro papel, como no livro de Dona Sueli, fica exposto aos insetos.
Traça viva apareceu na hora de abrir o pacote
Durante a gravação com a repórter, uma traça viva foi vista se movendo dentro do pacote no momento em que as cédulas foram abertas.
O detalhe, apontado no estúdio pelos apresentadores, mostra que os insetos ainda estavam no material quando a família resolveu levar tudo ao banco.
R$ 1.600 seguiram para o Banco Central e o ressarcimento ficou em análise
Assista o vídeo
O filho reuniu todas as notas na sacola, até as que sobraram quase só em pedaços, e foi com a identidade da mãe ao banco, acompanhado pela equipe do Balanço Geral. Depois de cerca de 30 minutos na agência, ele voltou com um papel na mão e contou o resultado diante das câmeras.
Segundo a contagem feita na saída, R$ 1.600 em cédulas foram encaminhados ao Banco Central do Brasil para análise, e o banco reteve o material para definir se Dona Sueli será ressarcida. A reportagem não confirma quanto dos R$ 9 mil será devolvido, e o vídeo não informa a cidade onde a família mora nem a data da visita à agência. O caso de Dona Sueli aconteceu na cidade de São Paulo, capital, e a notícia foi divulgada originalmente no dia 16 de maio de 2024 pelo programa Balanço Geral da Record.
Na sua opinião, guardar dinheiro em casa por medo do banco ainda faz sentido, ou o caso de Dona Sueli mostra que o risco de perder tudo para traças, incêndio ou furto é maior do que qualquer problema com a conta? Deixe sua opinião nos comentários.
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traças comeram R$ 9 mil guardados em livro
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

